“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 26 de novembro de 2017

Especialistas rebatem relatório do Banco Mundial que prega o fim do ensino superior gratuito

Domingo, 26 de novembro de 2017
Especialistas rebatem relatório do Banco Mundial que prega o fim do ensino superior gratuito
O Banco Mundial pega uma pequena parcela dos estudantes e generaliza para o conjunto dos alunos. Isso é um erro lógico primário

Por Rebeca Letieri - Jornal do Brasil / Foto: commons.wikipedia.org
e Portal ContextoExato

“O que está em jogo é um duplo assalto: a desfiguração do ensino superior público brasileiro, onde se produz ciência nesse país, e a transformação em um sistema totalmente comandado pelos grandes monopólios das universidades privadas lucrativas”, enfatizou o professor de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC), Wilson Mesquita de Almeida. Ele está falando do recém-lançado relatório do Banco Mundial, que sugere a adoção de um sistema semelhante ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) nas universidades públicas, com o fim da gratuidade e criação de bolsas para quem não pode pagar.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Vice-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) critica relatório do Banco Mundial e defende Universidade Pública

Quinta, 23 de novembro de 2017
Do Jornal do Brasil
A proposta de cobrança de mensalidade em universidades públicas, que consta do relatório do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira (21), não agradou a comunidade acadêmica. O vice-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio da Nóbrega, criticou o documento e defendeu a gratuidade do ensino superior para toda a população.

Uma pesquisa do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE), publicada em 2016, revela que, em 2014, 51,4% dos estudantes de graduação nas Universidades Públicas Federais pertenciam a famílias com renda bruta de até três salários mínimos. O estudo do Fórum revela ainda que apenas 10,6% integravam famílias com renda bruta superior a dez salários mínimos. Pelo relatório do Banco Mundial, por exemplo, os estudantes que frequentam universidades públicas no Brasil tendem a ser de famílias mais ricas.