Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Segunda fundação da Bolívia

Janeiro
26

Segunda fundação da Bolívia

No dia de hoje do ano de 2009, um plebiscito popular disse sim à nova Constituição proposta pelo presidente Evo Morales.

Até este dia, os índios não eram filhos da Bolívia: eram sua mão de obra, e só.

Em 1825, a primeira Constituição outorgou a cidadania a três ou quatro por cento da população. Os demais — índios, mulheres, pobres, analfabetos — não foram convidados para a festa.

Para muitos jornalistas estrangeiros, a Bolívia é um país ingovernável, incompreensível, intratável, inviável. São os que se enganaram de in: deveriam confessar que a Bolívia, para eles, é um país invisível. E não há nada de estranho nisso, porque até o dia de hoje também a Bolívia foi um país cego de si.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’, 2ª edição,
2012, página 40, L&PM Editores.

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domingo, 26 de janeiro de 2020

Segunda fundação da Bolívia

Janeiro
26
Segunda fundação da Bolívia
No dia de hoje do ano de 2009, um plebiscito popular disse sim à nova Constituição proposta pelo presidente Evo Morales.
Até este dia, os índios não eram filhos da Bolívia: eram sua mão de obra, e só.
Em 1825, a primeira Constituição outorgou a cidadania a três ou quatro por cento da população. Os demais – índios, mulheres, pobres, analfabetos – não foram convidados para a festa.
Para muitos jornalistas estrangeiros, a Bolívia é um país ingovernável, incompreensível, intratável, inviável. São os que se enganaram de in: deveriam confessar que a Bolívia, para eles, é um país invisível. E não há nada de estranho nisso, porque até o dia de hoje também a Bolívia foi um país cego de si.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’, 2ª edição, 2012, página 40, L&PM Editores.
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Uma derrota da Civilização

Outubro
14

Uma derrota da Civilização



No ano de 2002, fecharam as portas os oito restaurantes McDonald's na Bolívia. Apenas cinco anos durou essa missão civilizadora.
Ninguém a proibiu. Aconteceu simplesmente que os bolivianos lhes deram as costas, ou melhor, se negaram a dar-lhes a boca. Os ingratos se negaram a reconhecer o gesto da empresa mais exitosa do planeta, que desinteressadamente honrava o país com sua presença.
O amor ao atraso impediu que a Bolívia se atualizasse com a comida de plástico e os vertiginosos ritmos da vida moderna.
As empadas caseiras derrotaram o progresso. Os bolivianos continuam comendo sem pressa, em lentas cerimônias, teimosamente apegados aos antigos sabores nascidos no fogão familiar.
Foi-se embora, para nunca mais, a empresa que no mundo inteiro se dedica a dar felicidade paras as crianças, a mandar embora os trabalhadores que se sindicalizam e a multiplicar os gordos. 


(Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias.
2ª ed. 2012. página 326. Editora L&PM)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Bolívia é o país que mais reduziu a desigualdade salarial na América Latina

Quinta, 23 de novembro de 2017
Bolívia é o país que mais reduziu a desigualdade salarial na América Latina
O aumento salarial foi estabelecido como política de Estado.

Por Notas Periodismo Popular / Brasil de Fato / Portal ContextoExato — Foto: Commons.wikimedia.org

Um relatório do Banco Mundial publicado, na semana passada, informa que, nos últimos anos, a Bolívia atingiu o melhor desempenho na redução da diferença salarial entre os países da América Latina.

Segundo o coeficiente Gini, parâmetro utilizado na pesquisa, a desigualdade de salários no país que, em 2003, correspondia a 0,53, agora está em 0,44. O coeficiente de Gini indica um número entre 0 e 1, onde 0 corresponde ao melhor indicador, ou seja, a igualdade absoluta; e 1, o pior.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Presidente da Bolívia expulsa agência norte-americana do país

Quinta, 2 de maio de 2013
Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil
O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou a suspensão das atividades e a expulsão dos integrantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (cuja sigla em inglês é Usaid). Morales acusa a organização de ingerência política nos sindicatos de camponeses e entidades sociais, além de conspiraração contra o governo. Ele admitiu que a decisão é também uma resposta aos Estados Unidos, que consideram a América Latina como quintal.

A agência atuava no país há 40 anos, desenvolvendo projetos em vários setores sociais, como saúde e meio ambiente. "Decidimos expulsar a Usaid da Bolívia, que saia a Usaid da Bolívia, peço ao irmão chanceler [David Choquehuanca] que comunique imediatamente à Embaixada dos Estados Unidos”, disse o presidente no discurso do Dia do Trabalho.

“Seguramente pensaram que aqui se poderia manipular politicamente e economicamente [os bolivianos], mas esses são tempos passados”, acrescentou Morales. Ele reiterou que o objetivo é manter relações de igualdade entre a Bolívia e os Estados Unidos, usando uma expressão em espanhol de “você para você”.  Segundo o presidente, não há mais espaço para a mentalidade de dominação.

“Seremos um pequeno país, mas igual, e merecemos respeito. A expulsão da Usaid é também um protesto ao chanceler [John Kerry], que disse que a América Latina é um quintal dos Estados Unidos”, disse Morales.

A Usaid está na Bolívia desde 1964 e atua na promoção de projetos de saúde pública, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Em novembro de 2008, o governo Evo Morales deu a mesma ordem para os integrantes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (cuja sigla é DEA). Na ocasião, a acusação foi semelhante à da Usaid.
 
*Com informações da agência pública de notícias da Bolívia, ABI