“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Não põe corda no meu bloco

Domingo, 23 de fevereiro de 2020
Esta postagem foi publicada no Gama Livre no dia 24 de fevereiro de 2014

Não põe corda no meu bloco

Bons tempos aqueles dos antigos carnavais de rua da Bahia, quando a quase totalidade dos blocos e trios não usava cordas. Aquilo, sim, era um carnaval democrático.

Por isso faz todo o sentido a imagem que rola na rede. Dê um clique sobre a imagem acima para ampliá-la.

Sarajane a cara, a alegria, a beleza do Carnaval da Bahia.

Domingo, 23 de fevereiro de 2020

Postagem publicada originalmente no Gama Livre em 5 de novembro de 2019

Vídeo publicado no Youtube pelo Canal Videoteca do Puga

Sarajane foi uma das pioneiras do que hoje é conhecido como Axé Music. 

Seu primeiro sucesso, "A Roda", gravado em 1986, foi lançado no "Fantástico" em janeiro do ano seguinte, com este videoclipe gravado em pontos turísticos de Salvador.
Abaixo, uma ótima, deliciosa, entrevista feita por Mário Kertz, radialista, ex-prefeito de Salvador, ex-professor da Universidade Federal da Bahia —a minha querida UFBa— (e também deste editor do  Blog Gama Livre) com a cantora e compositora Sarajane. A entrevista dá uma boa ideia da evolução do Carnaval da Bahia. Que saudade dos Carnavais dos meus tempos de Bahia. Imperdível a entrevista.

Use o cursor do mouse para chegar ao início da entrevista de Sarajane (aos 15 minutos e 55 segundos)

Na Linha com Mário Kertész e Jornal da Metrópole no Ar - SaraJane.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CARNAVAL BAIANO, HISTÓRIA DA FOLIA. EVOÉ, MOMO!

Terça, 18 de fevereiro de 2020
Do Blog Bahia em Pauta
AOS LEITORES DO BAHIA EM PAUTA: Este artigo de Antonio Lina foi reproduzido por este site blog do espaço do jornalista e poeta Florisvaldo Mattos no Facebook, a quem o BP agradece a iniciativa de divulgação na rede social de texto tão rico, informativo e relevante para a história e cultura da maior festa popular da Cidade da Bahia. Obrigado ao autor e ao divulgador. (Vitor Hugo Soares, editor).
Resultado de imagem para Antonio Lins na Fundação Gregório de Mattos
ARTIGO
CARNAVAL BAIANO, HISTÓRIA DA FOLIA
EVOÉ, MOMO!
Antônio Lins
“Colombina eu te amei, mas você não quis, eu fui para você um Pierrô feliz”.
É Carnaval na Bahia, o espelho onde a cidade toda se reflete, se olha se projeta ao mundo inteiro, se reconhece e se estranha, ano a ano. Herdeiro de muitas ancestralidades, de outros tantos festejos, equilíbrio precário e milagroso entre acordos e tensões, estados de espírito sensorialmente democráticos e espaços de exclusão e exclusividade; afro-latino, afro-barroco, uma possessão que toma conta e devora a cidade inteira.

Leia aqui a íntegra deste maravilhoso, e histórico, artigo de 
Antonio Lina. Conheça mais a história do melhor Carnaval do Mundo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Furdunço do Carnaval Baiano no Circuito Osmar (centro) começa a 'torar' a partir do meio-dia desta sexta. Último bloco COMEÇA a sair às 3 horas da madrugada de sábado. Aqui em Brasília . . . tudo tem que acabar às 22 horas. Eco!!!!!

Sexta, 5 de fevereiro de 2016
A partir do meio-dia de hoje (5/2), sexta, os blocos de carnaval começam a animar a capital baiana no Circuito Osmar (no centro da cidade). O ponto de partida é o Campo Grande, local em que se encontra a escultura do Caboclo, herói da independência baiana.

Sob o olhar e as bençãos do Caboclo, os blocos partem para animar os foliões, e invadem a Avenida 7 de Setembro, área residencial e comercial. Sabe quando o último bloco começará a desfilar, partindo do "pé do Caboclo"? Às três horas da madrugada de amanhã, sábado. Depois, na manhã batida pela brisa dos mares da Bahia, aí o couro continua a comer.

Já pensou coisa semelhante acontecer em Brasília? Não falo da brisa do mar, mas apenas da folia. Imagine não, moço!

Aqui os imbecis burocratas do governo decretaram que Rei Momo não manda porra nenhuma. Momo em folia próxima de áreas residenciais após as 22 horas será expulso, com seus súditos, levando porrada da PM, Agefis, Sub-Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social (Seops) e o escambau a quatro.

Se algum folião quiser brincar e tocar depois das 22 horas, possivelmente vai ter que cantar dentro de um camburão ou para algum delegado de polícia. Ou, então, vai lá pro meio do cerrado, onde o vento faz a curva. Aí, quem sabe, ele poderá fazer um som com alguns modestos decibéis. Não será baticum, mas no máximo 'pianinho'.

Aviso aos imbecis oficiais de Brasília: Os outros circuitos do Carnaval baiano, como o Barra-Ondina, Pelourinho e dezenas em bairros de Salvador, rolam todos os dias da festa. Os circuitos, todos eles, são em áreas também residenciais. Ou os nossos imbecis de Brasília acham que, por exemplo, no Pelourinho não mora ninguém? Mora sim. E muita gente. 

Resultado de imagem para foto oficial carnaval baiano
Foto: www.irdeb.ba.gov.br

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Bahia: Carnaval do Pelourinho homenageia 100 anos do samba

Quinta, 4 de fevereiro de 2016

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil
banner_carnaval_2016
O Carnaval do Pelourinho, em Salvador, vai homenagear os 100 anos de gravação do primeiro samba. Conhecido como Carnaval do Pelô, o Circuito Batatinha, organizado pelo governo estadual, vai receber, além de atrações que celebrem o ritmo centenário, artistas, bandas e blocos de axé, reggae, MPB e afoxé.

“O Pelourinho é um palco de diversidades. Não quer dizer que só sejam sambas e sambistas. Na primeira noite, estaremos homenageando os grandes sambistas, bambas da Bahia, e Paulinho da Viola, que é um grande bamba brasileiro, assim como Edinho Pacheco, Nelson Rufino, Riachão, Valmir Lima, Raimundo Sodré, entre outros. Mas, nos largos, teremos hip hop, reggae, enfim, tudo que se imaginar, que seja música advinda da alma negra da Bahia”, declarou o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ô Bahia, assim eu volto! Carnaval da Bahia 2016 terá 13 dias

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Bahia
por Chayenne Guerreiro
A maior festa a “céu aberto” do mundo, o Carnaval de Salvador, terá seus dias ampliados para 13 no ano que vem. Além disso, a grande exposição de marcas e o interesse já sinalizado por potenciais patrocinadores para a folia do ano que vem, foram outras novidades anunciadas  pelo presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, na coletiva de balanço do Carnaval 2015 na cidade.
Segundo ele, se a folia do ano que vem se repetir aos moldes desse ano, teremos o habeas corpus na sexta-feira, o furdunço no domingo, na segunda é primeiro de fevereiro, na terça é Iemanjá, e quarta-feira já começa o circuito bezerra para terminar só na próxima quarta-feira”, contou o presidente do órgão.
“Vamos ver, não quero soltar as novidades,” adiantou o prefeito ACM Neto, acrescentando que o objetivo da prefeitura é fazer um carnaval cada vez sem cordas, e que para isso, já conseguiu patrocínio referente a folia de 2016. “Comecei a negociação para patrocínio ainda durante o Carnaval desse ano, apesar de não poder adiantar que é, garanto que é o maior patrocínio de todos os tempos e até a semana que vem já estará fechado,” afirmou.
Outra novidade para 2016, é aumento no numero de bairros participantes da festa. “Esse ano foram seis bairros que participaram e foi um sucesso, tivemos em determinados dias, um publico de até 20 mil pessoas, por isso decidimos que no próximo ano teremos 10 bairros na folia,” adiantou o prefeito.
O prefeito ainda ressaltou o fortalecimento do Furdunço, da Arena dos DJs e do incentivo às atrações sem cordas. “A grande marca foi a concentração das pessoas na rua, do folião pipoca. Isso atrai pessoas que sempre gostaram do Carnaval, mas que não encontravam espaço na festa. Vai ser uma obsessão dessa administração garantir que mais atrações sem cordas desfilem no próximo ano. Vamos buscar novas maneiras de financiamento para aumentar o número de atrações desfilando para o povo, mostrando que esse é o Carnaval mais democrático do mundo”, observou Neto.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Filhos de Gandhy faz 65 anos de paz e alfazema no carnaval da Bahia

Quarta, 5 de fevereiro de 2014
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por Noemi Flores
Tribuna da Bahia

Foto: Turismobahia
O afoxé Filhos de Gandhy: 6 mil foliões
O afoxé Filhos de Gandhy: 6 mil foliões

   Não são 65 dias, mas 65 anos de tradição que encantaram os olhos de quem viu a passagem na avenida, tanto do Circuito Osmar (Campo Grande) como Dodô (Barra/Ondina)  do tapete branco: Afoxé Filhos de Gandhy, com mais de seis mil componentes desfilando ao som do ijexá.
   E como reza a tradição, desde os primórdios do bloco, fundado por trabalhadores da estiva, em sua maioria afrodescendentes que  cultuavam o candomblé, no primeiro dia de desfile, antes de saírem tem que fazer o ritual “padê”, no Largo do Pelourinho, próximo à sede.
   Como explica o presidente da agremiação, Aguinaldo Silva, trata-se de um ritual aos orixás, na qual pedem a Exu permissão, oferecendo  alimentos e bebidas, com o objetivo de que não perturbe os trabalhos com seu lado brincalhão e que permita a boa vontade dos orixás, invocados no culto.
   Após a conclusão da oferenda foi  lançado um pombo branco da paz e o grito de saudação dos componentes: Ajayô! E o bloco  pôde ir em direção à avenida, onde passou no  Afródromo levando as cores dos orixás protetores, o branco de Oxalá e o azul de Ogum.
   Com o tema “Gandhy - Tradição, Religião, Fé e Respeito”, uma reverência aos Templos dos Orixás, o bloco esbanjou o charme dos integrantes que têm a fama de trocar beijos pelo colar azul e branco, e jogar alfazema nas garotas.
   E foi neste clima de animação que a professora paulista Rosana Albuquerque contou que ganhou o amor de seu “gandhy” Jonathas Freitas da Silva. “Foi no ano passado. Vim passar o carnaval em Salvador e quando o Gandhy passou ele jogou alfazema e depois me beijou, me deu o colar, mas trocamos telefone. Só sei que namoramos até agora”, contou sorridente.
   Mas há quem não teve a mesma sorte que a professora e ficou só com o colar, como foi o caso da estudante Marília Santana. “Ele me beijou, me deu o colar e se perdeu no meio do bloco. Era lindo e que beijo!, exclamou a estudante. E foi assim o percurso do afoxé nas avenidas irradiando muita alegria, brincadeiras e despertando paixões.

Uma tradição de pai para filho e de turistas
   “Pra mim o Gandhy é tudo. Sem ele não sairia na avenida”, resumiu o auxiliar de escritório Raimundo Prazeres Correia, que há 17 anos desfila no afoxé, acompanhado do filho Ian Santos Correia, de seis anos, que tem três anos que acompanha o pai no bloco.
   Antes do desfile as ruas do Pelourinho se enchem de componentes procurando costureiras para ajustar os turbantes que só podem ser feito na cabeça. Como foi o caso dos engenheiros paranaenses Fabricio Bernardes  e Tiago Menezes, que há três anos saem no afoxé.
   “Chegamos hoje  a Salvador perto do meio-dia e viemos logo para cá porque sabíamos que o processo é demorado e não queríamos nos atrasar. Adoro sair neste afoxé. A gente se diverte muito e as gatas adoram nos verem com esta vestimenta”, afirmou Fabricio.
   Tiago, enquanto esperava o amigo ajustar o turbante, resumiu a sua passagem pelo Gandhy: ”Já tem três anos que desfilo. Sinceramente não dá para abrir mão disto”. A afirmação comprova que não são só os da terra que são seduzidos pela vibração e encanto do afoxé.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bloco Pipoca Indignada faz protestos em passagem pelo Circuito Dodô (Barra-Ondina) no carnaval da Bahia

Sexta, 28 de fevereiro de 2014 
'Enquanto te roubam você grita GOOOOOLLLL!!!!!'

'Num tem nem metrô, para que fazer Ponte' (ligando Salvador à ilha de Itaparica, sonho megalomaníaco do governador Jaques Wagner que, se realizado, custará mais de 15 bilhões de reais)

'Impunidade, câncer do Brasil' (certamente alguma coisa a ver também com a absolvição de mensaleiros dos crimes de quadrilha)

'Queremos Brasil Nação, não Brasil Seleção'

'Brasil, vamos amar professores mais que Neymar' 

'Todo camarote tem um quê de casa grande'

Integrantes do bloco alternativo Pipoca Indignada levaram faixas e cartazes de protesto para a Barra-Ondina nesta quinta-feira (27/2).
Do jornal A Tarde
Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las. 




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bahia: Bloco Pipoca Indignada protesta contra uso de espaço público por camarotes

Sexta, 8 de fevereiro de 2013
Da Tribuna da Bahia
Foto: Alberto Oliveira/Tribuna da Bahia
O protesto foi feito em frente ao Camarote Salvador, em Ondina
O protesto foi feito em frente ao Camarote Salvador, em Ondina

O circuito Barra-Ondina também foi palco de protesto, na primeira noite do carnaval de Salvador, nesta quinta-feira (07/02).

Os manifestantes do Bloco Pipoca Indignada saíram do Farol da Barra com cartazes e pararam em frente ao Camarote Salvador, em Ondina, para protestar contra o uso do espaço público da cidade pelos camarotes, além de temas relacionados ao meio ambiente.
Também participaram do protesto os integrantes do grupo Fundo da Folia, voluntários que mergulham nas praias da Barra, após o carnaval, para recolher latinhas remanescentes da festa que poluem as praias da cidade.

Marcos Mendes, geólogo, afirmou que o grupo é o mesmo que organizou o Desocupa Salvador, movimento que surgiu para protestar contra o uso de uma praça pública pelo Camarote Salvador, em 2012.

“O Camarote Salvador é o mais importante. Ele foi o estopim de toda a revolta”, respondeu Mendes, sobre a razão de os manifestantes pararem em frente ao camarote.  

O Camarote Salvador, para onde foram dirigidos os protestos