Imagem de Collor brigando com o ex-senador Pedro Simon. Reprodução da internet
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Do MPF
Parlamentar é acusado de cometer, por diversas
vezes, crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Denúncia pede
reparação de danos no valor de R$ 154,75 milhões
A denúncia do Ministério Público Federal
oferecida ao Supremo Tribunal Federal em agosto do ano passado, e
aditada em março deste ano, contra o senador Fernando Collor de Mello
(PTB-AL) teve o sigilo levantado pelo ministro relator Teori Zavascki.
Segundo as investigações, pelo menos entre os anos de 2010 e 2014, mais
de R$ 29 milhões em propina foram pagos ao senador em razão de um
contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a
BR Distribuidora e a empresa Derivados do Brasil (DVBR), bem como em
função de contratos de construção de bases de distribuição de
combustíveis firmados entre a BR Distribuidora e a UTC Engenharia.
Quarta, 13 de janeiro de 2016
Do Jornal de Brasília
Em
denúncia contra o deputado Vander Loubet (PT-MS), o procurador-geral da
República, Rodrigo Janot, afirmou que em 2009 o senador Fernando Collor
(PTB-AL) obteve do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva
"ascendência" sobre a BR Distribuidora. Segundo Janot, naquele ano,
parte da subsidiária da Petrobras "foi entregue" a Collor. Loubet é
acusado de ter recebido R$ 1 milhão em propina no âmbito da BR
Distribuidora.
Fernando Collor foi presidente entre 1990 e 1992, quando sofreu um
impeachment. "Após o fim do período de suspensão de direitos políticos,
Fernando Affonso Collor de Mello retornou à vida pública. Na condição de
senador pelo Partido Trabalhista Brasileiro do Estado de Alagoas -
PTB/AL, por volta do ano de 2009, em troca de apoio político à base
governista no Congresso Nacional, obteve do então presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, ascendência sobre a Petrobras
Distribuidora S/A - BR Distribuidora", afirmou o procurador.
Leia a íntegra em: http://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/662436/collor-recebeu-de-lula-ascendencia-sobre-a-br-distribuidora/
Em delação premiada, o ex-diretor da
Petrobras Nestor Cerveró detalha suposta atuação do senador Fernando
Collor (PTB-AL), em reunião marcada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, para liberar um crédito bilionário na BR Distribuidora para
usinas de álcool de Alagoas.
Material com fotos do procurador-geral
da República e de integrante do CNMP foi encontrado na Casa da Dinda durante
buscas da Polícia Federal, informa Lauro Jardim. Senador já xingou publicamente
Janot, a quem acusa de perseguição na Lava Jato
Collor tentou inverter os papeis com Janot na sabatina do procurador: denunciado na Lava Jato, partiu para a acusação
A Polícia Federal encontrou, em julho, na Casa da Dinda, do senador
Fernando Collor (PTB-AL), um “despacho de macumba” contra o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e Fábio George,
considerado “homem-forte” de Janot no Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP). A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
“Numa mesa, os agentes encontraram uma foto do conselho do CNMP com
os rostos de Janot e de George assinalados num círculo feito a caneta.
Acima da foto, numa folha de papel com o timbre do Senado, os nomes de
vários orixás: Iemanjá, Elegbara, Oxalá, Ogum, entre outros”, relata o
jornalista.
Procurador denuncia ao Supremo deputado Eduardo Cunha e senador Fernando Collor /Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou hoje (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. São as primeiras denúncias contra parlamentares investigados na Operação Lava Jato.
O procurador informou que Eduardo Cunha recebeu propina por meio empresas sediadas no exterior e empresas de fachada. Na denúncia, Janotr também pede que o presidente pague U$S 80 milhões pelos danos causados a Petrobras. É a primeira denúncia contra um parlamentar investigado na Operação Lava Jato.
Em julho, Júlio Camargo – ex-consultor da empresa Toyo Setal – informou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato na primeira instância, que Eduardo Cunha pediu US$ 5 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.
No caso de Collor, as investigações indicam que o parlamentar recebeu cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Collor também foi alvo da Operação Politeia, fase da Lava Jato que apreendeu três carros de luxo na Casa da Dinda, residência particular do ex-presidente. Na ocasião, a PF encontrou uma Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.
Segundo o MPF, a denúncia feita contra o senador Collor está sob sigilo, já que as informações são fruto de delação que ainda são sigilosas.
De acordo com Janot, Cunha recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, junto ao estaleiro Samsung em 2006 e 2007. O negócio foi formalizado sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que está preso a nove meses em Curitiba, e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
O caso foi descoberto a partir de um acordo de delação premiada do ex-consultor da empresa Toyo Setal, Júlio Camargo, que também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da Samsung para concretizar a contratação, segundo a denúncia.
De acordo com o procurador, em 2011, Eduardo Cunha pediu a ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida, que também foi denunciada, a apresentação requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados para pressionar a Samsung, que parou de pagar as parcelas da propina. Segundo Janot, não há dúvidas de que Cunha foi o verdadeiro autor dos requerimentos.
Com a apresentação da denúncia, caberá ao plenário do Supremo julgar se há provas para embasar a abertura ação penal contra Cunha. Não há data para o julgamento.