Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Campanha de Lula em 2006 teve propina, diz Cerveró

Segunda, 18 de janeiro de 2016
Em documento obtido pelo Valor Econômico, ex-diretor da Petrobras destaca que negociação com estatal de petróleo angolana serviu para financiar, em até R$ 50 milhões, reeleição do ex-presidente

Do Congresso em Foco
Documento elaborado pela defesa de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, afirma que a campanha do ex-presidente Lula à reeleição, em 2006, recebeu propina da Sonangol (estatal angolana de petróleo) de até R$ 50 milhões. A declaração, obtida pelo jornal Valor Econômico, foi feita antes do acordo de delação premiada, assinado em novembro passado com o Ministério Público Federal. Continue lendo

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Cerveró liga Lula a operação de crédito solicitada por Collor

Terça, 12 de janeiro de 2016
Fonte: Tribuna da Bahia
Foto: Ricardo Stuckert/Institulo Lula
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
 
Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró detalha suposta atuação do senador Fernando Collor (PTB-AL), em reunião marcada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para liberar um crédito bilionário na BR Distribuidora para usinas de álcool de Alagoas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cerveró cita existência de propina de US$ 100 milhões ao Governo FHC

Segunda, 11 de janeiro de 2016
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que declarações "vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido.

Leia mais no Correio Braziliense

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Filho de Cerveró: Nomeação de relator da Lava Jato no STJ foi discutida em reunião com Delcídio

Quinta, 10 de dezembro de 2015
Tom da conversa era o de que o nomeado iria resolver monocraticamente', afirmou Bernardo Cerveró à Procuradoria; nome de Ribeiro Dantas apareceu pela primeira vez em encontro no Rio com líder do governo no Senado em que foi tratada da 'movimentação política para obtenção de habeas corpus'. ...
O filho de Nestor Cerveró, o ex-diretor de Internacional da Petrobrás preso pela Operação Lava Jato e novo delator dos processos, Bernardo Cerveró afirmou em seu depoimento à Procuradoria Geral da República que em uma reunião em que participou o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), no Rio, em que era tratada da “movimentação política para obtenção de habeas corpus” foi discutida a nomeação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de sobrenome “Navarro”. Marcelo Navarro Ribeiro Dantas é o relator dos processos da Lava Jato no STJ, nomeado em setembro para o cargo pela presidente Dilma Rousseff.

Leia a íntegra no Estadão ou clique aqui para acessá-la no Blog do Sombra

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Procuradoria Geral da República denuncia Delcídio (senador PT/Ms) e André Esteves (controlador do banco BTG Pactual) por atrapalharem investigação da Lava Jato

Segunda, 7 de dezembro de 2015
Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou hoje (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e André Esteves, ex-controlador do banco BTG Pactual, pelo crime de  impedir e embaraçar a investigação penal.

Pelos mesmos crimes, a procuradoria também denunciou o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o ex-advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró, que responderá ainda pelo crime de patrocínio infiel. Todos estão presos por determinação do Supremo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Filho de Cerveró diz que advogado lhe deu R$ 50 mil em nome de Delcídio

Terça, 1º de dezembro de 2015
Bernardo Cerveró afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o advogado Edson Ribeiro, que defendia seu pai, lhe entregou o dinheiro em espécie durante reunião em escritório de ex-defensor de Fernando Baiano

por Congresso em Foco 
O filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o ator Bernardo Cerveró, afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o advogado Edson Ribeiro, que defendia seu pai, lhe entregou R$ 50 mil em espécie durante uma reunião entre os dois. De acordo com Bernardo, o advogado disse que o dinheiro tinha sido mandado pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na última quarta-feira (25) por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Bernardo contou que um desses encontros com Edson ocorreu no escritório do advogado Nélio Machado, que defendeu o lobista Fernando Baiano na Lava Jato, mas sem a presença do criminalista.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Senado mantém, por ampla maioria, a prisão de Delcídio, senador do PT

Quarta, 25 de novembro de 2015
da Tribuna da Internet


Renan ficou a favor de Delcídio. Afinal, pode ser o próximo…
Carlos Newton 
A primeira batalha no plenário do Senado foi pelo voto aberto. Houve várias questões de ordem e o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) leu um resumo delas, porque algumas eram repetitivas. De início, criticou a nota do PT que nega solidariedade ao senador Delcídio Amaral (PT-MS), dizendo que foi uma manifestação covarde e oportunista.”Não nos compete o julgamento sobre os áudios [usados para embasar a prisão de Delcídio]. Que o Supremo julgue o crime que os áudios contêm. Os ministros devem deliberar sobre a possibilidade de o Supremo prender um parlamentar no exercício do mandato”, disse ele, para anunciar que a votação seria secreta.

STF: 2ª Turma referenda prisão do senador Delcídio do Amaral e de mais três investigados

Quarta, 25 de novembro de 2015

Quarta, 25 de novembro de 2015
Do STF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve na manhã desta quarta-feira (25), por unanimidade, a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), ao julgar a Ação Cautelar (AC) 4039 ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Em sessão extraordinária, a Turma referendou a decisão tomada na noite de ontem pelo ministro Teori Zavascki de determinar a prisão do senador.
Na mesma sessão, os ministros referendaram decisão semelhante do ministro Zavascki na AC 4036, quanto à prisão preventiva decretada contra o advogado Edson Ribeiro e às prisões temporárias do banqueiro André Esteves, do Banco BTG Pactual, e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. Todas as ordens de prisão foram decretadas pelo ministro Teori Zavascki para preservar as investigações realizadas no âmbito da operação Lava-Jato. 
Relator
Segundo o ministro Teori Zavascki, não haveria outra forma de se preservar a integridade das investigações que não fosse a decretação das prisões. Ele relatou à Turma que as razões para as prisões estavam fundamentadas no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP) – como prova de existência de crime (materialidade) e indício suficiente de autoria – conforme justificou o Ministério Público nas ações.
Os autos relatam o esquema que envolveria o senador Delcídio do Amaral, seu assessor parlamentar Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves, com o objetivo de tentar dissuadir o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de firmar acordo de colaboração premiada junto ao Ministério Público Federal nas investigações decorrentes da operação Lava-Jato.  
Tal esquema, segundo relata o MPF, envolveria desde o pagamento de ajuda financeira no valor de R$ 50 mil mensais à família de Cerveró e o pagamento de R$ 4 milhões em honorários ao advogado Edson Ribeiro por parte do banqueiro André Esteves, até a promessa de suposta influência junto ao Poder Judiciário para a concessão de  liberdade a Cerveró de forma a facilitar eventual fuga do ex-diretor da Petrobras para a Espanha, país do qual também tem cidadania. Ainda segundo os autos, as reuniões dos investigados para tratar da questão da colaboração premiada de Nestor Cerveró foram gravadas pelo filho do ex-diretor da Petrobras, e os vídeos, bem como conversas trocadas por e-mail e por aplicativo de celular, foram encaminhados ao MPF. 
O ministro destacou a excepcionalidade da prisão preventiva e, mais ainda, que em caso de prisão de parlamentar no exercício do mandato só é permitida em situação de flagrante por crime inafiançável, conforme prevê o artigo 53, parágrafo 2º da Constituição Federal.
Entretanto, o relator observou que no caso em questão caracteriza-se um estado de crime permanente, a partir de formação de associação criminosa com o objetivo de atrapalhar as investigações. Esse estado de permanência, segundo o relator, mantém a caracterização do flagrante para fins de prisão cautelar.
Votos
Primeira a votar depois do relator, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a necessidade das prisões se impõe para resguardo do estado de direito e, assim, ela referendou a decisão que determinou a prisão do senador Delcídio do Amaral e as três outras prisões, preventiva e temporárias.
A ministra afirmou ainda que o “crime não vencerá a Justiça". "Um aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade e impunidade e corrupção. Em nenhuma passagem, a Constituição Federal permite a impunidade de quem quer que seja”, apontou.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes destacou que estão preenchidos os requisitos previstos no texto constitucional para a prisão em flagrante de parlamentar. “Estamos diante de um caso inquérito de crime inafiançável e também caracterizada a flagrância técnica, tendo em vista que se trata de crime permanente”, disse.
O decano do STF, ministro Celso de Mello observou que, no Estado Democrático de Direito, “absolutamente ninguém está acima das leis, nem mesmo os mais poderosos agentes políticos governamentais”. A seu ver, a ordem jurídica não pode permanecer indiferente a “condutas acintosas de membros do Congresso Nacional, como o próprio líder do governo no Senado ou de quaisquer outras autoridades da República que hajam incidindo em censuráveis desvios éticos e reprováveis transgressões alegadamente criminosas, no desempenho de sua elevada função de representação política do povo brasileiro”.
“Quem transgride tais mandamentos, não importando sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõem-se à severidade das leis penais e por tais atos devem ser punidos exemplarmente na forma da lei. Imunidade parlamentar não constitui manto protetor de supostos comportamentos criminosos”, completou o ministro Celso de Mello.
Último a votar, o presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, afirmou que “o que o juiz tem que fazer é decidir de acordo com o rule of law (estado de direito), que é o que essa Corte historicamente faz. Hoje se cumpre o rule of law quando o ministro relator traz para referendo do colegiado uma decisão de extrema gravidade, para verificar se a decisão está de acordo com parágrafo 2º do artigo 53 da Constituição Federal.
Precisamos incorporar esse padrão do rule of law à cultura brasileira, que não pode mais ser a cultura do "jeitinho", das tratativas ou das relações pessoais, afirmou Toffoli.
Comunicado
Na proclamação, o presidente do colegiado, ministro Dias Toffoli, informou que a decisão da Turma no referendo da ordem de prisão do senador Delcídio do Amaral, na Ação Cautelar 4039, deverá ser comunicada em 24 horas ao Senado Federal, para que a prisão seja decidida naquela Casa Legislativa pelo voto da maioria de seus membros, conforme destacado no artigo 53, parágrafo 2º da Constituição Federal. 
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Íntegra da decisão do ministro Teori Zavascki que determinou a prisão do senador Delcídio Amaral
Leia a íntegra da decisão liminar do ministro Teori Zavascki na Ação Cautelar (AC) 4039, em que foi determinada a prisão preventiva do senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Clique aqui para ler a íntegra da decisão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Cerveró continua na cadeia: STJ rejeita recursos

Quinta, 8 de outubro de 2015
Do STJ
O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou recurso em habeas corpus em que a defesa de Nestor Cerveró contestava novamente a prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras, envolvido na operação Lava Jato. O recurso sequer terá seguimento, pois o ministro constatou que se trata de repetição de argumentos já afastados no julgamento do HC 323.403, negado pela Quinta Turma em agosto passado.
Cerveró, que teve a prisão preventiva decretada em janeiro deste ano, foi denunciado por receber vantagem indevida durante o período em que ocupava a diretoria da Área Internacional da Petrobras. Ele já foi condenado em primeira instância na Justiça Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.
A defesa pedia liminar para que Cerveró fosse solto até o julgamento do recurso. No mérito, sustentava que a prisão deveria ser revogada por falta de fundamentação. Como esse recurso ia contra o mesmo acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região já atacado no HC 323.403, o ministro Ribeiro Dantas não conheceu do pedido.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nestor Cerveró, envolvido na Lava-Jato, continua na cadeia: STF nega pedido de soltura

Quinta, 1º de outubro de 2015
Do STF
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de revogação da prisão preventiva decretada contra Nestor Cuñat Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras denunciado pela suposta prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ao negar liminar no Habeas Corpus (HC) 130196, o relator afirmou que não ficou demonstrado, “de forma inequívoca”, um dos requisitos para a concessão de medida: a plausibilidade do direito invocado. Dessa forma, entendeu que os argumentos da defesa devem ser analisados no julgamento definitivo do HC.

sábado, 19 de setembro de 2015

Fernando Baiano: Palocci pediu dinheiro do petrolão para a campanha de Dilma – e o dinheiro foi entregue

Sábado, 19 de setembro de 2015

Em sua delação premiada, o lobista conta que acerto de 2 milhões de reais foi feito em 2010, dentro do comitê eleitoral da petista em Brasília, e que a logística da entrega ficou a cargo do ‘Dr. Charles’, braço direito do ex-ministro

Por: Robson Bonin — Revista Veja

O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”
O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”(Vagner Rosario/VEJA)
No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral. Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato.

Leia a íntegra em:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fernando-baiano-palocci-pediu-dinheiro-do-petrolao-para-a-campanha-de-dilma-e-o-dinheiro-foi-entregue 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Lava-Jato: STJ mantém prisão preventiva de Renato Duque e Cerveró, ex-diretores da Petrobras

Terça, 18 de agosto de 2015
Foto: Marcelo Camargo / ABr
Ex-diretor da Petrobras Renato Duque presta depoimento em CPI na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Do STJ
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve na tarde desta terça-feira (18) a prisão preventiva dos ex-diretores da Petrobras Renato Duque e Nestor Cerveró, envolvidos na operação Lava Jato. Em decisão unânime, os ministros não conheceram dos pedidos de habeas corpus impetrados pela defesa.
Duque foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (artigo 317, caput e parágrafo 1º, do Código Penal), por 25 vezes, e lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei 9.613/98), por pelo menos 146 vezes. Cerveró já foi condenado em primeira instância a 12 anos e três meses pelos mesmos crimes.
Renato Duque, ex-diretor de Serviços e Engenharia, teve a prisão temporária decretada pelo magistrado de primeira instância em novembro de 2014, após executada busca e apreensão em sua casa. Depois disso, o Ministério Público Federal requereu a conversão da prisão temporária em preventiva. O pedido foi atendido.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Operação Lava-Jato: Juiz Sérgio Moro condena Cerveró, Fernando Baiano e Júlio Camargo

Segunda, 17 de agosto de 2015
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e os lobistas Fernando Antônio Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, e Júlio Camargo foram condenados hoje (17) por corrupção e lavagem de dinheiro em uma das ações penais decorrentes da Operação Lava Jato, que investiga o pagamento de propina em contratos para compra de navios-sondas pela estatal.
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista da Petrobras do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró (José Cruz/Agência Braisl)
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró recebeu
a  segunda  condenação /     ArquivoAgência Brasil
Conforme sentença proferida pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na primeira instância, Cerveró deve cumprir pena de 12 anos, três meses e dez dias de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro mais o pagamento de multa. Em maio, Cerveró já havia sido condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro pela compra de um apartamento, depois da ocultação e dissimulação de valores oriundos do pagamento de propina.
Já Fernando Baiano foi condenado a 12 anos, três meses e dez dias de reclusão, mais multa, pelos mesmos crimes. Júlio Camargo, que em delação premiada disse que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cobrou US$ 5 milhões em propina do esquema investigado pela Lava Jato, foi condenado a 14 anos de detenção.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Maior lobista da Petrobras é o novo delator da Lava Jato

Quarta, 29 de julho de 2015 
Hamylton Padilha confessou ter pago propina a ex-diretores da empresa e entregou documentos para corroborar suas afirmações
Do site da Revista Época 
DIEGO ESCOSTEGUY
29/07/2015
Hamylton Padilha (Foto: Fabrizia Granatieri)
A nova delação premiada da Operação Lava Jato envolve o maior lobista da Petrobras. Hamylton Padilha, o discreto mas poderoso lobista, atua sobretudo com a venda e o aluguel de sondas para perfuração de poços, o mais lucrativo dos negócios no mundo do petróleo. Hamylton confessou a procuradores ter pago propina a ex-diretores da estatal para que empresas representadas por ele fossem contratadas. O lobista não só falou como entregou cópias de depósitos em contas secretas no exterior. De acordo com Hamylton, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, ex-diretores da área internacional da estatal, Renato Duque, ex-diretor de serviços, e operadores políticos do PMDB foram favorecidos com esses depósitos. No caso de Zelada, segundo Hamylton, o responsável por recolher a propina foi o empresário Raul Schmidt, uma espécie de sócio de Zelada.

Leia a íntegra em: 
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/exclusivo-maior-lobista-da-petrobras-e-o-novo-delator-da-lava-jato.html

terça-feira, 28 de julho de 2015

Lava-Jato: Ministro Lewandowski nega liminar em Habeas Corpus impetrado pela defesa de Nestor Cerveró

Terça, 28 de julho de 2015
Do STF
Condenado pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) a cinco anos de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro, o ex-diretor da área internacional da Petrobras pediu no STF a revogação de sua prisão cautelar.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, negou pedido de liminar formulado pela defesa de Nestor Cerveró no Habeas Corpus (HC) 129541. Para o ministro, que decide durante o plantão judiciário, o caso não possui a urgência alegada pelos advogados, tendo em vista que o HC foi protocolado no STF na segunda-feira (27), mais de um mês depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou seguimento a outro HC impetrado naquela Corte.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

MPF volta a pedir condenação de Cerveró e de mais três acusados na Lava Jato

Quinta, 23 de julho de 2015
Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir à Justiça Federal que condene o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró; o empresário Fernando Soares (o Fernando Baiano); o consultor Júlio Camargo e o doleiro Alberto Youssef pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, os quatro estão presos em caráter preventivo e, para o MP, não há motivos para que sejam liberados.
Em suas alegações finais, os procuradores da República pedem que os denunciados sejam condenados a devolver R$ 296,8 milhões aos cofres públicos – valor estimado do prejuízo causado à petrolífera pelo “gigantesco esquema criminoso” montado por “empresários que pagavam propina a altos funcionários da estatal a fim de garantir contratos para a execução de projetos e empreendimentos de seus interesses”. Para garantir a restituição do prejuízo, o Ministério Público defende que sejam usados inclusive os valores bloqueados em contas e investimentos bancários em nome dos acusados, além do dinheiro apreendido durante as ações das PF.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Força-tarefa do Ministério Público Federal pede também que Cerveró, ex-diretor da Petrobras, seja proibido de exercer cargos na iniciativa pública e privada

Quarta, 27 de maio de 2015
Do MPF no Paraná
Força-tarefa do Ministério Público Federal pede também que ex-diretor da Petrobras seja proibido de exercer cargos na iniciativa pública e privada

Logo após a divulgação da sentença de Nestor Cuñat Cerveró na tarde de hoje, 26 de maio, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso de apelação, solicitando a majoração da pena aplicada e a interdição do ex-diretor internacional da Petrobras para o exercício de cargo ou função pública nas esferas públicas e privadas.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Operaçao LavaJato: Nestor Cerveró é condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro

Terça, 26 de maio de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, o ex-diretor comprou um apartamento no Rio de Janeiro com recursos oriundos de uma empresa offshore dirigida por ele, segundo a acusação do Ministério Público Federal (MPF). Cerveró está preso preventivamente desde o dia 14 de janeiro.
De acordo com investigadores da Operação Lava Jato, parte da propina recebida por Cerveró, durante o período em que ocupou o cargo de diretor da Petrobras, foi procedente do exterior, por meio de empresas sediadas no Uruguai, na Inglaterra, na Espanha e na Suíça. Como prova do crime de lavagem de dinheiro, o MPF citou a compra de um apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões, no Rio, por meio da empresa Jolmey do Brasil, criada para ocultar o dinheiro recebido pelo ex-diretor.
“Nestor Cerveró não logrou explicar de maneira convincente por que declarou no inquérito o pagamento de R$ 8 mil mensais de aluguel e ainda alterou a versão anterior dos fatos, agora, alegando que, em 2012 e 2013, não mais teria pago aluguéis, mas apenas valores de condomínio e garagista, o que não faz muito sentido já que os pagamentos constam, na declaração de rendimentos, como tendo sido feitos à Jolmey [empresa de fachada]”, argumentou Moro.
Na ação penal, a defesa de Cerveró alegou que ex-diretor era apenas o locatário do imóvel e que o valor do aluguel foi reduzido por conta de reformas realizadas por ele.
Saiba Mais

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Cerveró insiste em ser solto, mas continua na cadeia. STJ nega liminar em habeas corpus

Quinta, 21 de maio de 2015

Ministro mantém prisão de três investigados pela operação Lava Jato

Do STJ
O desembargador convocado Newton Trisotto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedidos de liminar em habeas corpus impetrados em favor de Nestor Cerveró, Mário Frederico de Mendonça Goes e Adir Assad, todos investigados no âmbito da operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras. A defesa dos três pretendia a revogação da prisão preventiva.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Cerveró continua preso. Relator do processo considera inviável extensão de habeas corpus concedido ao presidente da UTC

Segunda, 19 de maio de 2015
Do STF
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) ao pedido em que a defesa de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, pedia a extensão de habeas corpus (HC 127186) concedido pela Segunda Turma da Corte ao empresário Ricardo Pessoa, ex-dirigente da UTC Engenharia, para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas. Acusado de envolvimento em suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras, Cerveró se encontra preso preventivamente em Curitiba (PR).