Segunda, 7 de maio de 2018
Do Jornal do Brasil
Os efeitos nocivos da emenda constitucional 95, que congelou os gastos públicos, começam a ser sentidos no ensino público federal superior no país. Chamada de PEC da Morte durante a sua votação, no Congresso Nacional, a nova legislação faz jus ao seu apelido por impedir aumento de recursos públicos por 20 anos, que são reajustados apenas pela inflação. Somada ao drástico corte no orçamento deste ano e à alta do gasto com custeio, a situação hoje nas universidades públicas beira o sucateamento.
Em relação a 2017, a tesourada na verba de investimentos, usada para expansão universitária e compra de material e equipamentos, foi de 86%, conforme o documento “Universidades Federais – Patrimônio da Sociedade Brasileira”, feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), sobre a falta de continuidade nas políticas de financiamento.
