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(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Entenda por que hemorragia não é o principal sintoma da dengue grave

Segunda, 26 de fevereiro de 2024
© 41330/Pixabay

Termo dengue hemorrágica deixou de ser usado pela OMS em 2009

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil - Brasília - Publicado em 26/02/2024

Popularmente conhecido como dengue hemorrágica, o agravamento da dengue se caracteriza por uma queda acentuada de plaquetas — fragmentos celulares produzidos pela medula óssea que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular – e que geralmente leva ao extravasamento grave de plasma. O termo dengue hemorrágica, na verdade, deixou de ser usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009, uma vez que a hemorragia, nesses casos, nem sempre está presente.

De acordo com as diretrizes publicadas pela OMS, as autoridades sanitárias atualmente distinguem as infecções basicamente entre dengue e dengue grave. Enquanto os casos de dengue não grave são subdivididos entre pacientes com ou sem sinais de alerta, a dengue grave é definida quando há vazamento de plasma ou de acúmulo de líquidos, levando a choque ou dificuldade respiratória. Pode haver ainda sangramento grave e comprometimento de órgãos como fígado e até mesmo o coração.

A OMS diz que, de 2009 em diante, a magnitude do problema da dengue no mundo aumentou de forma dramática, além de se estender, geograficamente, a muitas áreas anteriormente não afetadas pela doença. A avaliação da entidade é que a dengue foi e permanece sendo, ainda hoje, a mais importante doença viral humana transmitida por artrópodes — grupo de animais invertebrados que inclui o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Atualmente, a classificação de gravidade clínica para a dengue definida pela OMS e seguida pelo Ministério da Saúde no Brasil é a seguinte:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Ministério da Saúde incorpora vacina contra a dengue no SUS

Quinta, 21 de dezembro de 2023
© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Previsão é que sejam entregues 5 milhões de doses em 2024

Publicado em 21/12/2023 - 18:14 Por Agência Brasil - Brasília

O Ministério da Saúde decidiu incorporar, nesta quinta-feira (21), a vacina contra dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.

Conhecida como Qdenga, a vacina não será disponibilizada em larga escala em um primeiro momento, mas será focada em público e regiões prioritárias. A incorporação do imunizante foi analisada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

“O Ministério da Saúde avaliou a relação custo-benefício e a questão do acesso, já que em um país como o Brasil é preciso ter uma quantidade de vacinas adequada para o tamanho da nossa população. A partir do parecer favorável da Conitec, seremos o primeiro país a dar o acesso público a essa vacina, como um imunizante do SUS. E, até o início do ano, faremos a definição dos públicos alvo levando em consideração a limitação da empresa Takeda do número de vacinas disponíveis. Faremos priorizações”, explicou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

MPDF: Secretaria de Saúde deve adotar medidas preventivas contra o Aedes aegypti

Sexta, 13 de setembro de 2019

Do MPDF
Ministério Público se antecipa ao período das chuvas 2019/2020 e recomenda que Secretaria de Saúde adote 14 medidas para evitar casos de dengue no DF. Em 2019, morreram 43 pessoas vítimas da doença
Em 2019, o Distrito Federal perdeu a batalha contra o Aedes aegypti. Foram 43 mortes em virtude da dengue. Para que o cenário não se repita na próxima temporada de chuvas, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) expediu, nesta terça-feira, 11 de setembro, recomendação à Secretaria de Saúde para que adote 14 medidas para o combate do mosquito que, além de dengue, pode transmitir zika e chikungunya.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Meio ambiente: Pulverização aérea para conter mosquito Aedes aegypti é inconstitucional, diz PGR

Quarta, 21 de setembro de 2016
Do MPF

Pulverização aérea para conter mosquito Aedes aegypti é inconstitucional, diz PGR

Janot alerta para danos imediatos aos ecossistemas e risco de intoxicação humana
Pulverização aérea para conter mosquito Aedes aegypti é inconstitucional, diz PGR
Imagem: Fotos Públicas - Foto: Venilton Kuchler/ ANPr (08/12/2015)
 
A pulverização de substâncias químicas por aeronaves para conter doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti é inconstitucional por ofender a preservação do meio ambiente, além de trazer riscos à saúde humana. O posicionamento é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.592, enviada ao Supremo Tribunal Federal. Por haver perigo de danos imediatos aos ecossistemas e risco de intoxicação humana, ele pede concessão de medida cautelar.

sábado, 25 de junho de 2016

Instituto Butantã começa a testar vacina contra a dengue em todo o país

Sábado, 25 de junho de 2016
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
vacinação 
Testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue feitos pelo Instituto Butantã vão comprovar a eficácia do produto       Arquivo/Agência Brasil
Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, nessa quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

No DVO, Região Administrativa do Gama, mosquito da dengue não vai ter moleza. Nem vida!

Sexta, 17 de junho de 2017
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Manejo ambiental combate o mosquito 
 
Desde quinta-feira (16), agentes comunitários e de vigilância ambiental visitam residências e escolas do DVO para divulgar a coleta domiciliar de inservíveis que possam acumular água parada e se tornar possíveis focos do mosquito Aedes Aegyptis. Os moradores poderão retirar de suas residências, na data previamente agendada, todo o material descartado e colocá-lo à frente do portão. A coleta terá início na segunda-feira (20/06).
 
As ações de manejo ambiental têm sido uma das ferramentas mais utilizadas nesses últimos meses em quase todas as regiões do DF. No manejo ambiental, são retirados das residências todos os bens inservíveis que estão depositados a céu aberto e podem servir de criadouro do mosquito transmissor. Com a retirada desses resíduos, são eliminados de uma só vez milhares de ovos que, com certeza, viriam a eclodir e iniciar o ciclo de reprodução do Aedes aegypti. 
 
As ações de manejo contam com a participação de outros órgãos do GDF que trabalham de forma integrada com o intuito de reduzir o risco de contaminação por dengue. São eles: Administração Regional do Gama, Serviço de Limpeza Urbana (SLU); Coordenadoria das Cidades; Polícia Militar; Agência de Fiscalização (Agefis) e Grupo Executivo Intersetorial de Gestão do Plano Regional de Prevenção e Controle da Dengue (Geiplan).
 
Fonte: Ascom da Administração Regional do Gama

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Governos paspalhões esses do Brasil; RS suspende uso de larvicida Pyriproxyfen no combate ao mosquito Aedes

Sábado, 13 de fevereiro de 2016
Daniel Isaia – Repórter da Agência Brasil
No Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti em Porto Alegre, o secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia. O produto é utilizado em caixas d’água para eliminar larvas do mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. “A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco”, disse Gabbardo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os buracos do Gama e o combate ao mosquito da dengue, chikungunia e zika

Segunda, 18 de janeiro de 2016
Em 28 de dezembro de 2015 nós, os buracos na avenida em frente da QI 6 do Gama, estávamos assim:

Hoje, 18 de janeiro de 2016, menos de um mês depois, estamos desse jeito aí na frente. Mais profundos e mais perigosos. Clique nas imagens para ver que agora o buraco é mais embaixo.




O governador Rollemberg esteve hoje (18/1) no Gama. Disse que a partir desta segunda 400 alevinos de lambari de cauda amarela serão distribuídos pelas diversas Regiões Administrativas do DF para "comerem" as larvas e mosquitos da dengue, da chikungunia e da zika.

Pensando bem...o Gama será privilegiado nessa guerra contra o mosquito. Se o governador procurar nesses buracos aí em cima, e nos demais da nossa cidade, mesmo rapidinho, vai encontrar milhares de alevinos. E muitas, muitas traíras. Baitas traíras.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Na rede pública de saúde do DF, teste de dengue só na base do 'lacinho'


Terça, 26 de maio de 2015
Resultado de imagem para charge dengue
Ontem (25/5) à tarde no Hospital Regional do Gama era grande o número de pessoas com suspeita de dengue. Mas teste só o do lacinho. Isto é, fazem um garrote no braço do paciente e se aparecer muitas pintas no braço a pessoa está contaminada. Ocorre que este tipo de teste não tem alta confiabilidade.

Aliás, em toda a rede de saúde pública do DF não há o teste rápido para diagnóstico da dengue. É o caos em marcha. E tome dengue!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Casos de dengue no país aumentam 234% e chegam a 745,9 mil neste ano

Segunda, 4 de maio de 2015
Paula Laboissière — Repórter da Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde realiza entrada compulsória em imóvel localizado no bairro do Flamengo. A atividade integra as ações da Prefeitura do Rio de combate à dengue em toda a cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Desde o início do ano até o dia 18 de abril, o país já registrou 745,9 mil casos de dengue — Tânia Rêgo/Agência Brasil

Desde o início do ano até o dia 18 de abril, o país já registrou 745,9 mil casos de dengue – um aumento de 234,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 223,2 mil casos da doença. Os números foram divulgados hoje (5) pelo Ministério da Saúde.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pesquisa e capacitação no combate à dengue recebeu apenas metade dos recursos

Sexta, 17 de abril de 2015
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes
O Brasil está registrando, este ano, 220 casos de dengue por hora. Só nos três primeiros meses do ano, o total de casos soma quase meio milhão. A epidemia pode ser resposta ao baixo desempenho da iniciativa de combate a doença por parte do governo federal. Apenas R$ 5 milhões foram pagos em 2014 no plano orçamentário “Coordenação Nacional da Vigilância, Prevenção e Controle da Dengue”. O montante representa menos da metade dos R$ 10,1 milhões autorizados para a iniciativa no ano passado.
A previsão orçamentária do plano ainda diminuiu durante o ano passado. A dotação inicial previa R$ 4,2 milhões a mais para essas iniciativas, isto é, montante final de R$ 14,3 milhões. Além da retração no orçamento e da baixa execução da verba, a quantia reservada em orçamento também não é satisfatória. Apenas 8,1% foram empenhados para o plano orçamentário da dengue.
Leia a íntegra em:

http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/11057#sthash.f0EVYuv9.dpuf

sábado, 6 de dezembro de 2014

Verba para pesquisa e capacitação no combate à dengue não sai do papel

O governo federal reservou R$ 10,1 milhões para o plano orçamentário “Coordenação Nacional da Vigilância, Prevenção e Controle da Dengue”. No entanto, quase no final do ano os recursos ainda não saíram do papel. A verba, de responsabilidade do Ministério da Saúde, deveria ser empregada no financiamento de estudos, pesquisas e na capacitação profissional para o combate à dengue.
Os recursos ainda deveriam ser empregados no auxílio ao aperfeiçoamento do programa de controle da dengue, realização de termo de cooperação e aquisição de veículos e equipamentos para doação a estados e municípios.
Foto - dengueOs recursos já diminuíram ao longo deste ano. A dotação inicial previa R$ 4,2 milhões a mais para essas iniciativas. Além do desembolso ter sido nulo até o momento, a quantia reservada em orçamento também não é satisfatória. Apenas 8,1% foram empenhados para o plano orçamentário da dengue.
- See more at: http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10174#sthash.hYi6A3cq.dpuf
Sábado, 6 de dezembro de 2014
Do Contas Abertas
O governo federal reservou R$ 10,1 milhões para o plano orçamentário “Coordenação Nacional da Vigilância, Prevenção e Controle da Dengue”. No entanto, quase no final do ano os recursos ainda não saíram do papel. A verba, de responsabilidade do Ministério da Saúde, deveria ser empregada no financiamento de estudos, pesquisas e na capacitação profissional para o combate à dengue.

Os recursos ainda deveriam ser empregados no auxílio ao aperfeiçoamento do programa de controle da dengue, realização de termo de cooperação e aquisição de veículos e equipamentos para doação a estados e municípios.

Leia a íntegra em:
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10174#sthash.hYi6A3cq.dpuf

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A epidemia secreta

Sábado, 1º de fevereiro de 2014

Por Robison Bonin

Leia a íntegra no Blog do Sombra

Fonte: Revista VEJA - edição Nº 2359 - 01/02/2014

quarta-feira, 23 de março de 2011

A epidemia de dengue

Quarta, 23 de março de 2011 
Por Ivan de Carvalho
    O Brasil está a um passo de registrar uma epidemia de dengue, já com perspectivas ameaçadoras na Bahia, segundo anunciou ontem a Secretaria de Saúde do Estado, ao relatar quais as providências que vêm sendo e serão adotadas e pedir a atenção e uma atitude ativa da população para o combate ao mosquito transmissor.

    O país já está, digamos, acostumado com os tipos 1,2 e 3 de vírus da dengue, mas há três décadas não foi encontrado no país o tipo 4, que a novidade emergente. As pessoas ficam imunes ao tipo ou tipos de vírus da dengue que já as afetaram, mas não têm seu sistema imunitário preparado para um tipo desconhecido por seu organismo.

  Este é o caso do vírus tipo 4, que assim não encontra na população brasileira (e baiana) um freio imunitário e por isto mesmo pode levar a uma situação epidêmica desse tipo de dengue. O complicador é que se uma pessoa já teve a doença com um dos outros três tipos de vírus da dengue, a contaminação pelo tipo 4 pode levar à forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica. Esta mistura de uma dengue antecedente com uma nova, causada pelo vírus do tipo 4, pode levar à forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica, não raro fatal.

   Esta é a ameaça que terá de ser enfrentada na Bahia. Em Salvador já foram detectados dois casos de dengue tipo 4, mas a doença não assumiu forma grave nestes casos, presumindo-se que as pessoas afetadas não experimentaram antes outro tipo de vírus da dengue.

   No entanto, independente do vírus tipo 4, já foram confirmados (não significa, portanto, que não hajam ocorrido outros) na Bahia este ano 28 casos de dengue hemorrágica, tendo três dos infectados morrido. Um em Jequié, outro em Porto Seguro e outro em Madre Deus. O número total de casos notificados no ano passado até o dia 12 de março foi de 11.679, enquanto este ano, no mesmo período, foram notificados 9.584 casos de dengue.

   Houve, portanto, uma ligeira queda do total notificado, mas a emergência do tipo 4, para o qual a população não tem imunidade, representa alto risco de um aumento exponencial dos casos. Isto, somado ao risco já explicado de contágio de pessoas que já experimentaram outro tipo de vírus da dengue e, portanto, da multiplicação de casos de dengue hemorrágica.

    Há ainda um outro fator desfavorável começando a se manifestar no país. O mosquito transmissor, o aedes aegypti, já começa a se adaptar às condições e costumes brasileiros. Ele só punha os ovos e gerava prole em água limpa. Agora, já começa a conviver com águas sujas. Já foram encontradas larvas até em água de esgoto (não foi na Bahia). Se (ou quando) essa mutação evolutiva se generalizar entre os mosquitos, nós dançamos, enquanto eles voam.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.
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Mosquito da dengue.         Foto: Fiocruz