Sábado, 31 de agosto de 2024
Na UnB, o jornalista apontou fases e relembrou trajetória da Operação que mudou a história do país

O jornalista Luis Nassif esteve nesta quinta-feira (29) na Universidade de Brasília para apresentar o tema de seu livro mais recente, "A Conspiração da Lava Jato: O Jogo Político que Comprometeu o Futuro do País".
O livro oferece uma análise cronológica e detalhada da Operação Lava Jato e seus desdobramentos. A tese central é que além das principais consequências políticas da Lava Jato, liderado por Sérgio Moro, que culminou na derrubada de Dilma Rousseff da presidência, prisão de Lula no calor das eleições de 2018 e projeção de Bolsonaro, houve também um desmonte de empresas privadas brasileiras e de serviços públicos.
“A Lava Jato é apenas um capítulo final. Ele se insere em um contexto mais amplo, envolvendo a década que contribuiu para o desmonte do país. Durante esse período, foi relativamente fácil obter informações, desde que houvesse critério na busca por elas. O livro reflete um conjunto de atores que participaram da conspiração dos anos 2010, que inclui mudanças significativas no campo social e tecnológico”, disse o jornalista Luis Nassif.
No livro que tem lançamento previsto para setembro, são vários os personagens que compõem a sina da história recente brasileira detalhados pelo autor. “No livro, você encontrará atores estrangeiros, como o Partido Democrático Republicano, a indústria de armas dos Estados Unidos, a máfia dos jogos dos Estados Unidos, o Supremo Tribunal Federal, que agora está se redimindo, o Ministério Público Federal com a Lava Jato, as Forças Armadas e o crime organizado”, explica o jornalista.
Elementos do golpe
Nassif destaca que o fio condutor do livro foi identificar os fatores que levaram ao que ele chama de “desmonte do país”. Ele reflete que revisou os últimos dez anos desde o início da Operação um grupo de agentes, movidos por interesses políticos particulares e assessorados por agentes dos Estados Unidos, que “manipularam a opinião pública e elevaram a figura do então juiz Sérgio Moro como herói de combate à corrupção no Brasil”.
