Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador destruição de brasília. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador destruição de brasília. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de setembro de 2017

Urbanismo: GDF elabora plano para privatizar áreas públicas

Sábado, 23 de setembro de 2017
“É uma aberração [o plano] que só visa arrecadar mais”

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


Legislação que GDF elabora deveria ser chamada Programa Distrital de Fomento aos Puxadinhos e Puxadões.

 
Por Chico Sant’Anna

O governo Rollemberg, em especial seus técnicos na área de urbanismo, deve ter uma predileção especial por transgredir o planejamento urbano do Distrito Federal, em especial acabando com o verde e ocupando área pública, que deveria ser do uso comum. Depois de propor uma LUOS, que tem por característica maior abandonar os zoneamentos urbanos propostos por Lucio Costa, agora o GDF elabora uma lei que deveria ser chamada Programa Distrital de Fomento aos Puxadinhos e Puxadões. Trata-se do Plano Local de Ocupação e Requalificação de Áreas Públicas – PLANAP, um regulamento que na prática facilita a ocupação de áreas públicas contíguas ás unidades imobiliárias não residenciais. Por alguns trocados pagos à administração pública áreas públicas de até 150 metros quadrados poderão ser concedidas por prazo máximo de 15 anos. O regramento, se aprovado pela Câmara Legislativa será válido para todo o Distrito Federal.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Uso do solo: O GDF não conhece o GDF

Segunda, 27 de fevereiro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

corregos-no-park-way-foto-de-thiago-luz-2
Córrego do Mato Seco no Park Way. Moradores querem transformar em parque a região de nascentes do principal tributário do Ribeirão do Gama. Foto de Thiago Luz

Por Chico Sant’Anna
É como se o GDF não possuísse Política Urbano Ambiental comum e as pastas apostassem corrida para ver quem chega primeiro à CLDF com seu ponto de vista para virar lei.

A canção Querelas do Brasil, de Aldir Blanc, e imortalizada por Elis Regina, é bem útil para demonstrar o momento por que passa o Governo do Distrito Federal. O trecho O Brazil não conhece o Brasil, bem que poderia ser substituído por o GDF não conhece o GDF. Ou pelo menos não se conversam. No momento, duas pastas estão lidando com a confecção de propostas de uso e de preservação do solo do Distrito Federal. Na secretaria de Meio-Ambiente, define-se o ZEE. Zoneamento Econômico e Ecológico. Na pasta da Habitação e Gestão do Solo, estão o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB, a Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS e planos de Diretrizes Urbanas para algumas localidades do DF, como o Park Way.
O ZEE é elaborado sob a perspectiva do potencial de produção hídrica. A ideia, para evitar futuros racionamentos d’água, é que as parcelas do DF que ainda preservam vegetação original e que são detentoras de córregos e nascentes não sejam alvo de adensamento urbano e que tenham seus planos de ocupação e desenvolvimento condicionados a tal característica. Assim, a futura lei apontará onde se deve criar polos econômicos e conglomerados urbanos e onde deve ser protegida a natureza, inclusive sob o ponto de vista agropecuário.
Diante disso, o certo seria a pasta que cuida da LUOS esperar por uma definição da ZEE. Mas não é isso que está ocorrendo. Não se assuste se o ZEE chegar tarde, depois de já definida a LUOS e o PPCUB. Leia a íntegra no Blog Brasília, por Chico Sant'Anna