“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Janot vai pedir investigação de Dilma e Lula na Lava Jato, diz jornal

Terça, 3 de maio de 2016
Do Congresso em Foco
Pedidos de abertura de inquérito contra a presidente, seu antecessor e ministro do STJ têm como base a delação premiada de Delcídio e parecer contra a nomeação de Lula como ministro, segundo a Folha de S.Paulo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Somos todos auditores, resposta a Laura de Carvalho não publicada na íntegra pela Folha de S. Paulo

Quarta, 10 de fevereiro de 2016
Da Auditoria da Cidadã da Dívida
resposta laura de carvalho
Esse texto foi enviado como resposta à Folha de S. Paulo, porém foi publicado apenas parcialmente no Painel do Leitor, na versão impressa do jornal. No site da Folha de S. Paulo não se encontra qualquer versão do texto. Segue abaixo, a íntegra:

Somos todos auditores
Maria Lucia Fattorelli [i]

O veto de Dilma à realização da auditoria da dívida com participação da sociedade civil tem provocado reações equivocadas, como a de Laura Carvalho publicada pela Folha em 21/01/2016.

A auditoria da dívida está prevista na Constituição de 1988 e nunca foi realizada. Portanto, lutar pela auditoria significa defender a Constituição.

Se a dívida é pública e tem sido paga por todos nós, precisamos saber que dívida é essa, como ela surgiu, quem se beneficiou, onde foram aplicados os recursos, quanto efetivamente recebemos e quanto é referente a mecanismos que geram dívida sem contrapartida, decorrentes de operações não transparentes realizadas pelo Banco Central (swap cambial e compromissadas).

Sequer sabemos para quem pagamos a dívida, pois os nomes dos rentistas detentores dos títulos é “informação sigilosa”.

A auditoria se fundamenta em dados e documentos oficiais e deveria ser rotina.

A dívida brasileira cresce aceleradamente e tem o custo mais elevado do mundo devido aos injustificáveis juros abusivos. A dívida federal interna alcançou R$ 3,8 trilhões, desde setembro/2015, e a externa bruta, US$ 556 bilhões.

Todo ano, o pagamento de juros e amortizações dessa dívida consome quase a metade do orçamento federal. Em 2015, consumiu cerca de R$ 1 trilhão, sendo a maior parte referente a juros sobre juros, o que configura Anatocismo e é ilegal.

Muitos desconhecem o disposto no art. 167 da Constituição, que proíbe a utilização da dívida para pagar despesas correntes, tais como juros, salários, gastos de manutenção da máquina pública, entre outros. Conhecida como “Regra de Ouro”, tal proibição não tem sido levada em conta quando se trata de privilégio aos rentistas, já que o governo tem emitido títulos para pagar juros, aumentando a dívida em escala exponencial.

Os órgãos de controle não auditam a dívida pública e o Portal da Transparência não detalha seus pagamentos, apesar de ser o maior gasto federal.

O superávit primário representa apenas parte dos recursos destinados ao pagamento anual da dívida (receitas tributárias e de privatizações). Outras fontes vão diretamente para a dívida, tais como: emissão de novos títulos; juros e amortizações pagos por estados e municípios à União; lucros do Banco Central e de empresas estatais; rendimentos do Tesouro.

Laura Carvalho afirma que “não há dúvidas de que bandalheiras históricas estão na origem de parte da dívida atual”. Sucessivas renegociações da “bandalheira original” não tornam a dívida atual regular. Algo nulo na origem é sempre nulo. Daí o mérito da auditoria desde a origem.

A anulação de 70% da dívida externa do Equador se respaldou na auditoria que comprovou ilegalidades e fraudes, como a transformação Brady, em Luxemburgo, de dívida prescrita em novos títulos. O histórico da nossa dívida naquele período é idêntico, tendo sido transformada em títulos em Luxemburgo para em seguida servir de moeda para comprar empresas privatizadas, ou transformar-se em outros títulos da dívida externa ou interna, que no início do Plano Real pagavam taxas que chegaram a 45%!

A dívida é um esquema de transferência de recursos públicos para o setor financeiro, como evidenciam os bilionários lucros dos bancos, apesar da desindustrialização, queda no comércio, desemprego e até encolhimento do PIB.

A dívida tem sido a principal responsável pelo cenário de escassez em que vivemos, incompatível com a nossa realidade de abundância. Por isso exigimos completa auditoria, com participação cidadã.

[i] Coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Saiba por que a "Folha" ficou tão incomodada com o relatório da CNV

Segunda, 15 de dezembro de 2014
Do Blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
Despertando imensa indignação em 2009
Quem conhece o viés conservador/reacionário dos jornalões brasileiros, não se surpreendeu com a defesa incondicional que os três principais (O Estado de S. Paulo, a Folha  de S. Paulo e O Globo) fizeram da indefensável anistia de 1979, cuja revisão acaba de ser recomendada por alguns integrantes da Comissão Nacional da Verdade e por dois ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ao defenderem-na, tais tentáculos da indústria cultural omitem que ela não passou de um mostrengo jurídico, a mera imposição da lei do mais forte sobre uma oposição expurgada (por frequentes cassações dos mandatos de seus parlamentares) e chantageada (a libertação de centenas de presos políticos e a permissão de volta dos exilados dependiam de sua anuência a tal grotesquerie). 

Assim como a presidenta Dilma Rousseff, entoam em uníssono a cantilena do respeito aos "pactos e acordos que levaram o país à redemocratização", sem jamais esclarecerem que o pacto se deu entre Fausto e Mefistófeles, e que o acordo foi selado por quem mantinha reféns com quem ansiava por vê-los livres.
A ONU, a OEA e o Direito internacional desconsideram quaisquer simulacros de anistias gestados em plena vigência do arbítrio, com o objetivo de fornecerem uma espécie de habeas corpus preventivo para agentes do Estado que estupraram os direitos humanos (e para os seus mandantes).

domingo, 10 de janeiro de 2010

As 2 farsas de Arruda

Domingo, 10 de janeiro de 2010
Não precisávamos, nós os contribuintes do Distrito Federal e do Brasil, pagar mais de três milhões de reais para a escola de samba Beija-Flor mostrar no sambódromo do Rio de Janeiro, no carnaval, a cidade que JK criou. Afinal, Brasília está nas páginas dos jornais, páginas que, apesar de políticas, falam de roubos de milhões, compra de agentes públicos, crimes de empresários para se apoderarem do dinheiro que deveria ser aplicado no hospital, na escola, na segurança, no amparo à criança e aos jovens. E tudo também mostrado na TV. Nada de política e tudo de corrupção.
Nessa semana, em discurso num evento público, Arruda teve o desplante de mais uma vez pedir “perdão” do que ele chamou de “pecados”, mas que as leis brasileiras qualificam como crimes. Veja a seguir um parágrafo do editorial de hoje do jornal Folha de São Paulo que trata da corrupção no governo de Arruda/Demo-DF, e lembra do caso do crime do Painel do Senado.
“Seria o caso de dizer que agora a história se repete como farsa; mas de farsa já se tratava no primeiro episódio - e as novas desculpas de Arruda mais parecem assemelhar-se a alguns sambas e boleros do passado, em que maridos incorrigíveis e boêmios contumazes prometem à mulher, com muita ginga e humildade, emendar-se da próxima vez.”

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Menos, governador, menos. Nem todo político é igual a você

Segunda, 2 de novembro de 2009
    O governador arruda disse em entrevista a um jornalista da Folha de São Paulo que mentiu (sobre o crime do painel do Senado) por ser igual aos outros políticos.
    Devagar, governador. Nem todo político é igual a você. Felizmente!