Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 1 de julho de 2024

MOBILIZAÇÃO —'Todas as formas de vida importam': Grito dos Excluídos completa 30 anos de luta no Brasil

Segunda, 1º de julho de 2024

Foto - J Paiva

Manifestação que se articula com foco em justiça social e climática teve início em Montes Claros (MG)

Jean Silva
Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG) | 30 de junho de 2024

Em 2024, o Grito dos Excluídos e Excluídas completa trinta anos. Com três décadas de história e resistência a partir de manifestações populares carregadas de simbolismo, a mobilização já tem debatido, para esse ano, as ações e objetivos que serão estabelecidos para promover a conscientização e a luta por justiça social e climática nos territórios brasileiros.

O lema de 2024 é “Todas as formas de vida importam. Mas, quem se importa?”, com tom crítico ao sistema econômico vigente, que, segundo os integrantes, é o responsável por crises ambientais que afetam principalmente os mais vulneráveis.

“O Papa Francisco tem sido um grande militante nesse aspecto, chamando a atenção da sociedade e das lideranças mundiais para a questão climática e do meio ambiente. Porém, na prática, vemos o interesse privado e capitalista prevalecer. Seja os grandes investidores ou os grandes empreendimentos, nem sempre favorecem a preservação da vida”, avalia Jair Gomes, membro da Comissão Organizadora do Grito dos Excluídos e Excluídas de Belo Horizonte.

domingo, 4 de setembro de 2016

CONVOCATÓRIA: Grito das/os Excluídas/os – DF

Domingo, 4 de setembro de 2016

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CONVOCATÓRIA: Grito das/os Excluídas/os – DF


07 de setembro de 2016
Concentração em frente à Catedral de Brasília – 8h30

Temer subiu ao poder de forma ilegítima e governa apenas para os ricos e poderosos. Ele quer acabar com os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo e da cidade, das florestas e das águas; das mulheres, das negras e dos negros, dos indígenas, das/os LGBTs, da juventude e das moradoras e dos moradores das periferias.

O povo brasileiro sofre cada vez mais com a crise. Só em agosto mais de 100 mil pessoas ficaram desempregadas. O salário já não dá mais para as compras do mês. E se Temer continuar realizando suas medidas, isso só tende a piorar. Não podemos esperar nada de bom de um governo que não foi escolhido pelo povo.

Por isso, os movimentos sociais do campo e da cidade realizam mais um Grito dos/as Excluídos/as. Chamamos aquelas e aqueles que não aceitam os ataques deste governo para participarem.

Com luta popular, é possível mudar essa situação.

Fora Temer! Nenhum direito a menos!

Assinam:

domingo, 7 de setembro de 2014

“Manifestantes são vistos como inimigos pela PM”, diz ativista

Domingo, 7 de setembro de 2014
Grito dos Excluídos tem confronto e presos no Rio
Jornal do Brasil 
Gisele Motta*

Foram realizadas na manhã deste domingo (7) a Parada Militar de 7 de setembro e também a 20a. edição do Grito dos Excluídos. Enquanto o número de manifestantes chegou a aproximadamente 700, o número de militares fazendo o policiamento era de mais que o dobro, um total de 1.700 homens. 

Tobias Farias é articulador nacional do ato e parte do Fórum das Pastorais Sociais do Rio. Ele reforça que o evento busca a união dos movimentos sociais e a paz. Justamente num ato onde era pedido o fim da militarização da polícia e da criminalização dos movimentos sociais, o clima em diversos momentos foi de tensão, de acordo com ele, graças ao enorme contingente policiais, inclusive com a tropa de elite da PM, o Bope e também pela truculência da polícia.

Por volta das 12h30, na altura da Central do Brasil, manifestantes queimaram a bandeira nacional e policiais prenderam duas pessoas. Durante a prisão, houve empurra-empurra e os policiais usaram spray de pimenta para afastar os manifestantes. Na confusão, uma mulher também foi presa. Os três foram encaminhados à delegacia. Depois do tumulto, parte dos manifestantes se dispersou, enquanto outro grupo manteve a caminhada até a estátua de Zumbi dos Palmares, onde houve discursos.

“A lógica da policia é a lógica da repressão, da truculência. Tudo poderia ter transcorrido sem nenhum incidente, mas se cria uma tensão muito grande com aquele número imenso de soldados do Bope, armados par a guerra. Nós entendemos que a policia não cumpre seu papel, ela não diminui a violência. A  policia do Rio é a que mais mata e mais morre e está provocando a guerra. É realmente uma lógica de guerra, que somos contra”, comenta.  nós somos contrários a uma lógica de guerra.

“É uma contradição. Fomos criminalizados e vimos todo o aparato que a polícia tem contra a gente, de uma forma desproporcional”, disse Tomas. Durante a marcha mais uma arbitrariedade foi cometida, segundo manifestantes. Os ativistas que estavam portando instrumentos musicais foram parados e não puderam seguir até que a parada militar, que também conta com instrumentos, fosse finalizada. Segundo manifestantes,o posicionamento de impedir a passagem foi do comando da PM e só houve prosseguimento do ato depois de muita negociação.

“Não somos contrários  a existência da polícia, mas da polícia com lógica militar, que tem um inimigo. A policia não tem um inimigo. E mais importante ainda, nós não somos inimigos. A polícia olha o manifestante, o integrante to movimento social e sobretudo o pobre, como inimigo”, lamenta Tomás. 

*Do programa de Estágio do JB
* *Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Debaixo de chuva, em São Paulo, Grito dos Excluídos pede nova independência

Terça, 7 de setembro de 2010
Da Agência Brasil
Vinicius Konchinski - Repórter

São Paulo – A chuva desta manhã comprometeu a programação do Grito dos Excluídos, realizado em São Paulo. Porém, não impossibilitou que líderes de movimentos sociais e sindicatos se reunissem para reivindicar uma “nova independência” para o país.

Juntos em um ato promovido na Praça da Sé, centro da capital, militantes enfrentaram o mau tempo e pediram o rompimento do país com políticas voltadas para o mercado. Reivindicaram também mais atenção dos governos federal, estadual e municipal para os vários problemas da população.

“A independência de 1822 manteve o país submisso ao mercado e ao capitalismo. Precisamos romper com isso”, disse José Geraldo Correa Júnior, membro da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), uma das entidades que organizou o Grito dos Excluídos.

O ato deste ano foi o 13º promovido em São Paulo e o 16º no país. Antes das chuvas, a previsão era de que o movimento reunisse cerca de 3 mil pessoas e percorresse os 6 quilômetros entre a Praça da Sé e o Parque da Independência. Com a chuva, pouco mais de uma centena de pessoas participou da manifestação, que neste ano teve como lema a pergunta Onde Estão Nossos Direitos?.

“A situação foi adversa, mas pessoas vieram”, disse Paulo César Pedrini, coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo. “Precisamos de um novo grito de independência”.

Para Pedrini, “independente”, o país poderia focar suas foças para promover educação, saúde e trabalho para seus cidadãos. Poderia também redistribuir melhor seus recursos.

“Uma das principais reivindicações do Grito neste ano é o estabelecimento de um limite de tamanho para as propriedades rurais”, complementou ele. “Por isso, apoiamos o plebiscito sobre o tema.”

O plebiscito citado por Pedrini é organizado por movimentos sociais. Seu resultado servirá de base para uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para fixação de uma área máxima para as propriedades rurais do país. A votação começou no dia 1º e termina hoje. Os locais das urnas do plebiscito estão listados no site www.limitedaterra.org.br.