Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador guerra híbrida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra híbrida. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de março de 2020

CORONA BILDERBERG? POR QUE NÃO?

Sexta, 20 de março de 2020
Por
Pedro Augusto Pinho

Em 1960, a Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos da América (EUA), desconfortável com o rumo que tomavam certas investigações sobre a morte do Presidente John F. Kennedy e sobre os possíveis interessados em seu assassinato, usou a expressão “teoria da conspiração”.

Buscava com esta estratégia desmoralizar estas pesquisas, antes mesmo que elas trouxessem novas narrativas.

Mas a expressão não era nova. O Império Colonial inglês já a usava e outras qualificações semelhantes para desacreditar as lideranças nacionalistas e as denúncias de roubos, subornos e assassinatos que se espalhavam pelas colônias britânicas.

O Clube Bilderberg é real. Ele existe desde 1954 e representa o interesse do grupo detentor da quase totalidade do capital privado que domina a economia ocidental. Além da posse de ações e títulos, privados e de governos, são estas pessoas que dirigem organizações internacionais, tais como: o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (WB), a UNESCO, a Organização Mundial de Saúde (OMS), e as mais recentes Organização Mundial do Comércio (OMC), Banco Central Europeu (BCE), e outras que interferem na economia e na vida das pessoas.

Vivemos, no entanto, uma nova guerra, diferente das quentes e frias que conhecemos no século XX. A guerra híbrida só dispara foguetes em guerras controladas, regionais. Seu forte é a guerra invisível da comunicação e a bacteriológica.

Um dos maiores estudiosos do Grupo ou Clube Bilderberg é o jornalista e escritor lituano Daniel Estulin. De seu livro, “A verdadeira história do Clube Bilderberg”, extraímos a afirmação que neste século XXI poderíamos nos defrontar com um “Estado Policial Eletrônico Global” (EPEG).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Formação dos consensos gerais na atualidade

Quinta, 9 de janeiro de 2020

Por Felipe Quintas, Gustavo Galvão e Pedro Augusto Pinho.

Há 80 anos, a sociedade humana estava mergulhada numa guerra mundialmente espalhada. Porém o que provocaria a grande mudança na vida de todos aparecia em pesquisas científicas, em laboratórios empresariais e ambientes acadêmicos, era o que denominaremos “cibernética”.

Não significa que os processos de dominação, de pessoas e sociedades, não existissem antes e desde sempre. Novas tecnologias e conhecimentos, então desenvolvidos, dominaram áreas mais amplas e mais complexas. Trouxeram também soluções inovadoras.

A palavra grega “kybernetes”, que se traduz por timoneiro, ainda hoje mal entendida, entrou no repertório comum pelas mãos do matemático estadunidense Norbert Wiener (1894–1964), que assim denominou seu livro, de 1948, sobre seus estudos a respeito dos mecanismos de controle e de comunicação nos animais e nas máquinas.

Os fatos passaram a ser substituídos por ilusões que interessam aos donos do poder

Mas a investigação sobre um processo comum, que permitisse estudar as diversas estruturas físicas e cognitivas com mesmo modelo, tivera início em 1937, quando o biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy (1901–1972) apresentara a “teoria de sistemas gerais”. Ainda que com imprecisões, buscava-se o elo que explicaria construções diferentes como as redes neuronais, estruturas sociais, filosofia e tudo que fosse visto como uma totalidade, impossível de ser entendida por seus elementos, tomados isoladamente.