“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador informalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador informalidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de maio de 2026

O mito da “geração empreendedora”

Quarta, 20 de maio de 2026


O mito da “geração empreendedora”

Cresce, contra as evidências, ideia de que os jovens “são, na maioria, autônomos”, “rejeitam a CLT” e “desejam empreender”. O que estes argumentos escondem – e o que revelam… Qual a urgência de uma agenda de trabalho digno para a juventude

OUTRASPALAVRAS                               Trabalho e Precariado
Por Gabriel Medeiros

Título original:
O mito da geração empreendedora: Juventude, CLT e precarização no Brasil

1. Introdução

Nos últimos anos, uma tese tem circulado insistentemente na mídia e no discurso de lideranças empresariais e políticas de todas as colorações partidárias, enfrentando pouca oposição: a juventude não quer mais a CLT. Dessa afirmação derivam outras tantas, como “o trabalho da juventude agora é autônomo” e “o que a juventude quer é ‘empreender’”. O diagnóstico alegado é de que estaríamos diante de uma “rejeição estrutural ao emprego formal” por parte da juventude para, em seguida, apresentar propostas de política pública que privilegiam o fomento ao empreendedorismo individual em detrimento do trabalho assalariado e formal1.

Este artigo parte de uma hipótese contrária: a de que essa narrativa descreve mal a realidade, e que sua disseminação não é neutra. A seguir, se buscará demonstrar que a juventude brasileira é majoritariamente assalariada, e que a construção do “jovem empreendedor” como norma serve menos a um diagnóstico fiel da inserção laboral juvenil e mais a um projeto de desregulamentação do trabalho que transfere riscos do capital para o trabalhador e termina por precarizar as suas condições de vida. Compreender essa distinção é condição para a formulação de uma agenda pública capaz de responder aos desafios que os jovens efetivamente enfrentam em sua jornada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Economia: cresce no DF o número de patrões e empregados na informalidade

Sexta. 12 de agosto de 2022


Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

A informalidade no Distrito Federal no 2º trimestre de 2022, representou 31,2% das pessoas ocupadas. Comparando-se com o trimestre anterior, houve um aumento de 0,9 ponto percentual. Já em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o acréscimo foi de 0,6 ponto percentual.

Por Chico Sant’Anna
A informalidade cresce a olhos vistos no Distrito Federal. A falta de registro envolve tanto empregados, quanto empresários e autônomos. Nem mesmo o registro de Micro Empreendedor Individual – MEI, vem conseguindo evitar essa trágica realidade. O total de pessoas na economia informal (no sub-emprego e no sub-empreendedorismo) atinge 491 mil moradores do Distrito Federal. Os dados são do IBGE, que acaba de divulgar a PNAD Contínua – 2º trimestre 2022.

Oficialmente, o nível de desemprego – que agora é denominado Taxa de Desocupação, face ao incremento da falta de vínculos formais de trabalho – recuou, de 13,2% para 11,5%, entre o segundo e o primeiro trimestre do ano. Mas essa taxa de desocupação maqueia a realidade, pois ela considera não desempregado uma pessoa que faz bicos rotineiros, se vira vendendo comida, frutas, saco de pano nas esquinas e outras “ocupações” consideradas pelos economistas no passado como sub-empregados.