Sexta, 16 de outubro de 2015
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Do MPF
Pastor
evangélico utilizou expressões “entrar de pau” e “baixar o porrete” em críticas
a homossexuais; TV Bandeirantes e União também são rés
O Tribunal
Regional Federal da 3ª Região determinou que seja retomada a tramitação do
processo que o Ministério Público Federal em São Paulo moveu contra o pastor
Silas Lima Malafaia, a TV Bandeirantes e a União por declarações homofóbicas do
evangélico em julho de 2011 durante o programa “Vitória em Cristo”, veiculado
pela emissora. A decisão anula sentença da primeira instância que havia
determinado a extinção da ação civil pública sem julgamento do mérito. O MPF,
por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, pede a
retratação do pastor, que utilizou expressões de incitação à violência contra
homossexuais ao criticar o uso de símbolos religiosos durante a Parada do
Orgulho LGBT daquele ano.
Na ocasião,
ao comentar a utilização de imagens de santos em cartazes de uma campanha pelo
uso de preservativos no evento, Malafaia disse: “Os caras na Parada Gay
ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja
Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra
esses caras aprender (sic). É uma vergonha.” A Associação Brasileira de
Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais (ABGLT) acionou o MPF, que,
após conduzir um inquérito sobre o fato, concluiu pela pertinência da ação
judicial devido ao teor preconceituoso e agressivo da declaração.
