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(Millôr Fernandes)
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domingo, 25 de agosto de 2019

A maioria das queimadas é consequência dos desmatamentos

Domingo, 25 de agosto de 2019


Por
Vicente Vecci*

O Gama  Livre e nós tivemos a felicidade de profetizar   a epidemia das queimadas que assolam a Amazônia, Centro Oeste  e outras regiões nesse período. Isto porque dia 17 passado foi publicada a nossa dissertação intitulada Inimigos do Meio Ambiente.

O texto alerta  a omissão oficial em preservar essa importante biodiversidade e aponta ações militares para  operações nessa área.


Área desmatada para plantio de soja.

A bem da verdade esse descuido  ou incompetência nesse dever constitucional vem desde governos anteriores, aumentando o desmatamento na atual gestão, cuja  finalidade é o de limpar as áreas degradadas com as queimadas para lavouras. Esses cortes de árvores em grande escala  enseja também a extração de madeiras nobres.
  
Quase uma semana depois em que o nosso alerta fora publicado na Internet, eclodiram  e espalharam as queimadas nessas regiões, em sua maioria, provavelmente, oriundas das  derrubadas das árvores e quem sabe outras, provenientes de atos de natureza eco terroristas   da política partidária radical, visando desestabilizar o atual governo.

Essa  suspeita   veio à tona   nas imagens das  TVs, mostrando que esses  incêndios foram rápidos e simultâneos  em diversos locais, onde não se viu sinais de árvores cortadas.

Diante dessa hecatombe ambiental  com repercussão nacional e internacional com pronunciamentos  de chefes de Estado do chamado primeiro mundo. O governo despertou-se  e resolveu agir, apontando metas militares, conforme citamos em nosso artigo, bem antes  do pronunciamento do atual presidente da República em rede nacional de TV, anunciando essa providência, destinada por enquanto ao combate dos incêndios florestais. E depois?

Existe uma velho ditado que diz que é melhor prevenir do que remediar. Se os governos anteriores tivessem utilizados corretamente o Fundo Internacional de Prevenção de Incêndios nesse bioma, e, o atual tivesse atentado para essa falha, evidentemente a tragédia ambiental seria menor.

Entretanto o que se viu foi  um distanciamento da preocupação com o Meio Ambiente, demonstrando simpatias com os ruralistas  e fazendo pouco caso das estatísticas do INPE, comprovadas pela NASA.

E o pior  de tudo é que a  biodiversidade dos locais queimados é irrecuperável em sua totalidade, antes existente.. A Amazônia possui uma das maiores biodiversidades do planeta, existindo no que resta, variadíssimas espécimes de plantas, insetos, animais e aves. Daí a razão da preocupação internacional e do povo brasileiro com essa região.

                                                                             *Vicente Vecci é jornalista profissional e titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa. É idealizador do parque ecológico da Ponte Alta do Gama-DF,vindo proteger uma biodiversidades de 298 hectares e em Brasília-DF, ajudou a criar e implantar os parques das Asas Norte e Sul.  eco.defesa@gmail.com.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Pesquisadores comprovam que fumaça das queimadas da Amazônia pode causar câncer

Segunda, 22 de janeiro de 2018


Marcia Wonghon - Repórter do Radiojornalismo



A pesquisa comprovou que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e evoluir para câncer de pulmão
A pesquisa comprovou que o dano no
DNA pode ser tão grave a ponto de
a célula perder o controle e evoluir para 
câncer de pulmã
Divulgação/Doug Morton/Nasa

As partículas carregadas de toxinas, liberadas durante queimadas na Amazônia, se inaladas involuntariamente por longo período, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis, resultando até mesmo em câncer de pulmão.

A descoberta é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Rondônia(Ufro).

A pesquisa é referente a uma tese de doutorado da bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP. A equipe coletou amostras de material particulado fino em Porto Velho, uma das áreas mais afetadas pelas queimadas na região amazônica.