Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Contra o ajuste, auditoria já

Segunda, 22 de dezembro de 2014
Manifesto da Auditoria Cidadã da Dívida
O Orçamento Federal proposto pelo Executivo para 2015 reserva R$ 1,356 trilhão para os gastos com a dívida pública, o que corresponde a 47% de tudo que o país vai arrecadar com tributos, privatizações e emissão de novos títulos, entre outras rendas. Este valor representa, por exemplo, 13 vezes os recursos para a saúde, 13 vezes os recursos previstos para educação ou 54 vezes os recursos para transporte e confirmam, de forma incontestável, o privilégio do Sistema da Dívida comandado pelo mercado, que é de fato, o que rege a economia e as finanças do país, transferindo a riqueza nacional, construída com o sangue e suor do povo brasileiro para o capital financeiro internacional.

A nova equipe econômica, tão ovacionada pelo mercado, composta por Joaquim Levy, no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no Planejamento, e Alexandre Tombini, no Banco Central, é a evidência do que vem por aí: a velha política macroeconômica assentada em juros elevados, sob a justificativa de “combater a inflação”, causada, na realidade, pelos preços administrados pelo próprio governo  e pela alta de alimentos, devido a fatores climáticos. Juros altos aumentam os gastos com a dívida pública, beneficiando apenas o setor financeiro, e são a receita infalível para o baixo crescimento, que não deu certo em nenhum país da Europa, mas que o Brasil teima em seguir. Dessa forma, o país aprofunda a dependência econômica e a subordinação ao imperialismo, seguindo acriticamente as imposições do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e os interesses dos grandes especuladores internacionais.

Nesse cenário, a Auditoria Cidadã da Dívida vem a público denunciar que, no “terceiro turno das eleições”, os vencedores foram os mais ricos, que a partir do rentismo internacional promovem a desindustrialização, a recessão e tudo o que isso representa em desemprego, arrocho salarial, corte de direitos, especialmente previdenciários, precarização dos serviços públicos e redução de políticas sociais. Os trabalhadores, movimentos sociais e todos os cidadãos que demandam por serviços públicos devem estar atentos e reagir a qualquer iniciativa do governo que venha nesse sentido.

A dívida externa brasileira supera 549 bilhões de dólares e a dívida interna federal passa de 3,071 trilhões de reais. Há muito tempo o endividamento público deixou de ser um mecanismo de financiamento do Estado e passou a ser um veículo de subtração de elevados volumes de recursos orçamentários, e subtração de patrimônio pela imposição contínua de privatização de áreas estratégicas como petróleo, portos, aeroportos, estradas, energia, saúde, educação, comunicações, entre outros.

É preciso auditar a dívida, conforme está previsto na Constituição de 1988 – violada há 26 anos – para apurar os inúmeros e graves indícios de ilegalidades, tais como: ausência de contratos; pagamentos com sobre-preço de até 70%, aplicação de juros sobre juros; a influência de banqueiros nas decisões do Banco Central sobre a taxa de juros; dentre muitos outros crimes já denunciados por comissões do Congresso Nacional.

Antes de mais um ajuste, é necessário auditoria da dívida.

AUDITORIA JÁ  

22/12/2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dilma zomba de Servidores Públicos Federais em Mensagem de Final de Ano

Terça, 21 de janeiro de 2014
Por Eugênia Lacerda
Em uma carta de fim de ano (veja a carta neste link), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que os servidores públicos do país são responsáveis pelo fortalecimento da democracia e pelos avanços e conquistas recentes promovendo um Brasil mais justo.

A mensagem foi enviada para todos os servidores públicos federais no dia 23 de dezembro de 2013.

Os servidores passam o ano inteiro tentando dialogar com a Presidenta do Brasil, mas não conseguem porque ela não negocia com os trabalhadores, e eis que surge uma mensagem no final do ano para dar o reconhecimento que os servidores merecem.  A atitude demonstra o escárnio que a Presidenta faz com os servidores públicos federais que sofrem arrocho salarial e ataques constantes do Governo como o ataque ao direito de greve, Funpresp e outras perdas de direitos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Servidores apontam intransigência do governo e vão continuar em greve

Quarta, 8 de agosto de 2012
                                                         Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília – Policiais militares entram em confronto com policiais civis durante protesto de servidores públicos federais na esplanada dos ministerios

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil
Os servidores federais em greve estão dispostos a enfrentar a “intransigência” do governo e vão manter as paralisações. Segundo o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores públicos parados. A greve ganhou a adesão dos agentes da Polícia Federal e dos auditores fiscais agropecuários.

Também estão em greve servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. “Estamos aguardando uma resposta do governo. Até lá, a greve continua”, disse Costa.

Na tarde de hoje (8) os grevistas promoveram um protesto contra a falta de negociação do governo federal em frente ao Ministério do Planejamento. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 600 pessoas participaram da manifestação. Em seguida, eles seguiram em passeata até o Palácio do Planalto. Uma reunião entre representantes do governo e das entidades sindicais deve ocorrer entre os dias 13 e 17 deste mês. O governo tem até o último dia deste mês para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.

Segundo o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Pedro Delarue, a categoria não vai aceitar a falta de proposta por melhorias salariais do governo federal. “O governo está irredutível. A alegação principal do governo para a falta de reajuste é a crise internacional. Mas isso não justifica o congelamento de salários desde 2008. O PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] tem subido, mas os salários não acompanharam, então há margem para reajuste”, disse Delarue.

Os manifestantes reivindicavam um encontro com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. “Fomos informados que de só o [Ministério do] Planejamento está autorizado a falar com os servidores. Já falamos com o secretário de Relações do Trabalho [Sérgio Mendonça] e nada adiantou. Queremos falar com algum ministro. Queremos alguma proposta concreta”, acrescentou o presidente da Fonacate.

De acordo com Delarue, há graus diferentes de paralisação. Para ele, a população está sendo prejudicada pela “intransigência do governo, que não está disposto a negociar”. “Não estamos sendo ouvidos. Só nos resta fazer greve em busca de melhorias salariais.”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Grande imprensa admite que gastos com servidores estão caindo

Terça, 7 de agosto de 2012
 Da Autidoria Cidadã da Dívida
O Jornal Valor Econômico de hoje [6/8] admite que os gastos com servidores federais têm caído ao longo dos últimos 10 anos, em percentual do PIB. Segundo o Valor, o gasto com servidores em 2012 (4,2% do PIB) está bem mais baixo que em 2002, último ano de FHC (4,8% do PIB).

É importante comentar que, quanto maior o PIB, maior a demanda por serviços públicos como os de saúde (devido a mais acidentes de transito, de trabalho, etc), educação (maior demanda pela formação pessoal e profissional), fiscalização tributária, trabalhista, etc.

A notícia também revela que a proposta orçamentária para 2013 irá prosseguir tal queda, devido à perda de receita decorrente dos recentes benefícios fiscais concedidos principalmente à indústria. Ou seja: ao mesmo tempo em que diz que não há recursos para os servidores, o mesmo governo concede amplos benefícios tributários à industria, às custas também da queda na receita de estados e municípios, no caso das reduções de IPI (que é repartido com os entes federados).

E, para manter intocado o pagamento da dívida pública – que já consumiu até 2 de agosto nada menos que 52% do orçamento de 2012 – o governo prefere impedir o reajuste dos servidores. Mesmo que o montante gasto com a dívida tenha sido 5 vezes maior que o gasto com o funcionalismo.

Estes dados podem ser conferidos no Dividômetro da Auditoria Cidadã da Dívida – www.auditoriacidada.org.br

Por outro lado, imprensa tenta culpar servidores pela dívida dos estados

O Jornal Estado de São Paulo traz notícia que procura culpar os servidores estaduais pelo endividamento dos entes federados. Porém, a notícia omite que de 1999 a 2011 a dívida dos estados com a União cresceu de R$ 121 bi para R$ 369 bi , apesar dos estados terem pago R$ 157 bilhões de 2000 a 2011. Ou seja, apesar do enorme pagamento feito pelos estados, a dívida continua gigantesca, principalmente devido às altíssimas taxas de juros nominais, compostas pelo índice IGP-DI mais 6% a 7,5% ao ano. Em 2010, tal taxa chegou a cerca de 20% ao ano.

Portanto, a dívida dos estados cresce devido aos juros absurdos, e não devido ao funcionalismo, até porque os recentes empréstimos não têm servido para pagar o funcionalismo, mas para investimentos, como no caso dos financiamentos do BNDES.

Esse é o esquema de funcionamento do Sistema da Divida: depois que cresce absurdamente, a dívida passa por “refinanciamentos” que a  transformam em débito com o Banco Mundial, BNDES etc…

 Governo quer conter gastos com servidor
Gasto com salário de servidor em relação ao PIB terá queda em 2013
Autor(es): Por Ribamar Oliveira | De Brasília
Valor Econômico – 06/08/2012

 
Dívidas estaduais chegam a 10,4% do PIB em junho
O Estado de S. Paulo – 06/08/2012