“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Em Brasília, uma das 'técnicas' para intimidar novos protestos

Quarta, 30 de novembro de 2016
Vídeo 'capturado' —já que houve prisões aos montes— do WhatsApp. Atuação do Estado repressor contra as manifestações de ontem em Brasília, quando senadores aprovaram, em primeiro turno, a PEC da Morte, a PEC da Desgraça. E o povo continua apanhando.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MPDFT requisita abertura de inquérito para investigar conduta policial no Sete de Setembro

Quarta, 11 de setembro de 2013
A Promotoria de Justiça Militar requisitou, nesta segunda-feira, dia 9, à Corregedoria da Polícia Militar a abertura de inquérito policial militar (IPM) para apurar a conduta do capitão Bruno Rocha nas manifestações do Sete de Setembro no DF. Circula na internet um vídeo em que oficial, do Batalhão de Choque, diz ter atirado spray de pimenta nos manifestantes “porque quis”.

Em decorrência das notícias sobre excesso na ação policial no feriado da Independência do Brasil, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) irá instaurar procedimento investigatório criminal (PIC) para apurar os fatos. Quanto aos jornalistas que foram agredidos, o promotor de Justiça Nísio Tostes estuda um solução para que isso não se repita nas próximas manifestações. Segundo Tostes, muitos profissionais da imprensa, por temerem agressão por parte dos manifestantes, realizaram a cobertura sem a devida identificação.
Ouvidoria

A Ouvidoria do MPDFT recebeu diversas manifestações sobre a atuação policial no feriado de Sete de Setembro. As representações serão encaminhadas à Promotoria de Justiça Militar ou a outra Promotoria de Justiça com atribuições para o caso específico.

Disque-Ouvidoria
  •  0800-6449500 (ligação gratuita);
  • 127; ou
  • (61) 3343-9666 / 3343-9928 / 3343-9839

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porque eu quis

Terça, 10 de setembro de 2013
Na passarela da Candangolândia, hoje, a critica à truculência da PMDF no Sete de Setembro.
Clique na imagem para ampliá-la. Foto Gama Livre



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A truculência da PMDF contra os manifestantes no 7 de Setembro

Segunda, 9 de setembro de 2013
Clique no link abaixo e leia a reportagem do Jornal de Brasília. 
Violência e deboche gravados

Distrital representa contra excessos nas manifestações de 7 de setembro

Segunda, 9 de setembro de 2013
A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), deputada Celina Leão (PSD) protocola representação no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) contra o GDF, para que sejam identificados os policiais que excederam e abusaram do poder durante as manifestações de 7 de setembro. “Não podemos nos calar diante da violência praticada para ‘conter’  manifestantes, a orientação é conter com socos?”, questiona a parlamentar. ...
 
Para a deputada houve abuso de poder contra um direito constitucional de protestar, segundo ela, a força e a violência foi usada indiscriminadamente. “É uma afronta à democracia, até a imprensa apanhou, temos que saber se esta era a orientação, ou se um grupo despreparado de policiais agiu por conta própria. Quero ouvi-los na Comissão e saber o que tem a dizer deste lamentável episódio”, declarou Celina.
 
A parlamentar reuniu vídeos gravados por manifestantes, que mostram a truculência contra os cidadãos que protestavam, sobretudo, contra a corrupção e os altos custos da obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Segundo Celina Leão, as imagens de agressões repetidas são chocantes e caracterizam os abusos.
 
Fonte: Blog do Sombra /// Gabinete da deputada Celina Leão - 09/09/2013

Relatório da OAB/DF aponta inúmeros casos de truculência e erros da PMDF

Segunda, 9 de setembro de 2013
Relatório da OAB/DF aponta inúmeros casos de truculência e erros da PMDF

Brasília, 9/9/2013 – Diante dos inúmeros relatos de truculência da Polícia Militar do Distrito Federal apresentados pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF durante os protestos de rua, no Sete de Setembro, a Seccional encaminhou ofícios à Secretaria de Segurança Pública do DF e à Procuradoria-Geral do Distrito Federal e Territórios, na segunda-feira (9/9), solicitando apuração das responsabilidades pela ação excessiva, mas principalmente, que seja garantido que a conduta truculenta dos policiais militares, em total desrespeito ao princípio da dignidade humana e ao Estado Democrático de Direito, não se repita.


O relatório assinado pela vice-presidente da Comissão, Indira Quaresma, afirma que os integrantes das comissões de Direitos Humanos, Prerrogativas e Ciências Criminais e Segurança Pública foram testemunhas oculares dos erros da PM. “Se ainda não conseguimos chegar ao patamar de manifestações inteiramente pacíficas, já deveríamos ter chegado ao patamar de uma polícia que saiba respeitar o ser humano”, diz.


Indira afirma ainda que não se refere somente ao tratamento dispensado à imprensa, atacada com spray de pimenta, ou aos manifestantes atacados com jatos de água ou bombas de gás lacrimogêneo, que é de conhecimento do público em geral. “Refiro-me principalmente ao tratamento humilhante e degradante que sofreram as pessoas detidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia Especializada (DPE) e à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Refiro-me a algumas atitudes da polícia inaceitáveis no nosso atual estágio de democracia, como a falta de identificação dos policiais, principalmente da ROTAM, que eu pude verificar quando cheguei, por volta das 17h30, à DPE. Nossos advogados, que estavam atuando na DPE, já haviam constatado e alguns dos detidos também relataram”.
O documento também destaca que, na maioria dos casos, o policial que efetuou a prisão não foi o mesmo que conduziu os detidos até a DPE e que algumas pessoas foram detidas sem serem informadas por qual razão. Há também relatos de espancamento e humilhação dos detidos, durante a detenção e no caminho para a DPE, “que precisam ser rigorosamente apurados. Não bastasse isto, dois helicópteros faziam vôos rasantes sobre a cabeça de manifestantes e espectadores do desfile, levantando poeira e assustando as pessoas”, relata Indira. No balanço geral, foram 38 adultos detidos na DPE e 14 menores na DCA. Todos foram liberados.


A vice-presidente da comissão ressalta também que a entidade não está fazendo uma crítica generalizada ao trabalho da Polícia Militar. “Também não podemos fechar os olhos para a violência gratuita que algumas pessoas insistem em cometer, infiltrando-se nas manifestações. Todo vandalismo deve ser impedido. Mas tenho por princípio que a medida da força que a polícia deve usar em situações de vandalismo é tão somente aquela suficiente para cessar a agressão, seja a agressão à coisa alheia, seja a agressão ao próprio policial. O policial, que é a encarnação do Estado, não pode nunca ser o agente da violência. Não pode nunca trocar de posição com o agressor. Não pode se valer da sua superioridade bélica, do seu treinamento, da sua força física para humilhar o cidadão, esteja ele se manifestando pacificamente ou não”.


O presidente da Comissão de Ciências Criminais e Segurança Pública da OAB/DF, Alexandre Queiroz, que ficou de plantão durante todo o sábado na DPE, afirma que houveram casos de prisões apenas pelo simples fato do manifestante portar uma máscara. “Nós tomamos conhecimento de três jovens que foram detidos apenas por irem até a delegacia para saber informações de um amigo que tinha sido preso na Esplanada. Quando eles chegaram na 5ª DP, foram revistados e os PMs encontraram máscaras dentro das mochilas. Isso não é motivo para uma prisão”.


Alexandre diz também que, por volta das 16h de sábado, os policiais relataram que já estavam trabalhando desde as 4h da manhã, sem dormir e sem se alimentar direito. “Isso precisa ser visto e apurado. Talvez esses fatores podem ter potencializado a atitude truculenta dos policiais militares”, relata.


(Cliqueaqui) e leia o relatório.


Capitão Bruno Rocha


Outra medida tomada pela OAB/DF foi o envio de ofícios ao Comandante-Geral e à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal solicitando apuração dos fatos em relação ao vídeo divulgado no site Youtube, onde o Capitão Bruno é indagado pelos manifestantes do motivo para o disparo de gás de pimenta na imprensa e na população. No vídeo ele mesmo declarou que “fez porque quis” e, ainda, que “pode denunciar”, demonstrando o total descaso com o princípio da dignidade humana e ao Estado Democrático de Direito, visto que sua conduta foi truculenta, desnecessária e em excesso.

Fonte: Reportagem Priscila Gonçalves; Foto Valter Zica;  Comunicação Social – Jornalismo; OAB/DF


O silêncio ensurdecedor dos deputados distritais

Segunda, 9 de setembro de 2013
O silêncio de deputados distritais diante da truculência da polícia do governador do DF (sim, constitucionalmente é o governador o comandante supremo da PM) contra manifestantes nas ruas de Brasília chega a ser “ensurdecedor”. As filmagens e fotos exibidos —apesar de muitos outros terem sido evitados pela ação da tropa, pois hoje usar uma simples máquina fotográfica é motivo suficiente para tornar-se um alvo da polícia— deixam claro o novo caminho que se trilha na opressão ao que deveria ser o sagrado direito de se manifestar. A omissão da defesa da cidadania; da livre expressão; do exercício até da liberdade de imprensa e de informação, parece que será a marca da atual legislatura dos senhores deputados distritais.

E olha que já vem de junho deste ano o tratamento violento contra os ativistas que se manifestam nas ruas de Brasília.

Antes, vários distritais se arriscavam nas ruas para, ao menos, mediar o uso da força contra o povo. Agora, encastelados em seu novo prédio, estão, parece, mais preocupados em defender os mandatos dos pandoreiros e coisas tais. Em preservar suas boquinhas no governo do DF, especialmente nas Administrações Regionais, repositório de centenas e centenas de cargos de cabos eleitorais.

Os valentes de antes, hoje se amofinam. Havia na Praça do Buriti, por exemplo, uma carrada de distritais vomitando valentia e palavras de incentivo lá de cima de um trio elétrico em 9 de dezembro de 2009, quando a Polícia Militar de Arruda baixou o pau nos manifestantes que protestavam contra a roubalheira da Pandora. Hoje, muitos daqueles distritais são “salvadores” de deputados pandoristas. É verdade que uns dois pularam fora do trio elétrico, saíram de fininho, quando o tempo fechou, a cavalaria avançou, e a truculência predominou. Não queriam se queimar nem com um lado (o do povo) e nem com o outro (o da truculência). São verdadeiros camaleões políticos.

Hoje, repórteres e fotógrafos são agredidos com cacete, spray de pimenta, bombas de efeito moral (que moral!!) e o diabo a quatro. Repórteres, fotógrafos e simples manifestantes. E nem um deputado distrital da base do governador se manifesta. Não dá um pio. Ficam todos pianinhos.
Pianinho — Imagem da internet

Após truculência em protesto, ato público vai pedir afastamento de capitão da PMDF

Segunda, 9 de setembro de 2013
Imagens registram excessos de policiais contra manifestantes e jornalistas durante o Sete de Setembro. A ação foi repudiada por diversas entidades, entre elas a Abert e a Fenaj

Arthur Paganini — Correio Braziliense

Três fotógrafos e um repórter do Correio foram agredidos enquanto faziam a cobertura das manifestações, entre eles Monique Renne (D) (Ueslei Marcelino/Reuters)
Três fotógrafos e um repórter do Correio foram agredidos enquanto faziam a cobertura das manifestações, entre eles Monique Renne (D)

A segurança se preparou para o Sete de Setembro com um forte esquema na área central de Brasília. Pelo menos 4 mil PMs foram colocados nas ruas. Para garantir as comemorações do Dia da Independência, alguns cometeram excessos registrados em vídeo e fotos. Na área central, manifestantes pacíficos e jornalistas foram agredidos. A ação policial repercutiu em sites e jornais de todo o mundo e foi repudiada por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) e que representam a imprensa brasileira.

Jornalistas do Correio e de outros veículos se tornaram alvo da ação truculenta do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) e do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). Os profissionais da imprensa, que portavam crachás de identificação, foram atingidos por bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, além spray de pimenta e balas de borracha.

Carlos Vieira (E) precisou de ajuda para se recuperar; André Coelho, de O Globo, foi atingido por bala de borracha  (Breno Fortes/Iano Andrade/CB/DA Press)
Carlos Vieira (E) precisou de ajuda para se recuperar; André Coelho, de O Globo, foi atingido por bala de borracha


 Breno Fortes (E) foi empurrado quando tentava ajudar colega; Arthur Paganini também foi empurrado e atingido por spray (Monique Renne/Breno Fortes/CB/DA Press)
Breno Fortes (E) foi empurrado quando tentava ajudar colega; Arthur Paganini também foi empurrado e atingido por spray

O ataque ocorreu na Praça das Fontes, em frente à Torre de TV, por volta das 14h40, quando a manifestação estava controlada, e o grupo de manifestantes disperso. “Sofri um ataque policial quando a situação entre a polícia e os manifestantes já havia sido controlada e num local onde só havia repórteres. Fui fotografar uma colega que tinha levado spray de pimenta no rosto e um outro policial jogou três jatos no meu rosto. Perdi o ar”, ressaltou a repórter fotográfica do Correio Monique Renne.

Repúdio

O uso de spray de pimenta por policiais do BPChoque da PMDF foi flagrado por um manifestante que tentava chegar ao Congresso Nacional com uma bandeira. No vídeo, registrado próximo à Rodoviária do Plano Piloto pelo grupo BH Protesta, é possível identificar um cinegrafista e um outro homem sendo atingidos pelo jato. A imagem mostra policiais militares impedindo o grupo de seguir com a bandeira a partir de um determinado ponto.

Questionado pelo cinegrafista sobre a ação, o comandante do BPChoque, capitão Bruno Rocha, confirmou que agiu deliberadamente e ironizou a situação. “Sim, (usei o spray) porque eu quis. Pode ir lá (à Corregedoria da PMDF) denunciar.” Indignados, pelo menos 400 jovens marcaram, pelas redes sociais, uma manifestação para quinta-feira. Eles pedirão a demissão do capitão Bruno.