Segunda, 6 de dezembro de 2021
Divulgação/Petrobrás
Venda da RLAM: ato subserviente e contra o Brasil
06 Dezembro
Venda da RLAM constitui um ato de subserviência explícita do CADE
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica, autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça, e do Tribunal de Contas da União (TCU) aos interesses privados alienígenas.
A Administração da Petrobrás anunciou, no final de novembro, que concluiu a venda da Refinaria Landulpho Alves Mataripe (RLAM) e dos ativos logísticos associados para ACELEN. Esta é uma empresa criada pelo Mubadala Capital, gestora de ativos da Mubadala Investment Company, estatal financeira de Abu Dhabi, emirado árabe. A ACELEN assumirá a gestão da RLAM, que passa a ser denominada simplesmente Refinaria de Mataripe. Pode parecer uma simples questão de nome, mas apaga a história de um ex-governador da Bahia que lutou para a construção desta primeira refinaria no Brasil, o também senador e relator da lei que criou a Petrobrás, em 1953, Landulfo Alves (1893-1954).
A Administração da Petrobrás alega que a decisão é parte do compromisso firmado com o CADE para a abertura do mercado de refino.
