Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O martírio cubano no centenário de Fidel Castro

Sexta, 7 de agosto de 2026

O martírio cubano no centenário de Fidel Castro

Roberto Amaral*

Ainda saboreávamos o Ano-Novo — era o réveillon de 1958-1959 — quando nos chegou, em Fortaleza, a notícia de que caíra, em Cuba, a ditadura de Fulgêncio Batista, de quem pouca ou nenhuma notícia tínhamos. O fato era este, tão só, mas sugeria algo de inusitado: não se tratava de mais uma quartelada dentre tantas que faziam e fazem a história do poder da classe dominante latino-americana, interferindo na governança para que tudo permanecesse como dantes no castelo de Abrantes: uma periódica recomposição oligárquica.

Desta feita, surpreendentemente, nos era dado conhecer uma insurgência de base popular que, descendo de Sierra Maestra, encontrava a consagração em Havana. Entre os líderes não se contavam nem sargentos, nem coronéis, nem generais. Este era seu caráter inusitado, principalmente no Caribe e na América Central dos anos 1950-60, uma virtual fazenda da United Fruit Company