Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Desmonte do serviço público vai a votação ainda nesta terça (9/8). É o PLP 257 que detona o serviço público e o PL 4567 que entrega o pré-sal às multinacionais; Barrados e agredidos

Terça, 9 de agosto de 2016
Da Cut Brasília
Entrada proibida, repressão policial e prisão de dirigentes sindicais. Foi assim que a Câmara dos Deputados recebeu nesta terça-feira (9/8) de manhã servidores públicos federais das três esferas, trabalhadores rurais sem terra do MST, além de petroleiros de todo o país. Isso porque dois projetos importantes e nocivos à classe trabalhadora e à sociedade estão em pauta: o PL 4567, que entrega o pré-sal às multinacionais, e o PLP 257, que renegocia as dívidas dos estados com a União à custa do congelamento de salários do funcionalismo e desmonte do serviço público.

De autoria do tucano José Serra, o PL 4567 está em discussão na Comissão Geral do Pré-sal. Se aprovado sem alteração do texto, o PL segue para sanção presidencial. Caso contrário, ele volta para o Senado Federal e depois vai para sanção. O texto retira da Petrobras o controle do pré-sal e estabelece participação mínima de 30% para a estatal, abrindo caminho para entrega das reservas de petróleo.

Já o PLP 257, deve começar a ser votado na tarde desta terça, segundo informações do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O impasse quanto ao conteúdo do projeto continuava pela manhã entre os parlamentares. Na última segunda-feira (8), após articulação no Palácio do Planalto, um novo texto para o relatório foi feito e será apresentado no plenário da Casa.