Domingo, 9 de agosto de 2026
Ex-PM réu por morte de jovem negro muda advogado e deixa júri sob ameaça de ter quinto adiamento
06/08/2026 6h08
Após conseguir quatro adiamentos em dois anos, advogado do réu Gilberto Eric Rodrigues deixou o caso a uma semana do julgamento. Mudança abre margem para novo advogado alegar falta de tempo hábil e violação do direito de ampla defesa

Guilherme Guedes foi morto em 2020, após ter sido sequestrado em São Paulo | Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo
A Justiça de São Paulo negou um pedido para que os ex-policiais militares Adriano Fernandes de Campos e Gilberto Eric Rodrigues pudessem adiar pela quinta vez o julgamento no qual devem responder pela morte de Guilherme Silva Guedes, um adolescente negro de 15 anos assassinado em 2020 após ser injustamente acusado de roubo.
O júri popular de ambos está marcado para a próxima terça-feira (11/8), após praticamente dois anos de tentativas para que seja realizado.
O pedido de um novo adiamento partiu de Adriano, segundo o qual seus dois advogados estariam impedidos de participar do júri — um deles estará de licença médica e o outro teria de ir a outro julgamento popular previsto para a mesma data.

