Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador alfredo nascimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alfredo nascimento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Controladoria-Geral da União conclui auditoria especial nas áreas de transportes. Prejuízo ultrapassa os R$680 milhões

Quarta, 8 de setembro de 2011
Da CGU
CGU conclui auditoria especial na área de transportes
A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu hoje e está encaminhando aos órgãos competentes, para as providências nas respectivas áreas de atribuições, relatório contendo os resultados da Auditoria Especial realizada, por determinação da presidenta Dilma Roussef, para apurar denúncias de irregularidades no Dnit e na Valec.

A equipe de auditores designada pelo ministro Jorge Hage no dia 6 de julho último (pela Portaria n 1.322/CGU) analisou 17 processos de licitações e contratos e constatou 66 irregularidades, que apontam prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em um total de R$ 5,1 bilhões fiscalizados.

Um resumo das conclusões e recomendações da CGU já está disponível no site da Controladoria (veja aqui). A partir de amanhã (09/09), a íntegra do Relatório da Auditoria também estará publicada no site da CGU.

Os trabalhos de apuração contaram com pleno apoio tanto do ex-ministro Alfredo Nascimento (que também solicitou à CGU a investigação), quanto do atual ministro Paulo Sérgio Passos, que deu orientação expressa aos órgãos do ministério para facilitar o pleno acesso dos auditores a toda a documentação, processos e arquivos necessários.

Casos emblemáticos e diagnóstico do órgão

Tendo em vista a decisão do Governo de fazer um amplo diagnóstico, com vistas a uma completa reformulação e renovação nos órgãos envolvidos – Dnit e Valec – a CGU decidiu não limitar as apurações aos casos denunciados na imprensa e incluir outros fatos, alguns dos quais já se encontravam com investigações em andamento.

Com isso, foram ultimadas e incluídas no relatório as análises de casos considerados emblemáticos e representativos dos principais tipos de problemas que a CGU encontra frequentemente nas auditorias de obras públicas, sobretudo do DNIT.

A partir desse relato, é possível constatar a precariedade dos projetos de engenharia – fato reiteradamente apontado pela CGU – e o modo como essas deficiências contribuem para a geração de superestimativas nos orçamentos de referência da própria Administração, daí para o sobrepreço nos contratos, e como, por fim, podem levar, ao superfaturamento das obras, com prejuízo aos cofres públicos.

Desse modo, foram incluídos, além das denúncias inicialmente mencionadas (BR-280/SC, BR-116/RS, Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL), os fatos relativos às obras de restauração e duplicação do Lote 07 da BR-101 no Estado de Pernambuco/PE; às obras do Contorno de Vitória/ES; às irregularidades constatadas no âmbito do Dnit/ES e do Dnit/RS; à licitação para estruturação de Postos de Pesagem Veicular – PPV; a impropriedades na contratação de empresas terceirizadas pelo Dnit e pela Valec; a impropriedades na execução de obras delegadas; à contratação de empresa para fornecimento de trilhos (Fiol e FNS); e à construção da Ferrovia Norte-Sul.

Cabe lembrar, também, que, além dos casos abordados neste Relatório de Auditoria da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU, outras situações irregulares encontram-se em apuração na Corregedoria-Geral da União (outra unidade da CGU), mediante sindicâncias e processos disciplinares, cujos prazos obedecem aos ditames legais e não podem ser abreviados, tendo em vista o direito ao contraditório e à ampla defesa dos acusados. A Corregedoria-Geral, ademais, vai receber também uma cópia do relatório, tanto para subsidiar aqueles processos já em curso, quanto para possível instauração de novos processos e sindicâncias.

Segundo o relatório da auditoria hoje encerrada, além do problema da má qualidade dos projetos, há, no Dnit, um grande número de projetos antigos em estoque, que acabam sendo licitados já defasados em relação ao volume médio diário de tráfego, ao nível de serviço, às localizações de jazidas e às necessidades de desapropriações, o que, inevitavelmente, conduz à necessidade de aditivos contratuais, consequência das necessárias revisões de projeto em fase de obra.

O relatório sustenta que, tanto no Dnit quanto na Valec, “raríssimos são os empreendimentos em que não há acréscimos de custos, muitos dos quais se aproximam do limite legal, algumas vezes até superando-os, tornando sem efeito os descontos obtidos nos processos licitatórios”, que, aliás, em muitos casos, são irrisórios. Para exemplificar, o relatório da Controladoria exibe uma tabela com 13 empreendimentos que receberam aditivos contratuais. Três deles excederam o limite legal (de 25%) e em um dos casos o custo aumentou em 73,7%.

Lago no caminho

Um dos casos analisados que não estavam entre as denúncias da imprensa foi o lote 7 da BR-101- Nordeste (em Pernambuco), obra onde se registrou o maior número de problemas, entre as que integraram a auditoria. Ali se constataram fortes indícios de 14 diferentes tipos de irregularidades, tendo os prejuízos alcançado cerca de R$ 53,8 milhões, decorrentes, principalmente, de deficiências no projeto executivo, serviços de terraplenagem superestimados, superfaturamento, pagamento por serviços não realizados, além de execução de serviços sem cobertura contratual. O valor total da obra, com os aditivos e reajustes decorrentes de prorrogações de prazo foi de R$ 356 milhões.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PR ameaça deixar base do governo Dilma

Segunda, 15 de agosto de 2011
Do Estadão 
Ex-ministro Alfredo Nascimento anunciará nesta terça a decisão sobre eventual saída

Vera Rosa - O Estado de S. Paulo
Alvo da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes, o PR ameaça agora sair da conflagrada base de apoio do governo no Congresso. A decisão será anunciada nesta terça-feira, em discurso do senador Alfredo Nasicmento (AM), que foi defenestrado dos Transportes na esteira das denúncias de corrupção e atualmente comanda o partido.

Leia a íntegra.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Alfreeedo!

Quinta, 4 de agosto de 2011
O ex-ministro do Transportes, Alfredo Nascimento, que reassumiu a cadeira de senador, fez um longo discurso ontem (3/8) na tribuna do Senado, de onde tentou explicar a corrupção dentro do seu ministério.

O que poderia ser visto como um ato nobre de falar sobre os seus pecados —e de seu grupo dentro do ministério—, se analisados alguns aspectos foi uma confissão de, no mínimo, incompetência, fraqueza e omissão próprias, além de coisas imperdoáveis para a Presidência da República. Além disso, muitas respostas do senador deixaram ainda mais dúvidas sobre o imbróglio nos Transportes.
 
Ele, o ministro, pouco falou sobre a corrupção envolvendo o ministério, em especial o Dnit e a Valec. Tentou tirar o couro da frente da chibata, alegando o que não poderia ser alegado. Tentou convencer que os escabrosos fatos denunciados pela mídia foram fatos ocorridos em período que ele estava afastado. Em sua defesa (?) afirmou que não gerenciou o orçamento de 2010, bem como não foi responsável pela elaboração do de 2011.
 
Como alegar isso, se ele era ministro desde o início do primeiro governo Lula, tendo se afastado apenas num curto período para se dedicar à sua campanha ao Senado? Estaria insinuando coisas contra o seu interino, o atual ministro Paulo Sérgio Passos? Um processo de corrupção como o denunciado não pode surgir da noite para o dia.

O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, já havia diagnosticado a situação no Ministério dos Transportes: era um caso grave em que a corrupção fazia parte do DNA do Dnit. Se fazia parte do DNA, seria coisa antiga. Se coisa antiga, já vinha desde a gestão de Nascimento no primeiro governo Lula. Sendo assim, não poderia ser do desconhecimento do ministro. E mais, se ao voltar de sua campanha eleitoral, já que descobriu as tramóias no ministério, qual a razão de não demitir os suspeitos e os responsáveis por tudo isso?
 
O pior é que o senador Nascimento sem querer (ou querendo?) dedurou o núcleo central do governo Dilma. Segundo o discurso no Senado, a ministra do Planejamento e a própria presidente foi informada da questão.
 
Se a presidente tomou conhecimento dos problemas, por que não fez a faxina de imediato, deixando para fazê-la apenas empurrada pelas denúncias da imprensa quando colocou os podres dos Transportes para fora?
 
Uma coisa é certa. O senador Nascimento pouco ou nada acrescentou para o esclarecimento dos rumorosos, e bilionários, casos de corrupção dentro do Ministério dos Transportes. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

P-SOL protocola representação contra Alfredo Nascimento no Senado

Quinta, 7 de julho de 2011
Mariana Jungman
Repórter da Agência Brasil
O P-SOL protocolou hoje (7) representação contra o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para que seja investigado no Conselho de Ética do Senado pelas denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes.

Até ontem (6), Nascimento era ministro e pediu demissão do cargo em função do escândalo envolvendo a cúpula do ministério e o aumento do patrimônio de seu filho nos últimos dois anos. As suspeitas são de fraude e direcionamento em licitações, principalmente no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “Se o senhor Alfredo Nascimento não serve para ser ministro, também não serve para ser senador e fiscalizar os atos do Poder Executivo”, disse a senadora Marinor Brito (P-SOL-PA).

O senador Randolfe Rodrigues (P-SOL-AP) defende que o ex-ministro apresente sua defesa ao Conselho de Ética e não ao plenário do Senado, como chegou a ser cogitado por alguns aliados de Nascimento. “Se há quebra de decoro, a instituição que deve investigar é o Conselho de Ética. O plenário não é o local para o contraditório”, declarou.

A representação do P-SOL não pede a cassação do mandato de Alfredo Nascimento, apenas a abertura de investigação para apresentação de provas de defesa e acusação e a oitiva dos envolvidos nas denúncias divulgadas ela imprensa. Segundo o senador Randolfe Rodrigues, apenas após a conclusão dessas investigações é que o Conselho de Ética deverá decidir se pede ou não a cassação do senador amazonense.
Ele disse também que não há um prazo determinado para o processo transcorrer, caso a representação seja aceita pelo conselho. Contudo, considera que o prazo de 90 dias usado pelas comissões de inquérito é “razoável”.

Apesar de ainda não ter comparecido no Senado, o retorno de Alfredo Nascimento à Casa é automático. Como o decreto sobre a sua exoneração do cargo de ministro dos Transportes foi publicado hoje, ele voltou a ser senador a partir desta data. O seu suplente, João Pedro (PT-AM) já deixou o gabinete. O mandato de Nascimento vai até janeiro de 2015.

Fonte: Agência Brasil