“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 9 de maio de 2026

Cuba não está sozinha: contra o cerco imperialista, a solidariedade dos povos – Artigo de Deborah Cavalcante, Secretária de Relações Internacionais do PSOL

Sábado, 9 de maio de 2026

Cuba não está sozinha: contra o cerco imperialista, a solidariedade dos povos – Artigo de Deborah Cavalcante, Secretária de Relações Internacionais do PSOL

Por Deborah Cavalcante, Secretária de Relações Internacionais do PSOL

Há momentos na história em que o silêncio se torna cumplicidade. O que se impõe hoje sobre Cuba não é apenas uma crise econômica, é um cerco deliberado, sistemático e cada vez mais agressivo, que busca dobrar um povo pela escassez e pelo cansaço. Em último caso, se não for possível colocar os cubanos de joelhos, Donald Trump aciona a retórica da guerra para colocar na mesa a hipótese de uma ofensiva militar ainda em 2026.

A recente escalada na agressividade contra a ilha é uma expressão cruel do imperialismo norte-americano, que agora se combina também com a política de uma extrema direita neofascista que transforma a violência em instrumento vil contemporâneo.

É verdade que já são décadas de embargo contra a ilha, embora agora não estejamos diante de uma mera continuidade histórica. Trata-se do sistema de medidas coercitivas unilaterais mais abrangente, completo e prolongado que se impôs contra qualquer país na história.

sábado, 14 de março de 2026

ERIKA HILTON É A PRIMEIRA MULHER TRANS A PRESIDIR A COMISSÃO DA MULHER DA CÂMARA FEDERAL

Sábado, 14 de março de 2026

Erika Hilton — Foto de Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

ERIKA HILTON É A PRIMEIRA MULHER TRANS A PRESIDIR A COMISSÃO DA MULHER


https://www.gamalivre.com.br/2026/03/erika-hilton-e-primeira-mulher-trans.html


Na última quarta-feira (11), a nossa deputada federal Erika Hilton foi eleita a nova presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara. Esse é um momento histórico na luta pela inclusão de mulheres trans na política. https://tinyurl.com/mvjth6jm

 

ERIKA HILTON PROCESSA RATINHO E SBT POR TRANSFOBIA

Erika Hilton pediu ao Ministério Público Federal que investigue o Ratinho e o SBT por falas transfóbicas feitas pelo apresentador ao comentar a eleição da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. https://tinyurl.com/zxk7zmpz

 

CÂMARA APROVA PROJETO DE FERNANDA MELCHIONNA QUE PREVÊ USO DE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA PRA AGRESSOR DE MULHER

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o projeto da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) em coautoria com Marcos Tavares (PDT-RJ), que permite ao juiz determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco para a mulher em casos de violência doméstica. https://tinyurl.com/bdw9bxdp

terça-feira, 16 de julho de 2019

Veja programação do 4º Encontro Nacional Ecossocialista que acontecerá no Gama nos dias 27 e 28 de julho

Terça, 16 de julho de 2019


Dê um clique nas imagens abaixo para melhor visualizá-las


Veja localização do Espaço de Ideias em que o 4º Encontro será realizado


Sábado 
27/julho
Atividades
08h30 - 10h00
Café da manhã e acolhida
Garantia de inscrição para quem não tiver se inscrito, com formulário impresso.
10h00 - 11h00
Saudações de parlamentares, movimentos sociais e coletivos
11h00 - 13h00
Mesa 1 - Análise de Conjuntura: Desmonte ambiental do governo Bolsonaro
Análise de conjuntura com ênfase no desmonte ambiental do governo Bolsonaro e as perspectivas de resistência ecossocialista.
Renato Cinco (PSOL), Marta Tipuici (Juruena Vivo), Maré Socioambiental, ASEMA (a) ASIBAMA (b), Letícia (DF)
13h00 - 14h00
Almoço
14h00 - 16h00
Mesa 2 - Ecofeminismo e bem viver no Campo, Cidade e Floresta
Mesa com os parceiros indígenas, quilombolas e ribeirinhos da luta ecossocialista e das camaradas mulheres da Setorial Nacional Ecossocialista.
Toninha Dias (MA), , Jacqueline P. (PR), Ativista do Bem Viver (DF)
16h30 - 18h30
Mesa 3 - Café Mundial
Metodologia que permite que vários temas sejam debatidos num curto período de tempo e que haja encaminhamentos programáticos.
Facilitador: T.A. (DF) - 5 temas: Água, Terra, Clima, Energia, Biodiversidade
18h30 - 19h30
Jantar
19h30 - 21h30
Mesa 4 - Informes gerais das regionais da Setorial Nacional
Informes gerais das Setoriais, sobre a luta nos estados, a periodicidade de reuniões, as perspectivas de construção, os movimentos que são aliados, entre outras questões.
Domingo
28/julho
08h30 - 10h00
Café da manhã
10h00 - 13h00
Mesa 5 - Encaminhamentos e Organizativo da Setorial Nacional
Segunda mesa de conclusão do Encontro, com foco na organização interna da Setorial Nacional, em resoluções políticas
(GT de Cidades do PSOL, Resoluções políticas do último D.N., Greve Geral pelo Clima, Censo Ecossocialista,
Carta de Brasíla, com resoluções do Encontro, calendário de lutas, formação de GT's.
13h00 - 14h00
Almoço
14h00 - 17h00
Jornada Ecossocialista - Trampolim - Vivências em diálogo com experiências/resistências territoriais
Atividade aberta a não filiados que visa traçar uma relação entre lutas territoriais da Setorial Nacional, com troca de experiências a partir de uma vivência no Distrito Federal.

Saiba mais acessando: 

IV Encontro Nacional Ecossocialista do PSOL acontece em julho no Gama (DF)

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Nota do Psol em defesa da soberania da Venezuela

Domingo, 24 de fevereiro de 2019



1.     A autoproclamação do direitista Juan Guaidó como presidente da Venezuela, num golpe liderado por Trump, para abrir caminho a uma intervenção direta no país vizinho, colocou a América Latina como centro de tensão da situação global. Ao operar diretamente essa política, o imperialismo ianque mais uma vez age fortemente em “seu quintal”. Essa mudança na política dos EUA foi possível devido ao sucesso de Bolsonaro no Brasil e Duque na Colômbia. Sem esses suportes fundamentais, a situação seria diferente.

2.     Depois de inúmeras tentativas fracassadas de intervenções do imperialismo na Venezuela no ano passado, o governo Trump articula e fortalece um boicote econômico criminoso que apenas penaliza ainda mais o povo venezuelano que vive uma crise econômica, política e social já alguns anos. O crescimento do movimento de migração, as violentas manifestações de rua (“guarimbas”) como as que ocorreram em 2016-2017 e a eleição dos governos de extrema direita na América do Sul colocaram os EUA numa nova ofensiva contra o país.

3.     A posse de Nicolás Maduro, no dia 10 de Janeiro de 2019, logo dias depois da posse de Bolsonaro fortaleceu o plano estadunidense de apoio aos grupos da direita venezuelana, como a Mesa de Unidade Democrática (MUD), a não reconhecer o presidente eleito. Neste contexto o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, no dia 23 de janeiro, Juan Guaidó (Vontade Popular), se autoproclamou presidente da Venezuela, sendo reconhecido imediatamente pelos governos de Donald Trump (EUA), Iván Duque (Colômbia) e Jair Bolsonaro (Brasil), bem como pelos governos de Paraguai, Peru, Canadá, Equador, Chile e Argentina.

4.     A ameaça de intervenção militar deixa evidente que o que está em curso não é uma operação em “defesa da democracia” ou uma ação militar “humanitária”, tal como quer nos fazer crer o governo dos EUA e o “Grupo de Lima”. A “defesa da democracia” é contraditória com a imposição de um presidente não eleito e o chamado à “rebelião militar”, da mesma forma que as sanções econômicas impostas à Venezuela são contraditórias com a “ajuda humanitária”. Como um fantoche do governo dos Estados Unidos, tropas colombianas e brasileiras vão para as fronteiras com a Venezuela neste sábado, 23 de fevereiro, levar suposta “ajuda humanitária”, porém, com um nítido objetivo de provocar um conflito. O que realmente está em curso é a tentativa de uma intervenção militar externa combinada com uma ação golpista desde dentro, visando retomar o controle do país.

5.     O verdadeiro interesse dos EUA em consonância a oposição de direita é se apropriar das riquezas da Venezuela e restaurar o neoliberalismo no país, impondo uma dura derrota, sangrenta se necessária, à luta do povo venezuelano que insiste em decidir seu próprio destino. Nunca é demais recordar que a Venezuela detém as maiores jazidas petrolíferas do planeta, superando inclusive a Arábia Saudita. Enquanto Arábia Saudita detém reservas com a cifra de 267 bilhões de barris de petróleo e uma participação mundial de 15,7%, a Venezuela já conta com 298,3 bilhões de barris, com uma participação mundial de 17,5%. Sem dúvida, uma intervenção vitoriosa na Venezuela abrirá caminho para novos retrocessos em toda a América Latina, subordinando direta e definitivamente nosso continente aos interesses dos EUA. Ao mesmo tempo, significará o fortalecimento de governos reacionários a autoritários afeitos a atacar os movimentos sociais e os setores mais explorados e oprimidos da sociedade.

6.     Frente a isso, o PSOL vem publicamente se opor a qualquer ingerência externa nos assuntos da Venezuela. Somos absolutamente contrários à interferência do governo Bolsonaro nos assuntos venezuelanos e qualquer agressão política ou militar contra a soberania da Venezuela. Ao mesmo tempo, repudiamos as sanções econômicas impostas pelos EUA e seus sócios ao país, bem como uma possível intervenção militar externa ou mesmo um golpe militar. Frente a gravíssima situação da Venezuela é urgente que os povos latino-americanos nos unamos em solidariedade ao povo venezuelano e exijamos que os governos da região rejeitem qualquer acordo com Donald Trump, seja apoiando a farsa da campanha de “ajuda humanitária”, a retórica de “defesa da democracia”, ou qualquer cessão de territórios, bases ou operações militares que signifiquem medidas de guerra contra a Venezuela. Rejeitamos qualquer saída ou superação da crise que signifique uma ameaça à paz ou fora dos marcos democráticos e constitucionais da Venezuela e apoiamos o povo venezuelano que luta e resiste ao golpe imperialista.

7.     Neste sentido repudiamos de maneira contundente as provocações do governo brasileiro nas fronteiras da Venezuela, inclusive incitando conflito e violência, simplesmente sendo transmissor automático do imperialismo de Trump. Por fim, conclamamos todas as organizações de esquerda e movimentos sociais a formarem comitês em defesa da soberania da Venezuela e de solidariedade ao povo de Simon Bolívar, o “Libertador”.
#TrumpHandsOffVenezuela

#HandsOffVenezuela

#TrumpManosFueraDeVenezuela

#TrumpForaDaVenezuela

Executiva Nacional do PSOL
São Paulo, 23 de abril de 2019