Quarta, 29 de novembro de 2017
O poder de algumas empresas de engenharia cresceu durante o rompimento da democracia.
Por Marco Weissheime - Sul 21 / Brasil de Fato - Foto: Memórias Reveladas
e Portal ContextoExato
Os grupos que saem às ruas, hoje, vestidos de verde e amarelo, pedindo
uma nova intervenção militar no Brasil, afirmam, entre outras coisas,
que na época da ditadura não havia corrupção, desvio de recursos
públicos e práticas desse tipo. Essa tese é desmontada pelo historiador
Pedro Henrique Campos, professor do Departamento de História e Relações
Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em seu
livro “Estranhas Catedrais: As empreiteiras brasileiras e a ditadura
civil-militar, 1964, 1988” (Eduff), resultado da tese de doutorado
defendida na Universidade Federal Fluminense, em 2012. Em sua pesquisa, o
historiador mostra como o poder de algumas empresas de engenharia
cresceu durante a ditadura em um ambiente sem liberdade de imprensa, sem
órgãos de controle e fiscalização e sem participação da sociedade sobre
as decisões do Estado.
Em entrevista ao Sul21, Pedro Henrique Campos fala sobre a sua pesquisa que expõe as fragilidades da tese acerca da existência de um suposto paraíso ético que no período da ditadura civil militar. “O que eu verifiquei na minha pesquisa é justamente o oposto a essa ideia de que, na ditadura, não houve corrupção ou houve menos corrupção. Na ditadura, tivemos um cenário ideal para práticas ilegais e para essas grandes empreiteiras deitarem e rolarem com recursos públicos”, diz o historiador que esteve em Porto Alegre na semana passada, participando de um debate sobre os empresários e a face civil da ditadura, promovido pelo Laboratório de Estudos Sobre os Usos Políticos do Passado (LUPPA).
Em entrevista ao Sul21, Pedro Henrique Campos fala sobre a sua pesquisa que expõe as fragilidades da tese acerca da existência de um suposto paraíso ético que no período da ditadura civil militar. “O que eu verifiquei na minha pesquisa é justamente o oposto a essa ideia de que, na ditadura, não houve corrupção ou houve menos corrupção. Na ditadura, tivemos um cenário ideal para práticas ilegais e para essas grandes empreiteiras deitarem e rolarem com recursos públicos”, diz o historiador que esteve em Porto Alegre na semana passada, participando de um debate sobre os empresários e a face civil da ditadura, promovido pelo Laboratório de Estudos Sobre os Usos Políticos do Passado (LUPPA).
