Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador campinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campinas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MP consegue da Justiça quebra do sigilo bancário do ex-prefeito de Campinas

Terça, 28 de fevereiro de 2012
Do MP São Paulo
A Justiça concedeu liminar ao Ministério Público e decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos, do ex-secretário municipal de Negócios Jurídicos Carlos Henrique Pinto, do ex-secretário municipal de Saúde José Francisco Kerr Saraiva, e de diretores da Ação Artística Para o Desenvolvimento Comunitário (ACADEC) em razão de irregularidades no convênio firmado entre o Município de Campinas e a entidade conveniada ao programa DST/AIDS.
A liminar foi requerida em ação civil movida pela Prefeitura de Campinas e pelo Ministério Público depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou  irregular o convênio firmado em 2007 pela Prefeitura, quando era prefeito Hélio de Oliveira Santos, afastado do cargo no final do ano passado por decisão da Câmara Municipal de Campinas após irregularidades na gestão apontadas em investigação do MP.
A partir da decisão do TCE, a Prefeitura realizou uma auditoria no convênio, detectando uma série de irregularidades no convênio, pelo qual o Município repassou R$ 3,9 milhões à ACADEC. Desse total, apenas 8,5% puderam ser auditados por inexistirem recibos, notas fiscais e outros documentos que comprovassem a origem das despesas, o que demonstrou omissão do Departamento Organizacional na fiscalização na execução do convênio, cujo valor atualizado chega R$ 7 milhões.
A auditoria também verificou o pagamento em pecúnia e a utilização de cartão de crédito, quando os pagamentos deveriam ser feitos por meio de cheques. Apontou, ainda, que os recursos passados para a Acadec foram utilizados para finalidades diversas daquelas previstas no convênio, como pagamento de reformas/adaptação de prédio ocupado por entidade estranha ao convênio; fretamento de ônibus para viagem; compra de semijóias; participação em congresso; aquisição de aparelho de televisão; empréstimo à Vigilância Sanitária para participação em evento em Brasília; abastecimento de veículo; recarga de cartão de celular; passagem e hospedagem de servidor do Ministério da Saúde para acompanhar audiência pública sobre Lei das Antenas; aquisição de sete portas de jequitibá rosa e colocação de cinco portas, sem a indicação de onde foram colocadas; instalação de fiação elétrica e novos ramais do PABX do Programa Municipal DST/AIDS; compra de aparelho celular; e despesas com bombons, biscoitos, pastilhas, bolos, chips, croissants, pães de queijo, sucos, geleias e refrigerantes. Também foi constatada a existência de outros gastos para os quais não há sequer a discriminação do serviço prestado.
A auditoria verificou a ocorrência de saques total ou parcial dos recursos do convênio sem considerar o cronograma físico-financeiro de execução do objeto conveniado, transferência de recursos da conta corrente específica para outras contas bancárias, aceitação de notas fiscais sem identificação no número do convênio e notas fiscais em nome de terceiros estranhos à relação conveniada, dentre outras irregularidades.
“Em suma, a Auditoria constatou que na prestação de contas foram admitidas excrecências e prodigalidades incompatíveis com o emprego adequado de verba pública”, diz o promotor de Justiça Geraldo Navarros Cabañas na ação, na qual o MP ingressou como litisconsorte ativo e pediu a inclusão, como réus, do ex-prefeito, dos dois ex-secretários municipais e dos dois administradores da ACADEC, Felix Antônio Del Cid Nuñes e Ricardo Alexandre Pontes. Já eram réus na ação os funcionários públicos Maria Cecília Brandt Piovesan, Pedro Humberto dos Santos Scavariello, Maria Cristina Feijó Januzzi Ilário, que atuam no gerenciamento do convênio, e a própria ACADEC.
O MP pediu, ainda, a quebra dos sigilos bancário e fiscal e o bloqueio de bens de todos os envolvidos, a fim de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos em caso de futura condenação. O juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, concedeu a liminar decretando a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-prefeito, dos dois ex-secretários e dos demais réus no período da vigência do contrato, de agosto de 2007 a março de 2008, “para que se permita averiguar a destinação dos recursos públicos envolvidos na execução dos convênios”. A decisão também decretou o bloqueio dos ativos financeiros e dos bens imóveis em nome de Felix Antônio Del Cid Nuñes e Ricardo Alexandre Pontes, sócios da ACADEC.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vereadores cassam mandato de 2º prefeito de Campinas em 4 meses

Quinta, 22 de dezembro de 2011
Da "Folha de S. Paulo"

Marília Rocha, de Campinas

A Câmara Municipal de Campinas (SP) cassou o mandato do prefeito Demétrio Vilagra (PT) na noite desta quarta-feira. É o segundo prefeito da cidade cassado em quatro meses.

O impeachment foi aprovado por 29 votos a 4. Diferentemente da cassação de Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), em 20 de agosto, não houve comemoração no plenário, mas gritos de "golpistas" e "covardes". Eram aliados do petista dirigindo-se aos vereadores.

O petista foi alvo de uma comissão processante que o acusou de quebra de decoro por considerar que ele integrou um esquema de corrupção, inclusive nas seis vezes em que assumiu interinamente a prefeitura, enquanto era vice de Dr. Hélio.

A comissão contra Vilagra foi motivada por uma investigação do Ministério Público, que o acusou de receber R$ 20 mil em propina no suposto esquema. Ele nega.

Em sua defesa, o petista fez propaganda de ações que realizou nos quatro meses em que esteve à frente da administração e disse que a investigação não apresentou nenhuma prova contra ele.

"Essa é uma investigação cheia de falhas. Sou vítima de interesses pessoais, de briga eleitoral", disse Vilagra. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Câmara de Campinas (SP) começa a julgar hoje impeachment do prefeito

Terça, 20 de dezembro de 2011
Do Estadão

Empossado após a queda do ex-prefeito Dr. Hélio, Demétrio Vilagra (PT) é acusado de participar de suposto esquema de corrupção na empresa municipal de saneamento

Tatiana Fávaro
CAMPINAS - A Comissão Processante da Câmara de Campinas, responsável pela apuração de suposto envolvimento do prefeito Demétrio Vilagra (PT) em esquema de corrupção na Sanasa, a empresa municipal de saneamento, abre nesta terça-feira, 20, a sessão de julgamento do petista. Na última sexta, 16, a comissão anunciou que acatou denúncia do vereador Valdir Terrazan (PSDB) e decidiu pedir a cassação do petista.Leia mais.

sábado, 20 de agosto de 2011

Câmara de Campinas cassa o mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos

Sábado, 20 de agosto de 2011
Da Agência Brasil
Vinicius Konchinski - Repórter

São Paulo – A Câmara Municipal de Campinas decidiu, na madrugada de hoje (20), cassar o mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos, do PDT. Em sessão que durou mais de 44 horas, 32 vereadores votaram pela cassação e apenas um foi contra: Sérgio Benassi (PCdoB).

Os vereadores entenderam que o prefeito Hélio de Oliveira Santos está envolvido nas fraudes descobertas em contratos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa), em irregularidades em loteamentos imobiliários e em ilegalidades no modelo de operação das antenas de celulares da cidade. Todos esses casos estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP).

Ao final da sessão, por volta das 5h, o presidente da Câmara, Pedro Serafim Junior (PDT), assinou o decreto que afastou o prefeito e nomeou o vice-prefeito, Demétrio Villagra, do PT. “Não estou feliz com o que aconteceu, porque isso não se faz com ninguém. Mas tenho confiança de que a cidade vai se recuperar”, disse Serafim Junior, de acordo com comunicado da Câmara. "Campinas é muito maior que essa crise.”

domingo, 19 de junho de 2011

Época: Do Pantanal para Campinas

Domingo, 19 de junho de 2011
Da revista Época
No escândalo que abala a maior cidade do interior de São Paulo, os investigadores descobriram indícios de que o esquema de fraudes com contratos de publicidade voltou a se repetir


O escândalo do mensalão em 2005 mostrou como os contratos públicos de publicidade viraram um dos canais preferidos dos políticos para superfaturar serviços, desviar dinheiro para campanhas eleitorais e, no meio do caminho, também enriquecer alguns espertalhões. O lobista mineiro Marcos Valério, operador do mensalão, tornou-se o símbolo da corrupção nessa área. O valerioduto, pelo qual as verbas de publicidade oficial eram drenadas para a compra de apoios políticos e caixa dois de campanhas, foi primeiro implantado por ele em Minas Gerais, durante um governo do PSDB, e depois foi reproduzido em escala federal pelo PT.

Valério pode ser considerado uma espécie de massificador da tecnologia de corrupção nos contratos publicitários, mas não foi propriamente um inovador. Antes que seu valerioduto fosse replicado e ampliado pelos petistas, fraudes semelhantes eram cometidas em outros Estados. O desmantelamento da quadrilha do mensalão, há mais de cinco anos, também parece não ter inibido a proliferação de tais esquemas em vários níveis da administração pública.

Há quase um mês, o Ministério Público (MP) de São Paulo desbaratou em Campinas, uma das mais ricas cidades do interior paulista, uma rede de corrupção na administração municipal. Um dos principais focos das fraudes eram as licitações feitas pela Sanasa, a empresa pública de saneamento da cidade. Segundo o MP, Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do prefeito Dr. Hélio (PDT), no cargo há dois mandatos, alguns secretários municipais e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), definiam as empresas que venciam as licitações e cobravam uma porcentagem sobre o dinheiro que a Sanasa pagava pelos serviços prestados. O total desviado chega a R$ 615 milhões. Há indícios de que o esquema tenha enriquecido ilicitamente os envolvidos e abastecido o caixa dois de campanhas políticas.

O PT foi um dos grandes fiadores da eleição de Dr. Hélio em Campinas e compõe o governo desde seu primeiro mandato, iniciado em 2005. Tão logo os resultados da investigação do Ministério Público tornaram-se públicos, o ex-ministro José Dirceu, descrito como chefe de organização criminosa no processo do mensalão que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), correu a Campinas na tentativa de avaliar os estragos e reduzir os danos. “Lula e José Dirceu são solidários comigo”, disse Dr. Hélio, numa entrevista publicada na semana passada. O nome de Lula já havia sido citado em meio ao escândalo campineiro por causa do pedido de prisão feito pelo MP contra o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo próximo dele. Uma testemunha ouvida pelos promotores afirmou ter participado de uma conversa em que os envolvidos na corrupção diziam que Bumlai também faria parte do esquema de pagamento de propina das obras da Sanasa. Ao ser ouvido pelo MP, Bumlai negou as acusações. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vice-prefeito de Campinas alegava dívida de campanha para cobrar propina

Quinta, 26 de maio de 2011
Deu em O Estado de S. Paulo
Acusação consta de declaração à polícia de empresários da cidade, em audiência na qual reconstituíram suposta abordagem do petista

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

Demétrio Vilagra (PT), vice-prefeito de Campinas, foragido da Justiça desde sexta-feira sob acusação de integrar organização criminosa para fraudes em licitações, pediu propina a empresários da cidade alegando que o dinheiro seria destinado ao "pagamento de dívidas de campanha". A acusação consta de declaração formal à Polícia e ao Ministério Público, feita em audiência fechada, na terça-feira.

Alfredo Ferreira Antunes e seu filho, Augusto, donos da Global, empresa de jardinagem, reconstituíram como teria sido a abordagem do petista. "Em certa ocasião encontrei-me com o Demétrio num churrasco que estava sendo realizado no barracão da minha empresa e ele me pediu um dinheiro para pagamento de dívidas. Segundo o Demétrio eram dívidas de campanha", afirmou Alfredo.

Vilagra foi eleito em 2008 vice-prefeito na chapa de Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), prefeito de Campinas e amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

Leia mais.