Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 26 de maio de 2018

Vamos ajudar Mateus. Se depender só do governo, ele pode morrer

Sábado, 26 de maio de 2018
A mãe do pequeno com ajuda do Metrópoles quer arrecadar R$ 100 mil para pagar o tratamento do filho na rede privada

                                                                         IMAGEM CEDIDA AO METRÓPOLES

Do Metrópoles
Fernando Caixeta

A cada dia que passa, Larissa Ferreira da Silva, de 21 anos, vê o estado de saúde do filho piorar. O recém-nascido tem uma malformação cardíaca e a mãe perdeu as esperanças de conseguir a cirurgia para o menino pela Secretaria de Saúde. Agora, ela tenta com ajuda do Metrópoles arrecadar R$ 100 mil para pagar o tratamento do filho na rede privada.

Mateus nasceu no último dia 17 e precisa de um cateterismo e cirurgia de urgência. O defensor público que representa a família conseguiu uma ordem judicial obrigando o DF a providenciar o transferência para o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) ou arcar com os custos na rede privada. Quase 10 dias depois, o recém-nascido segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sobradinho (HRS), onde sobrevive com auxílio de aparelhos e fortes medicações.

Segundo Larissa, de ontem para hoje, Mateus piorou. “Tiraram um dos aparelhos e ele reagiu mal. A Defensoria está tentando obrigar o GDF a fazer a transferência de alguma forma, mas eles disseram que essa burocracia pode demorar até 48 horas. Nós não temos esse tempo”, diz.

Além do recém-nascido, Larissa é mãe de um menino de 2 anos e precisa se revezar no cuidado do filho mais velho e acompanhar o caçula na UTI. Moradora de Planaltina, ela está desempregada e não consegue arcar com os custos da cirurgia em um hospital particular.

“Se a gente tentar o tratamento por fora, não tem problema para conseguir leito. Os hospitais particulares dizem que não tem como transferir, mas sabemos que é porque o governo não paga e, por isso, não querem receber pacientes do SUS”, critica.

Nos primeiros momentos de vida, Mateus não apresentou os sintomas que hoje complicam o estado de saúde dele. O menino chorou ao nascer, estava corado e conseguiu mamar. Também não tinha problemas com as necessidades fisiológicas. “Mas há alguns dias ele não consegue fazer xixi nem cocô. As medicações são muito fortes, já estão deixando de fazer efeito e não podem aumentar a dose, porque já está no máximo que ele aguenta”, diz.

Outro lado
A Secretaria de Saúde informou que o menino está inscrito para cirurgia cardíaca e internação em UTI, caso seja liberada vaga para o procedimento no Instituto de Cardiologia. “A Central de Regulação mantém ativas as buscas junto ao ICDF para o paciente ser atendido o mais rapidamente possível”, destacou a pasta.

Em nota o ICDF informou que dispõe de oito leitos de UTI Cardiopediátrica regulados para atendimento da Secretaria de Saúde do DF e realiza em média 18 procedimentos por mês.

“A gestão da fila de pacientes internados em UTI que necessitam desse tipo de tratamento é de responsabilidade da própria Secretaria de Saúde, através da Regulação de Leitos de UTI, que encaminha os pacientes assim que informados da disponibilidade e que, no momento, não há disponibilidade nos leitos”, destacou o instituto, em nota.

Como ajudar
As doações podem ser feitas diretamente na conta ou pelo telefone da mãe de Mateus.
Beneficiária: Larissa Ferreira da Silva
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0973 013
Conta Poupança: 00083082-0
Contato: (61) 99678-4369

sábado, 16 de dezembro de 2017

DENÚNCIA - A verdadeira face dos institutos. O futuro sombrio do Hospital de Base

Sábado, 16 de dezembro de 2017


16/12/2017Por SindSaúde DF
Transplantes e procedimentos cardíacos ameaçados em mais um CALOTE do Rollemberg

O Instituto de Cardiologia do DF cobra uma dívida milionária do Governo do Distrito Federal e ameaça paralisar transplantes e todos os procedimentos cardíacos realizados na entidade terceirizada (veja documentos abaixo).

É mais um capítulo do filme de horror vivido na saúde pública do DF. Num cenário macabro onde incompetência e descaso se misturam condenando os pacientes à morte por omissão e negligência dos gestores e dos órgãos fiscalizadores, que fecham os olhos à toda a barbarie cometida contra a população.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Seria só incompetência ou . . .? Responda quem quiser. MPDFT pede explicações sobre uso de recursos orçamentários na Secretaria de Saúde. R$323 milhões não foram usados pelo governo Rollemberg

Segunda, 4 de dezembro de 2017
Comentário do Gama Livre: E depois vem o governo Rollemberg e deixa, por exemplo, o caos se instalar em hospitais como o Regional do Gama (HRG). São MILHÕES E MILHÕES que não foram usados em benefício dos usuários do sistema público de saúde do DF. 

Quem quiser que acredite que isso é apenas incompetência.


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Do MPDF

A procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Maria Rosynete de Oliveira, e a titular da 3ª Promotoria de Defesa da Saúde, promotora de Justiça Fernanda da Cunha Moraes, reuniram-se na última quinta-feira, 30 de novembro, com o secretário de Saúde do DF (SES/DF), Humberto Fonseca, e com o diretor executivo do Fundo de Saúde do DF (FSDF), coronel João Carlos de Aguiar Nascimento. No encontro, a procuradora pediu explicações sobre a baixa execução orçamentária na área da saúde no exercício de 2017, constatado pelo Núcleo de Assessoramento Técnico de Orçamento da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (NUO/PDDC) na Nota Técnica nº 61/2017.


O MPDFT questiona a não utilização dos recursos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), cuja soma chega a R$ 323 milhões. Esses valores estão depositados em conta do Fundo de Saúde do DF e à disposição para uso imediato. Desse valor, cerca de 177 milhões de reais, equivalente a 18% do repasse federal deste ano, ainda não foram utilizados. Essa quantia está destinada a gastos com material de consumo e outras despesas correntes. Além disso, ainda estão disponíveis mais de R$ 36 milhões do valor total do SUS que deveriam ter sido investidos em obras e instalações, compra de equipamentos e de materiais. Ademais, existem atualmente cinco convênios firmados pelo Fundo de Saúde do DF com o Ministério de Saúde, somando um valor global de R$ 170 milhões, e que estão com a execução suspensa em razão de pendências a serem sanadas pelo Distrito Federal, como no caso da construção do Hospital Oncológico de Brasília.


“Do total de R$ 7 bilhões destinados para 2017 (cerca de R$ 1 bilhão é oriundo do SUS), 323 milhões ainda não foram utilizados. Precisamos entender o porquê dessa situação”, questionou a procuradora distrital. Segundo ela, a Secretaria de Saúde possui a maior parcela do orçamento do GDF e o que se verifica é uma sobra significativa desses recursos para uso no prazo de apenas um mês, até o final do ano. O MPDFT alerta para a necessária e correta utilização dos valores que estão disponíveis para execução pelo Fundo de Saúde do DF, uma vez que o sistema de saúde do DF segue em situação precária.


O secretário de saúde e o diretor executivo do FSDF reconheceram a existência dos valores apresentados e informaram que irão se esforçar para que o saldo existente seja executado até o término do exercício de 2017. Eles ainda se comprometeram, até o dia 31 de janeiro de 2018, a melhorar a transparência das informações constantes nas páginas do Fundo de Saúde do DF, notadamente quanto aos dados de reconhecimento de dívidas e pagamentos, e também nas páginas do Conselho de Saúde.


Participaram também da reunião na sede do MPDFT a presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), Lourdes Cabral Piantino; Viviane Guerra Nunes, do FSDF; João Pedro Pires, da Procuradoria-Geral do DF; Helvecio Ferreira da Silva e Ademir Miranda Junior, da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF); Domingos de Brito Filho, da CSDF; e integrantes do NUO/PDDC.


Clique aqui para ter acesso à Nota Técnica nº 61/2017.


Sobre o Núcleo de Assessoramento Técnico de Orçamento

Criado em 2014, com o objetivo de assessorar as Procuradorias e Promotorias de Justiça do MPDFT sobre o tema orçamento do DF, especialmente nas áreas de saúde e educação, NUO/PDDC também monitora e acompanha a elaboração e aprovação dos projetos de lei do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias, da Lei Orçamentária Anual e de outros atos normativos relativos ao orçamento distrital. A PDDC atua na defesa dos direitos constitucionais do cidadão, com vistas a garantir o seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos prestadores de serviços de relevância pública.



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Hospital Regional de Sobradinho e o desafio ao secretário de Saúde

Quarta, 29 de novembro de 2017
Hospital Regional de Sobradinho e o desafio ao secretário de Saúde
E aí Humberto Lucena? Mostre sua competência e tire o Hospital de Sobradinho da UTI

Do Portal ContextoExato
Por Edson Santos com internautas

No Hospital Regional de Sobradinho, a UTI que funcionou mesmo em períodos de maiores crises com 10 leitos, agora só dispõe de três leitos.


Falta equipo. Para quem não sabe o que é, o equipo é aquele caninho plástico que leva a medicação diretamente à veia de pacientes graves e que deveriam ser trocados a cada 48 horas, como não tem, vai ficando...


As bombas chamadas Hospira, que bombeiam o medicamento pelo equipo (que não tem), estão parando...


Faltou esparadrapos por duas semanas, falta micropore, os profissionais não realizam culturas há 2 anos. No laboratório que faz o exame de Bioquímica, foi trocado o aparelho, e agora só oferecem o produto de um aparelho velho que nem está mais lá.


Os colchões estão rasgados e já foram condenados pelo Núcleo de Infecção do hospital. Se um paciente contaminado morrer em um dos colchões rasgados, o próximo que ocupá-lo, corre o risco de ser contaminado também.


Será que estão forçando a terceirização?
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Do Gama Livre: 'Será que estão forçando a terceirização?'
😳😳😳😳😳😷😷😷😷

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ministério Público e GDF discutem execução orçamentária na área da saúde; convidado, Humberto Fonseca, secretário de Saúde, não compareceu😳😱

Quinta, 23 de novembro de 2017
O NUO/PDDC, Núcleo de Assessoramento Técnico de Orçamento da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão, quer compreender por que esse direito constitucional básico não está sendo atendido, apesar da existência de recursos”, afirmou Maria Rosynete.
Do MPDF

A procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Maria Rosynete de Oliveira, pediu ao GDF que explique a baixa execução orçamentária da Secretaria de Saúde do DF no exercício de 2017. O encontro foi realizado na sede do MPDFT com a presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), Lourdes Cabral Piantino, com a diretora executiva do Fundo de Saúde do DF (FSDF), Viviane Guerra Nunes, e com a titular da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, promotora de Justiça Fernanda de Paula Cunha Moraes. Integrantes do Núcleo de Assessoramento Técnico de Orçamento da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (NUO/PDDC) também participaram da reunião, na manhã desta quinta-feira, 23 de novembro.

sábado, 18 de novembro de 2017

Alto risco de contaminação no HRT. Até restos de cirurgias, sangue e secreções, ficam no corredor exalando fedor. Veja vídeo

Sábado, 18 de novembro de 2017


No corredor, com restos de cirurgias, o lixo fede. E fede muito. Tem que se tampar o nariz.

Jorge Vianna, vice-presidente do Sindate/DF (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem) gravou vídeo ontem pela manhã, sexta (17/11), mostrando caos e o altíssimo risco de contaminação/infecção no Hospital Regional de Taguatinga.

No corredor que fica entre as UTIs pediátrica e neonatal tem roupa suja,  lixo comum, lixo hospitalar, e até restos de cirurgias de partos, como placentas, as bolsas em que ficam os bebês quando na barriga das mulheres.  Muito sangue e secreções, materiais que podem contaminar o ambiente e, normalmente, provocar mortes. Caos gerado pela omissão do governo, que tem milhões para gastar em propaganda, mas não paga às prestadores de serviços de limpeza dos hospitais, o que forçou os empregados das empresas entrarem em greve. A culpa de quem é? Responda quem quiser!!!

E o resultado é esse que você pode ver no vídeo abaixo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Com fechamento da pediatria do Hospital do Gama, crianças precisam ser levadas ao Hmib

Quarta, 15 de novembro de 2017
“Sempre nos atenderam bem, com atenção. Eles e os enfermeiros não querem sair daqui, isso é coisa de quem administra”
 
Do Jornal de Brasília

A filha de Yasmin depende de sonda para se alimentar, e ela passa por transtornos para tentar conseguir atendimento. Foto: Breno Esaki
Matheus Venzi
Raphaella Sconetto
“Será que crianças vão ter que morrer para abrirem os olhos?”, desabafa a estudante Yasmin Carvalho, de 17 anos, moradora do Gama e mãe de Ana Julia, de quatro meses. A criança se alimenta por meio de sonda e precisa se consultar com o pediatra toda vez que o aparelho é movido ou danificado. O hospital mais próximo de casa é o Hospital Regional do Gama (HRG), mas a unidade completa sete meses sem atendimento pediátrico. A opção mais próxima fica a 33 km, no Hospital Materno Infantil (Hmib).

domingo, 12 de novembro de 2017

DF: Enquanto as autoridades estão flanando, paciente se desespera com o caos na saúde e puxa faca peixeira para servidor de posto de saúde; veja vídeo

Domingo, 12 de novembro de 2017


Fato aconteceu no Posto de Saúde nº 1 do Recanto das Emas

O caos é implantado pelo governo, que sucateia a saúde, e atabalhoadamente muda o modelo de atendimento do sistema público, mas quem paga o pato é o lado mais fraco: pacientes e servidores.

Aconteceu neste sábado (11/11) no Posto de Saúde nº 1 do Recanto das Emas. Paciente se irrita com a falta de atendimento por duas vezes seguidas, se estressa, perde a paciência, e parte, faca em punho, para atingir servidora do posto de saúde. E as autoridades do governo? Nem lá estavam. E nem estarão. Nunca estão, a não ser para criação de factoides, como aconteceu em fevereiro último com a farsa da reabertura do Pronto Atendimento Infantil do Hospital Regional do Gama que, menos de dois meses depois, foi fechado, e fechado está até o momento.

Veja no vídeo abaixo o desespero da paciente que, juntamente com a servidora quase esfaqueada, representam dois tipos de vítimas do caos na saúde pública do DF.

E as autoridades flanando por aí e fazendo discursos vazios!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O Ocaso da Vida pelo Descaso de Todos (O desabafo no Facebook de Kleber Nogueira de Campos, cirurgião torácico em Brasília)

Quinta, 9 de novembro de 2017

Foto: Brasília Capital

"Fiz ontem no Hospital de Base do DF, sem dúvida alguma, o ambulatório mais difícil de minha carreira cirúrgica. É como disse ontem aqui mesmo no FB: Está muito difícil e deprimente trabalhar na rede pública de saúde.

O que antes era fonte de enorme prazer, hoje, tornou-se uma cota de sacrifício para mim. É muito duro para um profissional como eu constatar e diagnosticar as aflições humanas, saber que tem conhecimento e competência para intervir, para ajudar as pessoas, para mudar a história natural de suas enfermidades, saber que é pago para ajudar as pessoas e, ainda assim, não ter como ajudá-las por deficiências logísticas do próprio sistema que o contratou. Somos pagos pra fazer e não fazemos porque nosso empregador não permite – tacitamente – que façamos.

Eis a situação surreal na qual encontra-se a maioria dos profissionais que, hoje, labuta na saúde pública brasileira. Somos, em última análise, instados - por normas administrativas e trabalhistas - a sermos cúmplices dum autêntico genocídio. Nós, cúmplices, e o restante da população, inclusive vocês, preclaros leitores, testemunhas. É inacreditável o desmanche que os caras vêm promovendo dolosamente na máquina pública desse país - enquanto o Ministério Público e nossas entidades médicas a tudo assistem, impassivos.

Dou-lhes alguns exemplos ocorridos nos meus dois últimos dias de trabalho no Hospital de Base do DF:

Recebemos quatro pacientes graves – em macas ou cadeiras de rodas – provenientes de hospitais regionais do DF cujas consultas sequer foram agendadas no nosso serviço. O desespero dos colegas da periferia chegou a esse ponto: simplesmente despejam os pacientes em cima da gente (do “hospital de referência') e “seja o que Deus quiser”.

Quis substituir a bala de oxigênio de um paciente grave, O2-dependente, que veio removido numa maca do Hospital Regional de Sobradinho para consulta conosco, mas não havia bala de oxigênio substituta disponível.

Constatei que uma paciente estava há seis meses, segundo os familiares, sendo tratada apenas com soro fisiológico venoso no Hospital de Brasilinha-GO, enquanto um câncer do esôfago cervical crescia e lhe invadia a traquéia, causando-lhe obstrução ventilatória. E que, mesmo queixando-se de dificuldade progressiva para deglutir, durante todo esse tempo, ela jamais havia sido submetida sequer a uma endoscopia digestiva diagnóstica.

Quis internar no PS do hospital um paciente grave que nos tinha sido encaminhado da UPA do Recanto das Emas, mas recebi o recado que o R1 (residente do primeiro ano) da cirurgia geral do PS se recusava a fazê-lo, em função de orientação que teria recebido de seu preceptor. Ainda bem que o problema foi resolvido antes que eu pudesse cruzar meus bigodes com esse jovem doutor.

Quis internar em nossa enfermaria um paciente crítico, com um câncer muito agressivo lhe obstruindo a veia cava superior, mas não havia vagas no andar.

Quis prescrever receitas médicas decentes, mas tivemos que improvisar, pois não havia formulário de receituário disponível no ambulatório. Quis imprimir a observação clínica na impressora, mas tão pouco havia tonner.

Constatei que um paciente no qual fizemos a ressecção de um enorme tumor de parede torácica, à frente do osso esterno, numa cirurgia longa e complexa, apenas cinco meses depois do procedimento, estava com metástases generalizadas em ambos os pulmões e, portanto, condenado a ter somente alguns poucos meses de vida; isso por não ter sido submetido a quimioterapia adjuvante (pós-operatória). Há vários meses – é preciso voltar a frisar - quimioterápicos essenciais estão em falta no principal hospital público da Capital Federal.

Na antessala do ambulatório, tivemos ainda que testemunhar a briga entre dois pacientes que aguardavam consulta conosco, que acabou por requerer intervenção da polícia. Foram às vias de fato dentro do hospital, numa gritaria e baixo nível terrível. Um dos acompanhantes foi levado para a delegacia. As pessoas, compreensivelmente, estão com os nervos à flor da pele.

Amanhã pretendíamos operar um câncer de pulmão, mas teremos que adiar mais uma vez a cirurgia do paciente, porque fomos informados que não teremos vaga de UTI para o pós-operatório (que é essencial).


Gostaríamos, alternativamente, de reoperar o esôfago de uma paciente obesa com enorme hérnia para-esofágica recidivada (na qual o estômago hernia para dentro do tórax), mas não poderemos porque não temos mais grampeadores gastro-intestinais (nem endoscópicos, nem para cirurgias abertas). A SES-DF simplesmente não os adquire, fazendo-nos retornar à década de 70.

Na sexta-feira gostaríamos de operar outros tantos pacientes que aguardam há semanas seus procedimentos, mas, por falta de anestesistas, não nos ofereceram salas cirúrgicas eletivas.

Escalados em procedimentos eletivos, para não vermos nossos salários cortados, teremos que registrar nosso ponto eletrônico mesmo assim, como se estivéssemos trabalhando, sem que tenhamos condições práticas de trabalhar. Ou seja, o ministro da Saúde não mentiu quando afirmou que “médicos brasileiros fingem que trabalham”; só esqueceu de dizer que é exatamente a incompetência dele e dos demais gestores da saúde pública do país que nos obriga a fazer isso.

Que tipo de medicina é essa que estamos praticando? Aonde é que vamos parar? Que tipo de médico estamos formando num sistema desses? Que tipo de profissional irá cuidar de nossos descendentes no futuro? Por que os cidadãos pagadores de impostos não se revoltam e vão para as ruas protestar (tendo às mãos instrumentos extraordinários de mobilização, como as redes sociais)? Como podemos trivializar assim a morte de nossos semelhantes? Até quando vamos tolerar passivamente esse descalabro? O que mais de absurdo precisa acontecer para que as pessoas deixem o sofá da sala e saiam às ruas em protesto? Essas e outras questões me atormentam dia sim, dia também, sem que eu consiga obter respostas minimamente satisfatórias – nem de mim, nem de ninguém.

Está muito triste ser médico no SUS."😶

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Caos na saúde do governo Rollemberg: MPDFT ajuíza ação de improbidade contra Humberto Fonseca, secretário de Saúde, por falta de equipamentos de ressonância magnética; há dois anos nenhum equipamento funciona na Secretaria. Absurdo!

Segunda, 16 de outubro de 2017

A subsecretária de Administração Geral, Marúcia Valença de Miranda, também é alvo da ação de improbidade ajuizada pelo MPDF


Humberto Fonseca

Do MPDF

SES não tem nenhum equipamento funcionando há mais de dois anos


A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) ajuizou, em 10 de outubro, ação de improbidade contra o secretário de Saúde e a subsecretária de Administração-Geral. Eles são acusados de não tomar medidas efetivas para a aquisição de equipamentos de ressonância magnética. Segundo a Prosus, entre 2015 a 2017, foram gastos R$ 18 milhões com a terceirização do serviço, devido à não aquisição dos aparelhos.


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requer, em liminar, que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) adote, no prazo máximo de 60 dias, todas as medidas cabíveis para adquirir e instalar, no mínimo, três aparelhos de ressonância magnética. Também pede que os agentes públicos sejam condenados a cinco anos de suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, multa de 100 vezes o valor da remuneração recebida e ressarcimento dos prejuízos causados ao Estado, além de danos morais.


Segundo a promotora de Justiça Marisa Isar, a situação causa prejuízo ao erário porque os valores pagos pelos serviços estão acima da tabela Sistema Único de Saúde (SUS). E, sobretudo, há prejuízo à assistência e judicialização do atendimento. “De acordo com relatos de médicos, o exame feito fora do hospital enseja dificuldades com o transporte do paciente em ambulância até clínicas particulares. No caso da área de neurocirurgia no Hospital de Base, inviabiliza o fluxo de assistência aos pacientes do pronto-socorro, situação que aumenta o risco de morte e de complicações neurológicas”, exemplifica.


Histórico

Há dois anos, o único equipamento em funcionamento na rede pública de saúde, que já se encontrava obsoleto, quebrou definitivamente e não foi substituído. Por esse motivo, foi instaurado processo administrativo para a compra de, pelo menos, três novos aparelhos, cuja necessidade havia sido reconhecida desde 2011.


Quando já havia termo de referência pronto e pareceres de todos os órgãos técnicos e de assistência confirmando os locais onde os equipamentos seriam instalados, a SES cancelou o procedimento sob a justificativa de criar um grupo de trabalho para definir quantos aparelhos de ressonância magnética e tomógrafos seriam necessários para atender toda a rede pública. “Com isso, a Secretaria permanece, por tempo indeterminado, sem os equipamentos”, relata Marisa Isar.


Fila de espera

A Prosus tem recebido representações de usuários que necessitam de exames de ressonância magnética e precisaram ingressar com ações judiciais. Em março de 2017, a fila de espera tinha mais de 10.340 solicitações, sendo a mais antiga de agosto de 2014. A demanda mensal era de 653 solicitações para pacientes internados e 2.003 procedimentos eletivos.

Segundo o Tribunal de Contas do Distrito Federal, em relatório de auditoria, a gestão de equipamentos hospitalares, como é o caso da ressonância magnética, sua manutenção e substituição, quando obsoletos, não é apenas uma questão econômico-financeira, mas, sobretudo, de respeito à população. 
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Comentário do Gama Livre: É o caos! É o caos levado ao extremo pelo governo Rollemberg e sua equipe ineficiente.

Por falar em CAOS na Secretaria de Saúde do governo Rollemberg, o Hospital Regional do Gama (HRG) foi levado também ao caos. Para discutir a situação caótica no HRG, o Forum Comunitário do Gama realiza no próximo sábado, 21 de outubro, uma Plenária. Será às 15 horas na Quadra 1, Conjunto B, Lotes 218/220, Setor Norte do Gama, ao lado do Estádio Bezerrão.

Veja na imagem a seguir o local da reunião do dia 21 de outubro.Clique na foto para ampliá-la.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

SindSaúde divulga nota de repúdio à entrevista do chefe da Casa Civil do governo Rollemberg

Terça, 3 de outubro de 2017

Nota de repúdio à entrevista do chefe da Casa Civil Sérgio Sampaio

03/10/2017 - Por Elton Santos
O SINDSAÚDE vem a público REPUDIAR as declarações inconsequentes do Secretário Sérgio Sampaio, Chefe da Casa Civil, onde, mais uma vez, tenta colocar a sociedade contra os servidores da Saúde, buscando justificar as mazelas da má gestão, na área.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Liminar define 90 dias para regularização do serviço de telefonia na Secretaria de Saúde

Sexta, 22 de setembro de 2017
Do MPDF
Ministério Público entrou com ação em julho deste ano para a retomada dos serviços de telefone e internet e a responsabilização dos gestores pelo corte
A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) obteve decisão liminar contra gestores da Secretaria de Saúde (SES/DF) para a regularização dos serviços de telefonia no prazo de até 90 dias. Por falta de pagamento, desde 2016, a pasta está com limitação para a utilização de telefones e internet, com prejuízo para a prestação de assistência aos usuários.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O grito, a angústia e a denúncia de servidor do Hospital Regional do Paranoá

Terça, 19 de setembro de 2017
Servidor do Hospital Regional do Paranoá denuncia o caos no Pronto Socorro Pediátrico daquela unidade de saúde da rede pública. Hoje, grita, há uma lista enorme de espera de criancinhas. Eram 90 crianças (isso mesmo, NOVENTA), e pelo menos uma de apenas quatro semanas, que já estava há 5 horas e 26 minutos esperando ser socorrida.

E segundo a denúncia do servidor, o caos está ficando cada vez mais dramático, pois continuam chegando crianças encaminhadas por outras regionais de saúde. 

Se desespera —o servidor— e informa que durante o mês inteiro houve apenas, quando muito, dois pediatras no plantão noturno. Em muito dias um só pediatra é que estava atendendo as criancinhas. E em razão da carga de trabalho e estresse de trabalharem sem condições, alguns pediatras adoecem.

E dá um último grito:

"NÃO VAMOS DAR CONTA!!!"

A seguir uma parte da dramática situação vivida por nossas crianças. Observe o tempo que algumas criancinhas já se encontravam sem atendimento.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Laboratório do HRG parou de fazer exames de sangue. Será que Rollemberg vai dizer que a culpa é dos sindicalistas que ‘mentem descaradamente’?

Terça, 12 de setembro de 2017
 Foto arquivo gamalivre.com.br

Tiraram o tubo!

Por falta de tubo coletor (isso mesmo que você leu, TUBO COLETOR), laboratório do HRG deixou hoje (12/9) de fazer exames de sangue. Seria culpa dos sindicalistas “que mentem descaradamente”, Rollemberg? A culpa é do seu governo!

O caos que já impera no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) é, também, caos que impera no Hospital Regional do Gama (HRG). E o governador continua no seu blá blá blá de que a culpa é do servidor público. Dos sindicalistas que, segundo ele, “mentem descaradamente”.

De qual governo é a responsabilidade pela situação descarada que os pacientes do HRSM e HRG —e de todos os demais hospitais da rede do DF— são submetidos? Dos sindicalistas? Dos usuários do sistema? De qual governo?

A falta de tubos para fazer os exames de sangue, pode parecer para algumas pessoas — mas não para aquelas que sofrem nos hospitais— uma coisa boba. A impossibilidade de realizar o exame é o aumento da probabilidade de agravamento de uma infecção, por exemplo, de uma doença outra ou a fatalidade de uma morte, pois o diagnóstico não poderá ser feito de modo como preveem os protocolos médicos.

Além disso, a não realização do exame laboratorial prolonga desnecessariamente a permanência do paciente no hospital, trazendo custos adicionais, impedindo que outros pacientes consigam vaga, o que pode provocar até a morte, antes mesmo de receberem os cuidados do Estado.

No HRSM, cinco horas e meia para ser atendido

E no Hospital Regional de Santa Maria, o HRSM, hoje foi mais um dia de caos para pacientes. Acidentado em moto, usuário ficou cinco horas e meia sem conseguir atendimento.

É o caos, governador! E não sou eu e também os novos bodes expiatórios dos seus discursos, os sindicalistas, os culpados.

Acorda, governador! A maior culpa pelo caos é de seu governo.

Veja também:

Hospital Regional de Santa Maria pede socorro; 'lá só atende se chegar morto'

SindSaúde acaba de lançar a mais nova produção cinematográfica do DF: O Vendedor de ilusões. Estrelando . . . tchan tchan tchan tchan!! Assista!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Hospital Regional de Santa Maria pede socorro; 'lá só atende se chegar morto'

Segunda, 11 de setembro de 2017
Antigo líder comunitário de Santa Maria protesta contra o caos que se encontra o Hospital Regional da cidade, onde falta de tudo, ou quase tudo. Do médico ao enfermeiro e ao técnico. Dos instrumentos aos equipamentos. Dos medicamentos ao respeito do governo por aquela população da cidade na Região de Saúde Sul.

O líder comunitário que desabafa e protesta no áudio abaixo é Antônio Alan, um dos mais combativos e antigos líderes de Santa Maria, prefeito comunitário. Antes de Santa Maria existir, já era combatente na defesa da população do Gama.
 


Ouça o vídeo



terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ex-presidente do Coren-DF alertou Rollemberg sobre mortes e manipulação de dados do Hospital do Guará para fechamento da Sala Vermelha

Terça, 22 de agosto de 2017
Wellington aponta que tomada de decisão de remoção do serviço de atendimento do SAMU do HRGu foi baseado em dados manipulados e Rollemberg acoberta secretário de saúde
Por Kleber Karpov
O ex-presidente e atual conselheiro do Conselho Regional de Enfermagem do DF (COREN-DF) , Wellington Antônio da Silva, denunciou ao Política Distrital (PD), que alertou o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, sobre tomada de decisão equivocada do secretario de Estado de Saúde do DF (SES-DF), Humberto Lucena Pereira da Fonseca em fechar a sala vermelha do Hospital Regional do Guará (HRGu). O principal motivo do alerta, pacientes estão morrendo por falta da equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) naquela unidade.

domingo, 20 de agosto de 2017

Serviços suspensos no Hospital de Base. 'Bate um sentimento de revolta'

Domingo, 20 de agosto de 2017
Serviços suspensos no Hospital de Base. 'Bate um sentimento de revolta'
O conselho administrativo do IHBDF será formado por 11 integrantes, sendo o secretário de Saúde o presidente.
Por OTÁVIO AUGUSTO-Correio Braziliense
Blog do Sombra
Cirurgias cardíacas de alta complexidade, transplantes de fígado, operações ortopédicas e tratamentos oncológicos estão comprometidos na maior unidade do Distrito Federal. 

Ao ser transformado em instituto, o Hospital de Base, o primeiro na capital a ter o modelo de administração, terá de estancar uma crise que parece não ter fim. A celeuma é tamanha que, atualmente, pelo menos quatro serviços estão suspensos ou interrompidos parcialmente na maior unidade médica do Distrito Federal. Cirurgias cardíacas de alta complexidade, transplantes de fígado, operações ortopédicas e tratamentos oncológicos são alguns exemplos. A Secretaria de Saúde espera que, em junho de 2018, a situação tenha sido pelo menos atenuada, mas admite que é preciso tempo para erradicar os problemas.

sábado, 19 de agosto de 2017

Conselho Regional de Medicina do DF restringe novos atendimentos cirúrgicos na ortopedia do Hospital Regional do Paranoá; Unidade está sob Indicativo de Interdição Ética

Sábado, 19 de agosto de 2017
Do CRM-DF
CRM-DF restringe novos atendimentos cirúrgicos na ortopedia do HRPa
Unidade está sob Indicativo de Interdição Ética

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) no uso de suas atribuições, visando à preservação da dignidade do atendimento à população e a segurança do ato médico, decidiu restringir o recebimento de novos casos cirúrgicos na Unidade de Ortopedia do Hospital Regional do Paranoá (HRPa), que está sob Indicativo de Interdição Ética.

O documento foi assinado nesta quinta-feira (17), pelo presidente do CRM-DF, Jairo Martínez Zapata e o diretor do Hospital da Região Leste, Leonardo Souza Ramos. O termo ainda prevê a resolução dos casos já internados na ortopedia que aguardam resolução cirúrgica, dentre outras providências a serem tomadas pelo responsável técnico no sentido de reestabelecer as condições mínimas de funcionamento da unidade.

Define-se como interdição ética do trabalho do médico a proibição, pelo respectivo Conselho Regional de Medicina, de o profissional exercer seu trabalho em estabelecimentos de assistência médica e hospitalização por falta de condições mínimas para a segurança do ato médico.

A decisão foi tomada em sessão plenária, após vistorias realizadas pelo CRM-DF e denúncias formuladas pelos médicos da unidade, que constataram a falta de insumos e recursos humanos essenciais para o exercício da medicina de maneira compatível com a demanda e complexidade dos procedimentos terapêuticos cirúrgicos, destacando a falta de anestesistas e a demora na realização de operações ortopédicas, prejudicando o funcionamento de unidade referencial. 

A Secretaria de Saúde do DF deverá sanar as irregularidades apontadas nos prazos definidos pelos cronogramas de ações entregues aos responsáveis técnicos, sendo a restrição de atendimento imediata para os novos casos cirúrgicos da ortopedia do HRPa, de forma a garantir o fluxo de funcionamento do Centro Cirúrgico tornando a demanda de pacientes compatível com a capacidade de atendimento, e informar oficialmente ao corpo clínico, o SAMU, o CRM-DF e a população as condições de atendimento e restrições em que a unidade se encontra, em local visível e de fácil acesso. 

Cumpre informar que este Conselho tem desenvolvido várias ações, notificado e alertado os gestores da SES-DF em relação às graves e persistentes deficiências encontradas em diversas unidades da rede SUS-DF. 
                                                                         

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Governo Rollemberg deixa expelir pus que, carregado com bactérias e fluídos inflamatórios, pode matar

Quinta, 17 de agosto de 2017
Que o caos é geral na rede pública de saúde do DF, todo mundo sabe. Quem diz o contrário, está exercitando o mais elevado grau de fingimento.

E ficou mais uma vez patente, comprovado, o caos no HRSM, o Hospital Regional de Santa Maria. 

Na última segunda (14/8) deu entrada naquela unidade de saúde uma criança de 13 anos. Sentia fortes dores. Foi diagnosticada com apendicite. Mas cadê a cirurgia? No caos da saúde do DF, por falta de médicos para a cirurgia, a criança ficou de segunda até ontem, quarta (16/8), quando às pressas, pois o apêndice supurou, foi carregado pela manhã para o Hospital Regional do Gama, o HRG. Neste hospital, conseguiu enfim ser operado por volta das 11 horas, tendo saído do veículo que o transportou diretamente para a sala de cirurgia.

Houve-se falar muito em apendicite supurada, mas poucos fazem ideia do perigo que é. 

Apendicite supurada significa o rompimento do apêndice inflamado e que traz ao paciente complicações que  podem levá-lo à morte.

Nos casos em que a cirurgia não acontece a tempo, o apêndice supura, isto é, passa a expelir pus, matéria que vem carregada com bactérias e fluídos inflamatórios na cavidade abdominal.

Em casos de supuração do apêndice é enorme o risco de extravasamento de fezes e, também, a ocorrência da terrível peritonite, a infecção generalizada no abdômen.

Pra quem acha apendicite apenas uma doencinha mixuruca, é bom ficar sabendo que se ela chegar ao estágio de peritonite o risco de infecção generalizada pelo corpo é grande. Com a consequente, possivelmente, falência de múltiplos órgão e, mais adiante, a morte do paciente.
Imagem da internet