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(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 29 de maio de 2018

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS: um debate raso

Terça, 29 de maio de 2018
A crise deste momento é a crise de sempre. Presentes, seus elementos, desde a condenação de um militar nacionalista de nome Joaquim José da Silva Xavier delatado pelo coronel – “verdeamarelista” - Joaquim Silvério dos Reis.



PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS:
um debate raso


Do Política Econômica do Petróleo
Por Wladmir Coelho
O debate relativo a política de preços dos combustíveis representa um retrocesso ao período anterior a Petrobras. No final dos anos 40, durante o governo do Marechal Dutra, este tema foi apresentado através de um modelo amparado na entrega aos trustes internacionais (SHELL, Standart Oil, BP) de todo o petróleo nacional cujo processo de transformação seria efetivado em refinarias no Brasil.

Observe, neste caso, a inexistência de uma política nacional para exploração do petróleo visto a sua entrega às necessidades econômicas dos oligopólios impondo estes o ritmo ou volume a ser extraído e consumido no Brasil.

Foi a mobilização dos setores nacionalistas (civis, militares, empresários, estudantes, comunistas, trabalhistas...) a mola para a criação do movimento cívico, O Petróleo é Nosso, cujo resultado foi a assinatura, pelo presidente Getúlio Vargas, da Lei 2004 de 1953 criando a Petrobras e instituindo o monopólio estatal do petróleo.

Neste momento não estava em discussão a simples política de preços dos combustíveis e sim a criação de uma POLÍTICA ECONÔMICA DO PETRÓLEO. A economia nacional recebia neste momento os elementos necessários ao rompimento com o modelo econômico de base colonial reconhecendo no petróleo a base da produção.

A redução do debate decorrente da paralisação das transportadoras e caminhoneiros ao fato preço do óleo Diesel ignora a relação da necessidade de recuperação da Petrobras de sua função de executora de uma política voltada a autossuficiência nacional e básica para o planejamento  econômico nacional.

Na fila dos postos ouviam-se debates infindos a respeito da política de preços muitos repetindo os argumentos apresentados no Telecurso Jornal Nacional. Retratam o momento, é verdade, ignoram as fundamentações históricas esquecem do papel a que foi reduzida a Petrobras. Não colocam em questão sequer uma questão de base liberal: qual o motivo da criação da Petrobras?

Questão de base liberal! Como assim? pergunta o sujeito enrolado na bandeira nacional, nariz de palhaço a soldo sei lá de quem. Sim meu caro “verdeamarelista” a criação da Petrobras responde a fatos colocados por Adam Smith, no final do século XVIII, a respeito do necessário subsídio aos combustíveis, naquela época a matriz era o carvão, enquanto o setor privado não apresentasse os meios de explora-lo afim de manter a necessária produção.

Um segundo economista, nascido na Alemanha no século XIX, observou a necessidade de regulamentação, pelo Estado, da economia. Após estudar o sucesso industrial dos Estados Unidos verificou a importância do Estado como agente regulamentador para o crescimento do chamado Sistema Econômico Nacional. Seu nome Friederich List.

Vejamos: até aqui temos dois defensores da iniciativa privada, com discordâncias quanto ao papel do Estado na economia, cujos fundamentos encontram-se as justificativas para a criação da Petrobras. O debate está além do fato preço.

O problema avança e pira os “verdeamarelistas” quando confrontada a Petrobras com os interesses imperiais. Na verdade, os ditos patriotas representam o pensamento contra o desenvolvimento do Brasil visto que este fato atinge profundamente os interesses dos oligopólios cuja sede está nos Estados Unidos.

A Petrobras foi criada como empresa voltada ao desenvolvimento nacional e este aspecto resulta no necessário rompimento com o modelo econômico de base colonial. Ora, não foi assim que os Estados Unidos fizeram?

Enquanto nos EUA avançavam as indústrias, no Brasil a mentalidade elitista recorria a crença da acumulação, hoje simbolizada no “verdeamarelismo” com nariz de palhaço,  associada a “vocação” para agricultura e exploração mineral.

O Telecurso do Jornal Nacional reforça o debate do preço em detrimento da política econômica do petróleo. O incrível é verificar por toda parte os xingamentos às aulinhas dos professores do atraso Willian Bonner, Miriam Leitão e outros, mas apesar disto ainda verificar por toda parte a ausência de um debate relativo ao valor da Petrobras enquanto empresa responsável não somente pelo refino ou preço dos combustíveis.

Precisamos nos libertar do Telecurso Jornal Nacional e do debate raso decorrente desta escolinha. Acrescentar ao debate econômico as necessárias bases históricas para entendermos o caminho a percorrer, defender um projeto econômico nacional, retomar, na Constituição, o controle do bem econômico petróleo.

A crise deste momento é a crise de sempre. Presentes, seus elementos, desde a condenação de um militar nacionalista de nome Joaquim José da Silva Xavier delatado pelo coronel – “verdeamarelista” - Joaquim Silvério dos Reis.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cartel dos combustíveis: Segunda fase da Operação Dubai é deflagrada

Quinta, 6 de maio de 2016
Do MPDF
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros do Departamento da Polícia Federal (Delefin) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) cumpriram, na manhã desta sexta-feira, 6 de abril, quatro mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão, em cumprimento à decisão da 1ª Vara Criminal de Brasília.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Cartel dos combustíveis: Cade nega recurso e mantém intervenção na Cascol; e condena cartel de licitações de lavanderias hospitalares

Quarta, 3 de fevereiro de 2016
Do site do Cade
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade indeferiu, na sessão de julgamento desta quarta-feira (03/02), recurso interposto pela empresa Cascol Combustíveis para Veículos Ltda., que buscava suspender a medida preventiva adotada pela Superintendência-Geral no inquérito administrativo que investiga um suposto cartel de combustíveis no Distrito Federal. Para o Conselho, a decisão da Superintendência-Geral é apropriada e preenche todos os requisitos legais.

De acordo com o conselheiro relator do recurso (Recurso Voluntário nº 08700.000719/2016-31), Gilvandro Araújo, a medida preventiva é necessária uma vez que as provas já colhidas no inquérito administrativo demonstram que a conduta da Cascol no mercado de revenda de combustíveis do DF continua gerando danos à concorrência e aos consumidores.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Cartel de combustível no DF: Áudios revelam que parlamentares recebiam gasolina e dinheiro

Domingo, 13 de dezembro de 2015
Operação Dubai

PF investiga cartel de combustíveis no DF
Por ALANA RIZZO E THIAGO BRONZATTO - revista Época - 13/12/2015 – e Blog do Sombra
Parlamentares Hélio José, Izalci Lucas, Raimundo Ribeiro e Celina Leão são citados em ligações telefônicas, grampeadas pela Polícia Federal. ...
Operação Dubai: Polícia Federal investiga cartel de combustíveis no DF (Foto: Joá Souza/Ag. A Tarde/Folhapress)

Deputados e senadores pediram dinheiro e gasolina para integrante do suposto cartel de postos de combustível no Distrito Federal, segundo ligações interceptadas na Operação Dubai e obtidas por ÉPOCA. A investigação, conduzida pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), apontou chamadas telefônicas realizadas entre Antonio Matias, sócio da rede Cascol, e os assessores do senador Hélio José (PMB-DF), do deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) e o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB). Além desses parlamentares, o nome da deputada distrital Celina Leão (PDT-DF) também foi citado. Em uma dessas conversas, no dia 2 de outubro de 2015, o empresário conversa com o seu assistente, identificado como Rivelino, e pede para que o funcionário compre um cupom de R$ 1 mil em gasolina e entregue para Celina Leão.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sócios das redes Cascol, Gasoline e gerentes da BR e Ipiranga são presos em operação que desmonta cartel de combustível no DF

Terça, 24 de novembro de 2015
O prejuízo que apenas uma das redes investigadas causou para os brasilienses é de, ao menos, R$ 1 bilhão por ano

Do Site Metrópoles
Por  Mirelle Pinheiro e Lilian Tahan
O que sabemos até agora:
  • Quem está sendo detido (prisão temporária):
    1 – José Carlos Ulhoa Fonseca, presidente do Sindicombustíveis DF (foto abaixo)
    2 – Antônio José Matias de Sousa, um dos sócios da Cascol (foto acima)
    3 – Cláudio José Simm, um dos sócios da Gasolline
    4 – Marcelo Dornelles Cordeiro
    5 – José Miguel Simas Oliveira Gomes, funcionário da Cascol
    6 – Adão do Nascimento Pereira, gerente de vendas da BR Distribuidora no DF
    7 – André Rodrigues Toledo, gerente de vendas da Ipiranga

PF: Operação desarticula cartel de postos de combustíveis no DF

Terça, 24 de novembro de 2015
Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil

Gasolina
Operação Dubai desarticula cartel de distribuição de combustíveis no DF —Imagem de arquivo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) desarticula hoje (24) uma organização responsável, há vários anos, por um cartel na distribuição e revenda de combustíveis no Distrito Federal e cidades do entorno, que pode ter causado prejuízos de cerca de R$ 1 bilhão por ano. As investigações da Operação Dubai foram feitas em conjunto com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e acompanhadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.