Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A burguesia em alta definição

Domingo, 22 de fevereiro de 2015
 
Foto do Blog do Planalto (CC by-nc/2.0) - Governo Dilma
5315325355 556560dc74 zBrasil - Diário Liberdade

[Roberto Bittencourt] Do ponto de vista das pessoas e dos organismos coletivos que defendem valores igualitários e libertários, as relações espoliativas entre capital e trabalho representam um tema que merece a atenção máxima.
A importância do tema é inegável. Contudo, são inúmeras as dificuldades de identificação dos agentes promotores da espoliação. Notadamente por conta da configuração do capitalismo contemporâneo, rentista e cognitivo, em que títulos de ações financeiras e grandes marcas multinacionais, baseadas na propaganda massiva, têm domínio sobre a produção e o trabalho em escala global.

As classes e os setores sociais que exploram os trabalhadores – via assalariamento, desemprego, subemprego, subvenções, isenções e evasões fiscais – tendem a um nível de abstração bastante acentuado em nossos tempos. De difícil personificação, tratam-se de figuras escorregadias o capital e os seus portadores. O "capitão de fábrica" há muito saiu de cena.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Por que a luta pelo plebiscito pela Constituinte exclusiva para a reforma é uma tática equivocada?

Segunda, 8 de dezembro de 2014
Valério Arcary
Valério Arcary
 
“Duas luvas da mão esquerda não perfazem um par de luvas.
Duas meias verdades não perfazem uma verdade.” (Eduard Douwes Dekker, alias, Multatuli).

Reforma política é um tema complicado por muitas razões. Não é por acaso que quase todo o espectro político dos partidos que defendem o atual regime institucional, da direita à esquerda moderada, se dizem a favor e, paradoxalmente, nunca se fez. Mexer nas regras dos processos eleitorais pode ser progressivo ou regressivo, dependendo da relação de forças. Alguém tem que perder para que alguém possa ganhar. [1]

A questão polêmica que devemos nos perguntar é outra: a reforma política deve ser engano o centro da tática da esquerda?

Para a oposição de esquerda as duas razões principais para considerar perigosa a defesa da prioridade da reforma política são simples. Em primeiro lugar porque a campanha que une o governo e uma significativa parcela dos movimentos sociais e organizações, como a CUT e o MST, pela Constituinte burla, ilude, desvia da questão central da conjuntura: não se pode combater a burguesia sem fazer denúncias e exigências, ou seja, lutar contra o governo Dilma que colabora com a burguesia.
Fonte: diárioliberdade.org