Domingo, 22 de fevereiro de 2015
Foto do Blog do Planalto (CC by-nc/2.0) - Governo Dilma
[Roberto Bittencourt] Do ponto de vista das pessoas e dos organismos coletivos que defendem valores igualitários e libertários, as relações espoliativas entre capital e trabalho representam um tema que merece a atenção máxima.
A importância do tema é inegável. Contudo, são inúmeras as
dificuldades de identificação dos agentes promotores da espoliação.
Notadamente por conta da configuração do capitalismo contemporâneo,
rentista e cognitivo, em que títulos de ações financeiras e grandes
marcas multinacionais, baseadas na propaganda massiva, têm domínio sobre
a produção e o trabalho em escala global.
As classes e os setores sociais que exploram os trabalhadores – via assalariamento, desemprego, subemprego, subvenções, isenções e evasões fiscais – tendem a um nível de abstração bastante acentuado em nossos tempos. De difícil personificação, tratam-se de figuras escorregadias o capital e os seus portadores. O "capitão de fábrica" há muito saiu de cena.
As classes e os setores sociais que exploram os trabalhadores – via assalariamento, desemprego, subemprego, subvenções, isenções e evasões fiscais – tendem a um nível de abstração bastante acentuado em nossos tempos. De difícil personificação, tratam-se de figuras escorregadias o capital e os seus portadores. O "capitão de fábrica" há muito saiu de cena.
