Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador diabetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diabetes. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de março de 2025

Anvisa aprova primeira insulina semanal para tratar diabetes 1 e 2

Sábado, 8 de março de 2025

Trata-se da medicação Awiqli, produzida pela farmacêutica Novo Nordisk
© Awiqli/Divulgação

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 08/03/2025 — Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes adultos com diabetes tipo 1 e 2 no Brasil. Trata-se da medicação Awiqli, produzida pela farmacêutica Novo Nordisk. Apesar da aprovação, não há data prevista para lançamento no país.

Em nota, o fabricante informou que a aprovação foi baseada em resultados do programa de ensaios clínicos Onwards, que demonstrou a eficácia do remédio no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária.

“Pacientes que utilizaram icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção.”

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Diabetes: o tormento dos pacientes e o lucro da big pharma

Quarta, 24 de novembro de 2021


Novo relatório da OMS revela: metade dos portadores da doença, em todo o mundo, não têm acesso à insulina. Três corporações globais controlam e restringem produção

OUTRASAÚDE —publicado no OutraSaúde em 17/11/2021


Cerca de 420 milhões de pessoas — mais de uma em cada vinte, em todo o mundo — convivem com o diabetes – provocada por disfunções na produção de insulina pelo pâncreas, ou de em sua recepção pelas células do organismo. Em suas manifestações mais graves, a doença pode provocar colapso dos rins, cegueira, amputação de membros (especialmente os pés) e levar à morte. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no fim de semana, aponta a enorme desigualdade sanitária global relacionada à doença. Também denuncia a ineficácia do sistema de produção de medicamentos baseado em grandes corporações voltadas para o lucro.

Mais da metade dos pacientes de diabetes, mostra o texto, não têm acesso assegurado à insulina. A restrição não tem causas tecnológicas. O hormônio foi identificado há exatos cem anos – em 1921 – por médicos franceses e romenos. Interessados em permitir acesso aos portadores da doença, eles venderam a patente pelo valor simbólico de 1 dólar, conta o relatório da OMS. Mas três corporações farmacêuticas globais – Novo Nordisk, da Dinamarca, Eli Lilly, norte-americana e Sanofi, francesa – acabaram apropriando-se dela. Mantêm-na ainda hoje, por meio do artifício de “patentes secundárias” e são responsáveis, segundo a OMS, por 90% da produção mundial.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

PRR2 quer que Justiça reafirme entrega de análogos de insulina para diabéticos

Sexta, 10 de junho de 2016
Do MPF
MPF cobra acesso a pacientes com diabetes tipo 1 instável ou de difícil controle
PRR2 quer que Justiça reafirme entrega de análogos de insulina para diabéticos
Imagem ilustrativa: Istock photo 
 
O Ministério Público Federal (MPF) rebateu o recurso especial da União contra a decisão que a obrigou a fornecer medicamentos análogos de insulina de longa duração a pacientes com diabetes tipo 1 instável ou de difícil controle. A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) se manifestou contra a contestação da União, cuja alegação é de que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece as insulinas NPH e Regular. A União sustenta, ainda, que a eficácia dos análogos de insulina não teria sido absoluta e exclusivamente comprovada (processo 20135001007010-4).

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Justiça determina que SUS forneça, em todo o país, remédio para pacientes com diabetes tipo 1

Quinta, 10 de abril de 2014
MPF/ES consegue decisão que obriga União a fornecer análogos de insulina a diabéticos imediatamente

Decisão vale para todo o país e beneficia portadores de diabetes mellitus tipo 1 cujo tratamento convencional não tenha mais efeito

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) conseguiu na Justiça decisão que obriga a União a implantar Protocolo Clínico e a viabilizar imediatamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a análogos de insulina de longa e de curta duração aos portadores de diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle. A ação vale para todo o país e beneficia as pessoas que não obtém resultados satisfatórios com as insulinas regulares.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

MPF/ES quer que União atualize política de fornecimento de insulina a diabéticos

Quinta, 25 de julho de 2013
Do MPF
Ação vale para todo o país e pede que sejam viabilizadas insulinas de curta e longa duração, de modo imediato, continuado e regular, aos pacientes com diabetes melittus tipo 1

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, para que a União seja obrigada a atualizar seu protocolo clínico para viabilizar, no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a análogos de insulina de longa e de curta duração aos portadores de diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle. A ação vale para todo o país.

A diabetes mellitus é caracterizada pela deficiência total (tipo 1) ou parcial (tipo 2) da produção de insulina pelo pâncreas. Considera-se instável ou de difícil controle o quadro em que o paciente, mesmo com a terapia convencional atualmente fornecida pelo SUS, não consegue alcançar controle glicêmico ideal ou tem recorrência de episódios de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) – o que implica risco de danos neurológicos e déficit de rendimento e produção escolar, além da possibilidade de convulsões, necessidade de internação hospitalar, coma e até a morte. Nesses casos a terapia convencional não apresenta resultado satisfatório, já tendo ficado comprovada a eficácia dos análogos de insulina de longa e de curta duração, drogas mais modernas que ainda não constam na lista oficial de medicamentos do Ministério da Saúde.