Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Anistia Internacional: Impeachment, estado laico, ditadura, tortura, assassinatos, sem-terra,

Quarta, 20 de abril de 2016
Momento do sepultamento das 19 vítimas do massacre no cemitério de Curionópolis. Foto: João Roberto Ripper
Momento do sepultamento no cemitério de Curionópolis das 19 vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás . Foto: João Roberto Ripper.

Caminhão no trajeto para Curionópolis levando os 19 corpos das vítimas do massacre.
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Anistia Internacional

Foto: Agência Brasil  
Olá, Na votação, lamentavelmente ganharam destaque nas falas dos deputados as ameaças de retrocessos aos ‪direitos humanos‬, a partir do elogio a torturadores e a crimes cometidos no período militar; menção constante a preceitos religiosos, apesar do Estado laico previsto na Constituição Federal; e interesses individuais dos votantes em detrimento do coletivo. A Anistia Internacional Brasil se posiciona pelo fortalecimento da jovem democracia brasileira, de modo a resguardar os direitos humanos já conquistados e a necessidade de sua promoção pelas autoridades que representam a população no parlamento. 
Domingo (17), o Congresso Nacional deu início ao processo de impedimento da Presidenta Dilma Rousseff.


No mesmo domingo completaram 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 19 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados pela polícia durante uma caminhada na curva do S, a caminho de Belém, no Pará.
J.R. Ripper   

Para marcar essa data, nos juntamos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ao fotógrafo J.R. Ripper, que detém um dos maiores acervos fotográficos sobre defensores de direitos humanos no Brasil, e montamos a exposição “Eldorado dos Carajás: 20 anos de impunidade”.

Nestes vinte anos, mais 271 trabalhadores rurais e lideranças foram assassinados somente no estado do Pará.
Ao longo destes anos, a Anistia documentou e analisou as violações de direitos humanos cometidas no massacre, monitorou o andamento do processo judicial e demandou justiça no julgamento dos responsáveis. As autópsias revelaram que 10 dos 19 mortos foram executados, inclusive à queima roupa, e outros foram mutilados até a morte com suas próprias ferramentas de trabalho.

Essas fortes imagens mostram a dor do massacre, mas também retratam a força da resistência, da solidariedade e da esperança. Esperamos que elas nos estimulem a não mais aceitar a impunidade para os crimes cometidos contra defensores de direitos humanos.
Abraço, Atila Roque

Atila Roque
Diretor Executivo
Anistia Internacional Brasil
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As fotos seguintes são de João Roberto Ripper e fazem parte da exposição “Eldorado dos Carajás: 20 anos de impunidade”

Velório das 19 vítimas em Curionópolis. 

Crianças do MST presentes no velório em Curionópolis. 

Momento do sepultamento das 19 vítimas do massacre no cemitério de Curionópolis.

Criança durante o sepultamento das 19 vítimas do Massacre em Curionópolis.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coronel responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás é preso

Segunda, 7 de maio de 2012
O coronel da Polícia Militar Mário Colares Pantoja se apresentou à polícia no início da tarde de hoje (7), após o Tribunal de Justiça do Pará expedir mandados de prisão contra ele e o major José Maria Pereira de Oliveira. Pantoja está detido no Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, que fica no município paraense de Santa Izabel.

O coronel Pantoja e o major Oliveira foram responsabilizados pela Justiça por comandar a ação da Polícia Militar que causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.

Eles foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Pará e estavam em liberdade graças a um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2005. Pantoja foi condenado a 228 anos de prisão e o major Oliveira à 158 anos em regime fechado.

A ação da polícia contou com a participação de mais de 150 policiais militares. O massacre motivou a criação da Jornada Nacional da Luta por Reforma Agrária, uma mobilização que ocorre todos anos no mês de abril, também conhecida como Abril Vermelho.

Fonte: Agência Brasil
Daniella Jinkings, repórter