Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador guerra ao terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra ao terror. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de março de 2016

Noam Chomsky: “Guerra contra o terrorismo dos EUA só expande o terror”

Quarta, 30 de março de 2016
Do Esquerda.Net
O filósofo e linguista norte americano defendeu que o “Governo dos EUA considera que a população do país é o seu principal inimigo”. Segundo Chomsky, a única coisa que as operações militares e políticas norte americanas conseguiram foi propagar os movimentos terroristas por todo mundo.
30 de Março, 2016
Durante uma conferência sobre privacidade na era da vigilância, organizada pelo Center for Democracy and Technology (CDT) na Universidade de Arizona, o politólogo Noam Chomsky afirmou que “a população do país é o principal inimigo, o Governo guarda segredos ao seu próprio povo e não quer que as pessoas saibam o que está a fazer”.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Chomsky desmascara a “Guerra ao Terror”

Sexta, 1º de janeiro de 20116
Como Washington continua a alimentar - mesmo após os atentados de Paris - grupos extremistas que simula combater. Qual o papel da Rússia. Por que a candidatura presidencial de Bernie Sanders importa. Entrevista a C.J. Polychroniou.
31 de Dezembro, 2015
Noam Chomsky, março de 2015 - Foto do Ministério da Cultura da Argentina/flickr
 
Entrevista de Noam Chomsky a C.J. Polychroniou*, publicada, em 3 de dezembro de 2015, no Truthout . Tradução de Camila Teicher para Outras Palavras.
 
A “guerra ao terror” transformou-se agora numa implacável campanha bélica global. Enquanto isso, as verdadeiras causas do surgimento e da expansão de organizações assassinas como o Estado Islâmico (EI) continuam a ser convenientemente ignoradas.
 
Após o massacre de Paris, em novembro, importantes países ocidentais, como França e Alemanha, estão a unir-se aos Estados Unidos na luta contra o terrorismo fundamentalista islâmico. A Rússia também se prontificou a se juntar ao clube, por ter as suas próprias preocupações quanto à propagação do fundamentalismo islâmico. Na verdade, os russos vêm travando a sua própria “guerra ao terror” desde o colapso do Estado soviético. Paralelamente, alguns dos fortes aliados dos EUA, como a Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia, estão a apoiar direta ou indiretamente o EI, porém esta realidade também é convenientemente ignorada pelas forças ocidentais que combatem o terrorismo internacional. Só a Rússia ousou recentemente classificar a Turquia de “cúmplice dos terroristas” por ter abatido um caça russo que teria violado o seu espaço aéreo. (Vale lembrar que os caças turcos violam o espaço aéreo grego frequentemente há anos: 2.244 vezes somente em 2014.)
 
A “guerra ao terror” faz sentido? É uma política eficaz? E qual é a diferença entre a sua fase atual e as duas anteriores, ocorridas durante os mandatos de Ronald Reagan e George W. Bush? Além disso, quem realmente beneficia com a “guerra ao terror”? E qual é a relação entre o complexo militar-industrial americano e a produção da guerra? Noam Chomsky, crítico mundialmente renomado à política externa dos Estados Unidos, expôs seus pontos de vista sobre essas questões numa entrevista exclusiva com C.J. Polychroniou.
 
Obrigado por conceder esta entrevista. Gostaria de começar por escutar a sua opinião sobre os últimos acontecimentos na guerra contra o terrorismo, uma política que vem desde os anos do governo Reagan e que foi transformada subsequentemente numa doutrina de “cruzada” [islamofóbica] por George W. Bush, com um custo inestimável de vidas inocentes e efeitos profundos no direito internacional e na paz mundial. A guerra contra o terrorismo parece estar a iniciar uma fase nova e talvez mais perigosa, à medida que outros países entram na briga com agendas e interesses políticos distintos daqueles dos EUA e de alguns dos seus aliados. Em primeiro lugar, você concorda com essa avaliação da evolução da guerra contra o terrorismo e, se sim, quais são as prováveis consequências económicas, sociais e políticas de uma guerra global e permanente ao terror, especialmente para as sociedades ocidentais?
As duas fases da “guerra ao terror” são bem diferentes, exceto num aspecto crucial. A guerra de Reagan degenerou rapidamente em conflitos terroristas e homicidas, e essa é precisamente a razão pela qual foi “desaparecida”
Noam Chomsky: As duas fases da “guerra ao terror” são bem diferentes, exceto num aspeto crucial. A guerra de Reagan degenerou rapidamente em conflitos terroristas e homicidas, e essa é precisamente a razão pela qual foi “desaparecida”. As suas guerras terroristas tiveram consequências terríveis na América Central, no sul da África e no Médio Oriente. A América Central, o alvo mais direto, até hoje não recuperou, e essa é uma das principais razões – raramente mencionada – para a atual crise de refugiados. O mesmo vale para a segunda fase, redeclarada por George W. Bush 20 anos depois, em 2001. Os ataques diretos devastaram grandes regiões e o terror tomou novas formas, especialmente com a campanha global de execuções (com drones) de Obama, que rompe novos recordes nos anais do terrorismo e - assim como outros exercícios similares - provavelmente gera mais terroristas devotos do que mata suspeitos.