Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador terrorismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terrorismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Dia contra o Terrorismo

Setembro
11
Dia contra o Terrorismo

Procuram-se os sequestradores de países.
Procuram-se os estranguladores de salários e os exterminadores de empregos.
Procuram-se os violadores da terra, os envenenadores da água e os ladrões do ar.
Procuram-se os traficantes do medo.

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 291.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Dia contra o Terrorismo

Setembro
11
Dia contra o Terrorismo

Procuram-se os sequestradores de países.
Procuram-se os estranguladores de salários e os exterminadores de empregos.
Procuram-se os violadores da terra, os envenenadores da água e os ladrões do ar.
Procuram-se os traficantes do medo.

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias(Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 291.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Dia contra o Terrorismo

Setembro
11
Dia contra o Terrorismo

Procuram-se os sequestradores de países.
Procuram-se os estranguladores de salários e os exterminadores de empregos.
Procuram-se os violadores da terra, os envenenadores da água e os ladrões do ar.
Procuram-se os traficantes do medo.

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias(Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 291.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Noam Chomsky: “Guerra contra o terrorismo dos EUA só expande o terror”

Quarta, 30 de março de 2016
Do Esquerda.Net
O filósofo e linguista norte americano defendeu que o “Governo dos EUA considera que a população do país é o seu principal inimigo”. Segundo Chomsky, a única coisa que as operações militares e políticas norte americanas conseguiram foi propagar os movimentos terroristas por todo mundo.
30 de Março, 2016
Durante uma conferência sobre privacidade na era da vigilância, organizada pelo Center for Democracy and Technology (CDT) na Universidade de Arizona, o politólogo Noam Chomsky afirmou que “a população do país é o principal inimigo, o Governo guarda segredos ao seu próprio povo e não quer que as pessoas saibam o que está a fazer”.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Da imbecilidade do antiterrorismo

Quinta, 17 de dezembro de 2015


Na abertura de um recente – e bizarro - "Seminário Internacional de Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil", o Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou que "não existem limites para a preocupação com o terrorismo nas Olimpíadas" e defendeu que o país "aceite a cooperação de órgãos de inteligência internacionais" para diminuir o risco nesse sentido.
No momento em que a Câmara recebe, de volta do Senado, uma "lei antiterrorista", cabe discutir com cautela essa questão, sob a ótica da política exterior brasileira e da nossa relação com outras culturas e países no atual contexto geopolítico mundial.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Je Suis Paris - E Também Bagdá, Tripoli e Damasco

Segunda, 16 de novembro de 2015
Foram lamentáveis e brutais, sob todos os aspectos, os atentados ocorridos em Paris, que acarretaram centenas de mortos e feridos inocentes, franceses e estrangeiros.
Nas horas que se seguiram, na frágil cobertura da TV estatal francesa, que parecia só dispor de uma equipe e entrava, ao vivo, em contato, por telefone, com o seu repórter que estava no interior da Boate Bataclan, o foco foi mantido na solidariedade e na reação das autoridades e do governo.
O Primeiro Ministro François Hollande, com a mesma expressão de perplexidade mostrada por George Bush em suas primeiras declarações no dia do atentado às Torres Gêmeas, declarou que a França permanecerá unida, e que ela será implacável em sua resposta ao EI, o Exército Islâmico - o grupo terrorista que assumiu a autoria dos ataques - e que serão tomadas medidas de segurança para que a situação não se repita.
A retórica, dos jornalistas e do governo, é a única resposta que pode ser dada pelos franceses à situação de absoluta vulnerabilidade e impotência em que a França se meteu, ao intervir em outros países.
Uma retórica que serve para disfarçar – com a costumeira cortina de fumaça e de maniqueísmo – a crua e implacável realidade em que Paris se encontra, do ponto de vista desses ataques, e das escolhas que fez, nos últimos anos,  em sua política externa.
Em primeiro lugar, porque há muito pouco que a França possa fazer para evitar novos atentados.
Se seus autores forem apanhados, outros os substituirão, vindos de fora, ou recrutados na periferia das grandes cidades francesas, onde muitos jovens, filhos de emigrantes, precisam apenas de um pretexto para fazer explodir seu ressentimento e sua frustração com a miséria e o desemprego, ou a falta de perspectivas de futuro, em um continente onde não se sentem bem-vindos, assombrado pela decadência e a crise, onde a extrema direita floresce, alimentada pela xenofobia, o racismo e o preconceito.
Em segundo lugar, porque, por mais que sejam terríveis, para todos nós, e para as famílias enlutadas, os atentados em Paris em nada diferem, em suas  conseqüências humanitárias, daqueles que ocorrem, todos os dias, em dezenas de lugares no Afeganistão, no Norte da África e no Oriente Médio.
Por lá, pessoas explodem, a qualquer momento, ou são fuziladas, decapitadas, estupradas, às dezenas, por terroristas originalmente armados pelas mesmas  potências “ocidentais” que estão sendo atacadas agora - e por pseudo “democracias”, como a Arábia Saudita onde adúlteras são punidas a chibatadas e mulheres não podem sair de casa sem véu nem um homem que as vigie – com o intuito de derrubar governos em países, que, independente da orientação política de seus regimes, viviam em situação de paz e estabilidade.
No entanto, esses atentados, em outras partes do mundo, não merecem matérias especiais de meia hora na televisão brasileira – afinal, é melhor que nos identifiquemos com a “civilização” que queremos emular e com a “democracia” que queremos emular - é muito mais conveniente, do ponto de vista do discurso de doutrinação ideológica eurocêntrico e neoliberal, discutir a dor das famílias e as medidas de segurança – absolutamente inócuas, diga-se de passagem -  que devem ser supostamente adotadas - do que revelar ao público o que está realmente por trás dos acontecimentos.   
Nem se vêem nas camisetas e nos cartazes que rezam “Je suis Paris”, em várias partes do mundo, espaço para frases como “Je suis Syrie”, porque, claro, são muito mais importantes as mortes de Paris, do que aquelas que ocorrem, literalmente, há anos, para lá de Bagdá, em lugares como Basra,  Karbala ou Ramadi.    
Finalmente, a pergunta que não quer calar, é a seguinte: se Saddam Hussein e Muammar Kaddafi – com todos seus eventuais defeitos - estivessem no poder e a Síria gozasse da mesma situação de estabilidade que tinha antes do início – estimulado pelo “ocidente” – do trágico engodo da “primavera árabe”; se os EUA – aliados da França – não tivessem armado  terroristas para atacar Damasco - os mesmos assassinos que hoje militam e são a espinha dorsal do Estado Islâmico  - os atentados de Paris teriam ocorrido?
Capitais europeias não eram atacadas  antes da promulgação da “Guerra ao Terror” pelos Estados Unidos, nem da “primavera árabe”, que gerou milhões de mortos e refugiados, com a destruição de centenas de cidades; nem antes do envolvimento da OTAN, a serviço dos EUA, com bombardeios na Líbia e em outros lugares - contra governos que antes eram tratados, hipocritamente como aliados pelo “ocidente” - em países em que crianças iam uniformizadas e bem alimentadas à escola todos os dias, e não caçavam, para comê-los, ratos entre os  escombros de suas casas, como agora.
Nunca é demais lembrar que quem planta vento, colhe tempestade.
Que os novos atentados de Paris - e o pânico com os falsos alarmes que se seguiram - sirvam de alerta ao Brasil - país em que convivem, em harmonia, judeus e muçulmanos, e gente de todos os lugares do mundo - que, estimulado pela doutrina da repressão policialesca e pelo desejo de ser mais realista que o rei de “especialistas”  que cresceram vendo enlatados de espionagem norte-americanos, está se metendo a “gato mestre”, criando leis “antiterroristas”, que podem nos fabricar inimigos onde nunca os tivemos.

Leis que são, como podemos ver, pela vulnerabilidade e impotência dos países que as adotam, tão supérfluas quanto inócuas e estúpidas. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Para se entender o terrorismo contra Charlie Hebdo de Paris

Sexta, 9 de janeiro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por LEONARDO BOFF
-->
Uma coisa é se indignar, com toda razão, contra o ato terrorista que dizimou os melhores chargistas franceses. Trata-se de ato abominável e criminoso, impossível de ser apoiado por quem quer que seja.
Outra coisa é procurar analiticamente entender porque tais eventos terroristas acontecem. Eles não caem do céu azul. Atrás deles há um céu escuro, feito de histórias trágicas, matanças massivas, humilhações e discriminações, quando não, de verdadeiras guerras preventivas que sacrificaram vidas de milhares e milhares de pessoas.
Nisso os USA e em geral o Ocidente são os primeiros. Na França vivem cerca de cinco milhões de muçulmanos, a maioria nas periferias em condições precárias. São altamente discriminados a ponto de surgir uma verdadeira islamofobia.
Logo após o atentado aos escritórios do Charlie Hebdo, uma mesquita foi atacada com tiros, um restaurante muçulmano foi incendiado e uma casa de oração islâmica foi atingida também por tiros.
Que significa isso? O mesmo espírito que provocou a tragédia contra os chargistas, está igualmente presente nesses franceses que cometeram atos violentos às instituições islâmicas. Se Hannah Arendt estivesse viva, ela que acompanhou todo o julgamento do criminoso nazista Eichmann, faria semelhante comentário, denunciando este espírito vingativo.
Trata-se de superar o espírito de vingança e de renunciar à estratégia de enfrentar a violência com mais violência. Ela cria uma espiral de violência interminável, fazendo vítimas sem conta, a maioria delas inocentes.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial

Quinta, 18 de dezembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por NOAM CHOMSKY - Via Outras Palavras
Intelectual dissidente analisa campanhas
de sabotagem deflagradas pelos EUA
contra Angola, Cuba e Nicarágua. E
alerta: Washington continua a
desestabilizar adversários.
“É oficial: os EUA são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso”.

Essa deveria ter sido a manchete da notícia principal do New York Times no dia 15 de outubro, que foi polidamente intitulada “Os Estudos da CIA sobre ajuda secreta alimentam ceticismo sobre a ajuda aos rebeldes sírios”. O artigo relata uma revisão da CIA sobre as operações secretas dos EUA para determinar sua efetividade. A Casa Branca concluiu que infelizmente os sucessos foram tão raros que é necessário repensar essa política.

O texto cita o Presidente Barack Obama, dizendo que ele solicitou à CIA que conduzisse a revisão para encontrar casos de “financiamentos e fornecimento de armas para grupos insurgentes em um país que realmente tenham funcionado. E eles não encontraram muitos”. Por isso, Obama reluta em manter tais esforços.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Justiça aceita denúncia do MPF/RJ contra seis acusados do atentado no Riocentro

Quinta, 15 de maio de 2014

Juíza reconheceu que crimes são contra a humanidade e imprescritíveis
Fonte: MPF no Rio de Janeiro
A Justiça Federal aceitou na última terça-feira, 13 de maio, a denúncia do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) contra seis pessoas por envolvimento no atentado a bomba no Riocentro, em Jacarepaguá, no dia 30 de abril de 1981, durante a realização de um show para comemorar o Dia do Trabalhador. Com a decisão, pela primeira vez na história uma denúncia criminal relativa ao atentado no Riocentro será processada e irá a julgamento.
A partir da decisão, o coronel reformado Wilson Luiz Chaves Machado, o ex-delegado Claudio Antonio Guerra e os generais reformados Nilton de Albuquerque Cerqueira e Newton Araujo de Oliveira e Cruz respondem pelos crimes de homicídio doloso tentado (duplamente qualificado por motivo torpe e uso de explosivo), por associação criminosa armada e por transporte de explosivo. Newton Cruz responde ainda pelo crime de favorecimento pessoal. Já o general reformado Edson Sá Rocha responde por associação criminosa armada e o major reformado Divany Carvalho Barros por fraude processual. (Processo nº 0017766-09.2014.4.02.5101)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Leis antiterrorismo preocupam movimentos sociais

Segunda, 31 de março de 2014
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
                                      Por Bruno Fonseca              
Saiba aqui quais são e em que pé estão os projetos de leis antiterrorismo que serão debatidos hoje em São Paulo, vistos como ameaça às manifestações durante a Copa

Passada a aprovação do Marco Civil da Internet na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (25), o foco agora se volta para a casa vizinha. O Senado, além de ser o atual responsável por conduzir o texto de regulamentação da internet, pode, a qualquer momento, nas próximas semanas, avançar com a tramitação das leis antiterrorismo – como foram apelidadas – e que estão estagnadas desde o final de fevereiro.

O Marco Civil da Internet chegou oficialmente ao Senado na última quarta-feira, 26, e pode contribuir para atrasar ainda mais a votação desses projetos que, de acordo com os seus articuladores, deveriam ser aprovados antes da Copa. Se o Marco Civil não for debatido e votado em 45 dias, passa a trancar toda a pauta da casa, impedindo que qualquer proposta legislativa seja votada.

De um lado, diminuem as probabilidades de ter uma legislação antiterrorista promulgada antes da Copa do Mundo, que se inicia em junho. De outro, o Senado mantém na pauta a possibilidade de que, a depender das articulações políticas, uma lei antiterror seja aprovada a toque de caixa.

 Três projetos para tipificar terrorismo

A tentativa de tipificar o terrorismo na legislação brasileira é atualmente encabeçada por três projetos de lei diferentes.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 728, de 2011, é o pioneiro e, provavelmente, o menos promissor dos três. Apresentado pelos senadores Marcelo Crivella (PRB RJ), provável candidato ao governo do Rio, Ana Amélia (PP RS), futura candidata ao governo gaúcho; e Walter Pinheiro (PT BA), o texto pretendia tipificar o terrorismo antes mesmo da realização da Copa das Confederações 2013 e cita explicitamente a Copa 2014 como justificativa, argumentando que é preciso que “honremos os compromissos assumidos na subscrição dos Cadernos de Encargos perante a FIFA”.

O PL 728 foi enviado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no final de fevereiro e, somente no dia 24 de março, foi designado à relatora Gleisi Hoffmann (PT PR). Caso aprovado na CCJ, não precisa ir a Plenário e segue diretamente para a Câmara dos Deputados (decisão terminativa).

Entretanto, nas quatro comissões em que tramitou, o PL 728 recebeu pareceres desfavoráveis de três – apenas a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) o aprovou. Prevê penas de 15 a 30 anos para quem “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo” (em caso de morte, a pena aumenta para 24 a 30 anos). A pena aumenta um terço se praticado em estádios de futebol no dia de jogos da Copa. O PL ainda define penas para terrorismo contra coisa (8 a 20 anos), ataque a delegações (2 a 5 anos), violação de sistemas de informática (1 a 4 anos), falsificação (2 a 6 anos) e revenda ilegal de ingressos (6 meses a 2 anos) e falsificação de credencial (1 a 5 anos), dentre outros.

A condenação mínima do PL 728 é cinco vezes a prevista pela Lei 7.170/83, a quarta e última Lei de Segurança Nacional da Ditadura Brasileira, ainda em vigor, que prevê 3 a 10 anos de reclusão para quem “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo”. Foi esta a Lei aplicada no enquadramento de Humberto Caporalli, 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, 20, durante o protesto em 7 de outubro do ano passado, no Centro de São Paulo. Na época, os dois jovens foram acusados de participar do quebra-quebra de uma viatura policial, detidos na delegacia e encaminhados a Centros de Detenção Provisória no estado (leia o depoimento de Humberto aqui). A acusação dos jovens sob a legislação do período ditatorial chegou a ser criticada pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

sábado, 15 de março de 2014

Um retrocesso simbólico: "Seu efeito simbólico será devastador ao sugerir o retorno ao tempo em que alguns tratavam as manifestações como 'um caso de polícia'", diz especialista

Sábado, 15 de março de 2014 
Professor da USP, André de Carvalho Ramos analisa o projeto de lei que pretende regulamentar o conceito de terrorismo em resposta às manifestações
 
Do Zero Hora
André de Carvalho Ramos
* Professor de Direito Internacional e Direitos Humanos da Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco)
 
Nos debates internacionais, é possível definir, grosso modo, o terrorismo como sendo todo ato ilícito realizado por meio de violência contra bens ou pessoas da população civil, cometido por indivíduo ou grupo de indivíduos, cujo objetivo é gerar terror e intimidar determinada população, para coagir um Estado, organização internacional ou outro grupo social a fazer ou deixar de fazer algo. Mais do que causar danos materiais e pessoais, o terrorismo visa a gerar medo e obter a conduta desejada daqueles intimidados.

O século 20 testemunhou múltiplas ações terroristas: elas foram instrumento para obtenção violenta de mudanças políticas e sociais por parte de grupos antidemocráticos minoritários, serviram para a defesa de ditaduras (terrorismo de Estado), bem como foram usadas como reação a regimes autocráticos e à ocupação colonial. Por isso mesmo, em vários momentos, não ficou clara a distinção entre o terrorismo e a luta legítima. A figura lendária de Nelson Mandela também foi rotulada como "terrorista", pela sua luta contra o apartheid na África do Sul. Vários Estados até hoje não se cansam de classificar opositores políticos de "terroristas", para debilitá-los e isolá-los interna ou internacionalmente. Essa "demonização do inimigo" é o risco óbvio da amplitude dos termos "terrorismo" e "terrorista", especialmente quando usado em tipificações penais. Afinal, o Direito Penal é um instrumento de controle em qualquer sociedade contemporânea, servindo não somente para reprimir, mas também para intimidar e prevenir condutas. Uma norma penal que não seja suficientemente específica pode servir para abafar e reprimir condutas legítimas, criando o receio dos envolvidos de serem acusados e condenados pela prática de terrorismo pelos órgãos do sistema de Justiça.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Brasil criou e comandou Operação Condor

Terça, 27 de novembro de 2012

Documentos entregues à Comissão da Verdade mostram que Brasil criou e comandou Operação Condor

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil

“O Brasil, definitivamente criou e comandou a Operação Condor. Os documentos que eu trouxe aqui provam”, disse o ativista em direitos humanos, Jair Krischke em depoimento prestado hoje (26) à Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apura as violações de direitos humanos, praticadas por agentes públicos no período da ditadura militar.

Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Krischke entregou à representante da comissão, Rosa Maria Cardoso da Cunha uma série de documentos secretos  que relatam a perseguição e captura de dissidentes políticos além-fronteira, com a colaboração das ditaduras da Argentina, Bolívia, do Chile, Paraguai e Uruguai.

De acordo com Krischke, a Operação Condor  teve como objetivo reprimir e eliminar os opositores das ditaduras que vigoravam nesses países. “As ditaduras trocavam informações, prisioneiros e assassinatos, realizando operações conjuntas altamente clandestinas, sem  respeitar as normas internacionais e diplomáticas existentes”, disse.

Durante seu depoimento, Krischke também contestou a versão oficial das autoridades militares brasileiras sobre a queima de arquivos do período. Ele disse que muitos arquivos estão nas mãos de chefes militares à época. “Sabemos que existem [arquivos] nas mãos do Major Curió e de tantos outros que são mais discretos. É preciso continuar na luta para abrir os do Exército e demais arquivos”, disse .

Krischke disse à Comissão da Verdade que a primeira evidência da Operação Condor relata a prisão do ex-coronel do Exército Jefferson Cardin Osório na Argentina, em dezembro de 1970, o primeiro alvo da operação. Em outubro, a Agência Brasil revelou a existência da operação de sequestro de  Osório.

Em 1965, Osório comandou a Guerrilha de Três Passos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a primeira contra o regime militar do Brasil e, por isso, era um militante visado. Um ano antes, ele teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional 4, de 1964.

Outro documento apresentado mostra a colaboração do Exército argentino com o governo brasileiro na prisão do militante Edmur Péricles Camargo, em 1971. Ele foi detido quando fazia escala em Buenos Aires, em um voo que partiu de Montevidéu em direção ao Chile.

A representante da Comissão da Nacional da Verdade, Rosa Maria Cardoso, disse que os documentos vão contribuir para resgatar a história do período. “Nós vamos caracterizar a operação, levantando questões factuais e evidências também. Vamos anexar no nosso relatório final a comprovação do que estamos dizendo”, disse.

Parte do material apresentado por Krischke foi recebido de autoridades argentinas e trazem os nomes brasileiros ou descendentes desaparecidos na Argentina por ações combinadas da repressão dos dois países. A Operação Condor é objeto de uma investigação na Justiça Federal daquele país, denominada Causa Condor.

“Lamento que as autoridades brasileiras não tenham nenhuma atitude com relação a esses casos. Acho que ao final dos trabalhos da comissão eles têm que ser encaminhados ao Ministério Público”, disse Krischke.

Amanhã (27), a Comissão Nacional da Verdade vai receber das mãos do governador do Rio Grande do Sul (RS), Tarso Genro, documentos que relevam detalhes sobre o episódio Riocentro (1981) e sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva (1971). O material foi apreendido pela Polícia Civil gaúcha na residência do coronel do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), assassinado no início do mês em Porto Alegre.

sábado, 28 de agosto de 2010

Ophir apóia reabertura do caso Lyda e cria comissão para estudar as ações

Sábado, 28 de agosto de 2010
Fonte: OAB       
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, apoiou hoje (27) a proposta do presidente da Seccional da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, para que sejam  reabertas as investigações acerca do atentado que matou Lyda Monteiro, atingida por uma carta-bomba dentro da sala da Secretaria da Presidência do Conselho Federal da OAB, no Rio de Janeiro, em 27 de agosto de 1980 - há exatos trinta anos. Ele anunciou a criação de uma comissão para estudar e propor as ações judiciais necessárias e cabíveis  para o requerimento da reabertura do processo investigatório, sobretudo depois que a edição de hoje do jornal O Globo apontou alguns suspeitos da autoria do atentado. "Vou criar uma comissão de juristas encarregada também de fazer uma análise criteriosa sobre a possibilidade de reabertura do caso, até para não criar falsas expectativas", disse.

Ophir Cavalcante, que participou de ato hoje na OAB-RJ em homenagem à memória de Lyda Monteiro, juntamente com Wadih Damous e diversos dirigentes da advocacia, afirmou que um crime dessa natureza não pode ficar impune. "A impunidade não pode prevalecer na nossa sociedade, que exige o esclarecimento de fatos como esses, até para que não se repitam em nossa história", ressaltou o presidente nacional. Ele cobrou também a total abertura dos arquivos do período da ditadura, para que a história brasileira seja conhecida em sua inteireza e seja feita justiça aos seus mártires desse período, como foi o caso de Lyda Monteiro, vítima da carta-bomba endereçada ao então presidente nacional da OAB, Eduardo Seabra Fagundes, e  fabricada por agentes da repressão a serviço do governo militar ditatorial de então, como apontam vários indícios.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Trinta anos de ato terrorista de Estado

Segunda, 16 de agosto de 2010
Da OAB
Brasília, 16/08/2010 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, confirmou hoje (16) presença no ato público que a Seccional da OAB do Rio de Janeiro realizará no dia 27 de agosto, quando se completarão 30 anos da explosão da carta bomba endereçada ao ex-presidente da OAB, Eduardo Seabra Fagundes, e que acabou por vitimar a sua secretária, dona Lyda Monteiro. A homenagem aos familiares de Lyda e que contará com a presença de ex-presidentes da OAB, diretores e conselheiros da entidade, ocorrerá às 13h40 - o mesmo horário da explosão da bomba no dia 27 de agosto de 1980.

Ophir confirmou sua presença hoje ao conduzir a sessão plenária da OAB Nacional, em Brasília, ocasião em que conselheiro federal da OAB pelo Rio de Janeiro, Marcus Vinicius Cordeiro, estendeu o convite a todos os 81 conselheiros federais da entidade. O ato público será realizado em frente ao edifício onde tinha lugar o antigo plenário do Conselho Federal da OAB, na Casa do Advogado. O convite para que Ophir se faça presente à homenagem foi feito pelo presidente da Seccional da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Seriam abelhas assassinas?

Quarta, 6 de janeiro de 2010
Nos Estados Unidos algumas garrafas de mel provocaram o esvaziamento de um aeroporto. Com paranóia do terror, a segurança americana achou que eram explosivos. Coitadas das abelhas, agora são suspeitas de trabalharem para Bin Laden.