Sábado, 20 de junho de 2015
Do MPF no Distrito Federal
Objetivo é localizar restos mortais e vítimas do conflito que aconteceu durante a ditadura militar
As buscas pelos restos mortais de militantes que participaram da Guerrilha do Araguaia ganharam mais um capítulo nos últimos dias. Durante dez dias, uma equipe formada por mais de 20 pessoas - incluindo arqueólogos, antropólogos e representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério Público Federal (MPF) - realizou novas escavações na área do conflito armado que deixou dezenas de mortos. A estimativa do próprio governo federal é que 61 corpos de pessoas que desapareceram durante a guerrilha ainda estejam enterrados na região. Para o MPF, a localização dos restos mortais, bem como de outras provas do massacre, é um passo importante não só para esclarecer os fatos como também para garantir a punição dos responsáveis pelos crimes na esfera penal.
A expedição que se encerrou nesta sexta-feira (19) é a primeira de três marcadas para 2015. Desta vez, as buscas se concentram nos municípios de São Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO), que receberam bases e acampamentos do Exército durante o conflito armado. As buscas na região chamada de Araguaia, por causa do Rio que corta a região, foram feitas a partir de relatos de testemunhas de um dos maios violentos embates ocorridos durante a ditadura militar.
