“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 29 de abril de 2017

Governo do DF vai implodir o Hospital Regional de Taguatinga. Os novos pacientes da UPA e Hospital da Ceilândia estão sendo empurrados para o HRT, que já se encontra superlotado

Sábado, 29 de abril de 2017

Calma! Não é implodir o prédio. É implodir o atendimento.

Pessoal da área médica, mas não só médica, do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) pede socorro e denuncia que a unidade não suporta mais receber os novos pacientes que estão chegando tanto do Hospital Regional como da UPA da Ceilândia. A situação, avaliam, levará a implosão do atendimento aos pacientes.

O HRT já se encontra superlotado e poderá se ver obrigado a restringir o atendimento de pacientes. Isso em razão do caos em termos de quadro de pessoal, equipamentos, insumos. Este é também o motivo que levou tanto o HRC como a UPA de Ceilândia enviarem os novos pacientes que batem às suas portas para o Hospital Regional de Taguatinga.

Servidores do HRG, do HRC e da UPA de Ceilândia denunciam o caos e devem apelar para que o governo do DF faça alguma coisa para solucionar os problemas da rede pública naquelas duas cidades. Estão dispostos inclusive, afirmam alguns desses servidores, usarem as redes sociais para denunciar a situação caótica. E até promoverem manifestações nas portas das unidades, visando divulgar o caos para a população.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Baratas foram encontradas em paciente no HRC. Mas por quê?

Terça, 20 de dezembro de 2016
20/12/2016 - Por SindSaúde DF 


Recentemente, foram encontradas seis baratas no leito de paciente no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Mas afinal, quem é o responsável por essa situação?
Parte 1 – Manutenção Predial
Ao falar sobre baratas, é preciso considerar que elas são uma praga urbana e vivem em local úmido, escuro e principalmente onde existe fonte alimentar segura. A blitz do SindSaúde no HRC flagrou inúmeros locais que servem como o habitat das baratas. Foram encontradas diversas rachaduras, batentes de madeira sem vedação, ralos sem fechadura, tomadas abertas, entre outros (Veja imagens abaixo).
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Estamos falando de um hospital que existe há 35 anos e que não possui manutenção predial. Fontes do SindSaúde informaram que a unidade só recebe pequenos reparos que servem apenas para maquiar as instalações, mas não resolvem os problemas estruturais. Como a SES deixa um hospital desta estatura sem manutenção durante tantos anos?

sábado, 9 de janeiro de 2016

Mulher tenta socorro no Hospital de Ceilândia e é agredida por seguranças

Sábado, 9 de janeiro de 2016 
Em um vídeo público, postado nas redes sociais, vigilantes aparecem chutando a vítima e a arrastando pelo braço

Isa Stacciarini — Correio Braziliense
Seguranças do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) foram flagrados em uma ação de desrespeito com paciente da rede pública de saúde. Em um vídeo público, postado nas redes sociais, vigilantes aparecem chutando uma mulher e arrastando a vítima pelo braço até o lado de fora da unidade de saúde. Uma testemunha que presenciou o caso, de 22 anos, fez um relato em um grupo de mães no Facebook. Ela contou que a ocorrência aconteceu na quinta-feira (7/1).

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coices cruzados

Quinta, 9 de maio de 2013
Imagem da internet

Se a troca de coices já é perigosa entre jegues, imagine quando ocorre entre animais políticos. Que são os mais ferozes animais da face da Terra.

O governador Agnelo Queiroz, governador do DF, há alguns dias frente à visita de deputados da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do DF ao Hospital Regional de Ceilândia para apurar a morte de oito bebês que teriam morrido por infecção por bactérias, disparou um coice contra os distritais. Disse ele, irritado, que “Um deputado entende tanto de bactéria quanto um jegue entende de religião”.

Dizem que coice (como tiro) trocado não dói, mas que dói, dói. Ah, como dói.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) encaminhou ao Ministério Público Federal a representação feita pela deputada Liliane Roriz (PSD) contra o governador Agnelo e o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, onde pediu para serem apuradas eventuais responsabilidades. Ontem foi a vez de um novo coice, agora não mais disparado pelo governador, mas por seu secretário do Conselho de Governo do DF, o senhor Roberto Wagner.

Wagner tentou reduzir a importância do encaminhamento feito pelo MPDFT para o MP Federal.

Hoje o coice veio de um nível hierárquico mais baixo, e não diretamente pela presidente da Comissão de Saúde da CLDF, distrital Liliane Roriz. Foi Caio Barbieri, assessor de imprensa da Comissão de Educação Saúde e Cultura da CLDF, o escalado para devolver o coice.

Quando uso a palavra coice, é bom esclarecer para que não haja mal-entendidos, não significa que estou dizendo que os personagens da história sejam jegues. Nem os que estão de um lado da cerca, nem do outro. Mesmo que alguns personagens achem que os outros são burros como jegues, se é que jegue é tão besta assim.

O mais recente coice, não significando que seja o último desse rodeio, veio hoje em forma de “Nota à imprensa”. Veio do lado da CLDF.

Veja a seguir o coice, ops! A Nota.

Sobre as recentes declarações do secretário do Conselho de Governo do DF, Roberto Wagner, minimizando a recente decisão do Ministério Público do DF de encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) representação contra o governador Agnelo Queiroz (PT) por suposta responsabilidade nos óbitos de nove bebês no Hospital Regional de Ceilândia, cabe esclarecer:

1. Ao contrário do que foi informado pelo excelentíssimo representante do GDF, o Ministério Público do DF decidiu encaminhar toda a documentação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foro adequado, somente após verificar a gravidade da denúncia, principalmente por esta ter o respaldo de depoimentos não apenas de médicos, mas também de servidores da unidade onde ocorreram os óbitos neonatais;

2. Tanto é verídico o fato de que há elementos suficientes para uma possível investigação que, no mesmo despacho, a vice-procuradora-geral de Justiça, Zenaide Souto, determina o encaminhamento da representação também para a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (ProSus), órgão interno do MP exclusivo para investigar desmandos da saúde no DF e que analisará também  a possível responsabilidade de outras autoridades do GDF que não possuem foro privilegiado no STJ;

3. Vale ressaltar que tanto é verdade a decisão do MPDFT que em nenhum momento representante do órgão fiscalizador ocupou páginas dos jornais para tentar reparar as informações prestadas pela presidente desta Comissão, missão esta delegada pelo governo justamente a dois assessores do governador do DF;

4. É lamentável que autoridades do GDF tentem minimizar tantas mortes ao acusar esta Casa de Leis e esta Comissão de “criar factoides”, uma vez que a atuação responsável dessas mesmas autoridades, cumprindo o seu papel, poderia ter impedido ou pelo menos reduzido esses nove óbitos;

5. Cabe lembrar ainda que além desta Comissão de Saúde da Câmara Legislativa, o Conselho Regional de Medicina e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal atuaram também diuturnamente com o objetivo de investigar os reais motivos da proliferação da bactéria Serratia no HRC e que em nenhuma avaliação feita por esses órgãos houve similaridade com a versão dada pelo governo local de que a contaminação teria sido por “falta de higiene” dos servidores da unidade;

6. Assim como criar leis, é papel da Câmara Legislativa fiscalizar qualquer tipo de ação ou mesmo descaso do governo local quanto ao uso dos recursos financeiros provenientes do bolso do contribuinte, estando, portanto, a presidência desta Comissão completamente respaldada pela legislação vigente;

7. É lamentável que, além de tentar desqualificar o trabalho de quem realmente preocupa-se com a população, as autoridades governistas que deveriam zelar pela vida da população, agora banalizam e minimizam mortes de crianças indefesas que, sem dúvida, poderiam ter escrito uma história digna e contribuído para um Distrito Federal melhor para todos nós.

Caio Barbieri
Assessor de Imprensa da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E o doutor Agnelo perdeu a postura de governador frente a pacientes do HRC

Segunda, 5 de setembro de 2011
A agressão de Agnelo aos pacientes indignados do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) foi flagrada pelas TVs

Que a saúde pública no Distrito Federal continua um desastre, todo mundo sabe. Que faltam médicos, enfermeiros, auxiliares, remédios, instrumentos, equipamentos, macas, seringas, agulhas, gerência, isso os pacientes que procuram os hospitais e centros de saúde estão cansados de saber.  Que os governos de Brasília sempre tentam jogar a responsabilidade do caos nas costas dos pacientes, é um fato velho.

O que não se esperava é o nervosismo demonstrado pelo doutor Agnelo Queiroz, governador de Brasília, ao ser questionado, vamos lá, até vaiado, por pacientes que se encontravam no Hospital Regional de Ceilândia no dia 30 de agosto.

Na solenidade de comemoração dos 30 anos do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), foi inaugurado o auditório, com direito a bolo, refrigerantes, discursos e muito ôba, ôba. Não que os 30 anos de vida do HRC não merecessem uma solenidade. Da mesma forma que os 30 anos da unidade de saúde mereciam uma festa, os pacientes merecem respeito.

Inconformados com o clima de festa das autoridades, do bolo sendo cortado, enquanto sofriam horas esperando serem atendidos por um médico que não existia, fazer um exame que não tinha certeza que seria realizado, pacientes externaram sua indignação, sua insatisfação, seu direito de protestar.

Foi nesse momento que o doutor Agnelo Queiroz — governador do DF, que chegou a trabalhar em hospitais públicos de Brasília, e que por isso bem sabe como se sente um paciente ou o pai, mãe ou filho de algum doente, quando leva horas a fio num banco duro de madeira a espera de atendimento médico que nem sempre acontece —perdeu a calma, a postura de governador, e partiu para a agressão. Verbal, mas agressão. Agressão contra gente humilde. Por serem humildes é que os pacientes mereceriam ainda mais toda a paciência do governador.

Mas não, ele partiu para o ataque, chamando aqueles que protestavam de mercenários. Triste, mas aconteceu.

As câmaras dos jornais da TV Record, TV SBT e TV Brasília, captaram o nervosismo do governador e mostraram as agressões aos pacientes. Mesmo que dentre aqueles que protestavam houvesse um ou outro provocador, que parece não ter sido o caso, os demais não mereciam ser chamado de mercenários, de terem recebido dinheiro para ali estarem protestando.

É até possível que Sarney tenha chamado de mercenários os manifestantes, incluído aí Agnelo Queiroz, que participaram daquele grande ato de protesto, em 27 de novembro de 1986, contra o presidente do país logo após ser desnudado o Plano Cruzado. Aquele protesto que se chamou por aí de “Badernaço da Esplanada”.

Mas Sarney é Sarney. E Agnelo deveria ser o Agnelo daqueles tempos. Não deveria se igualar ao Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, agredindo manifestantes.

Você pode ver os vídeos do destempero do governador contra pacientes do HRC acessando-os no “Blog do Sombra”.