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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Como os bilionários se tornam bilionários. Consequências das desigualdades.

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
 

A América tem as maiores desigualdades, a maior taxa de mortalidade, a maioria dos impostos regressivos e os maiores subsídios públicos para banqueiros e bilionários de qualquer país capitalista desenvolvido.
Publicado pela primeira vez pela Global Research em 5 de outubro de 2017

Neste ensaio, discutiremos as raízes socioeconômicas das desigualdades e a relação entre a concentração da riqueza e a mobilidade descendente das classes trabalhadoras e assalariadas.

Como os bilionários se tornam bilionários

Ao contrário da propaganda promovida pela imprensa de negócios, entre 67% e 72% das corporações tinham zero obrigações tributárias após créditos e isenções — enquanto seus trabalhadores e empregados pagavam entre 25% a 30% em impostos. A taxa para a minoria de corporações, que pagou qualquer imposto, foi de 14%.

De acordo com a Receita Federal dos EUA, a evasão fiscal bilionária equivale a US$ 458 bilhões em receitas públicas perdidas a cada ano – quase um trilhão de dólares a cada dois anos por essa estimativa conservadora.

As maiores corporações americanas abrigaram mais de US$ 2,5 trilhões de dólares em paraísos fiscais no exterior, onde não pagaram impostos ou taxas de imposto de um único dígito.

Enquanto isso, corporações americanas em crise receberam mais de US$ 14,4 trilhões em dinheiro de ajuda pública, divididos entre o Tesouro dos EUA e oFederal Reserve, principalmente de contribuintes americanos, que são esmagadoramente trabalhadores, empregados e aposentados.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O Brasil e a política do neoliberalismo. Presidente Rousseff declara guerra à classe trabalhadora

Domingo, 21 de dezembro de 2014
Do site resistir.info
por James Petras 
Sociólogo e analista político norte-americano. 
Joaquim Levy. A classe trabalhadora brasileira está a enfrentar o mais selvagem assalto aos seus padrões de vida em mais de uma década. E não são apenas os trabalhadores industriais que estão sob ataque. Os trabalhadores rurais sem terra, os empregados assalariados do sector público e privado, professores, profissionais da saúde, desempregados e pobres estão a enfrentar cortes maciços no rendimento, nos empregos e nos pagamentos de pensões.

Quaisquer que tenham sido os ganhos obtidos entre 2003-2013, serão revertidos. Os trabalhadores brasileiros enfrentam uma "década de infâmia". O regime Rousseff abraçou a política do "capitalismo selvagem" tal como personificado na nomeação de dois dos mais extremos advogados de políticas neoliberais.

O "Partido dos Trabalhadores" e a ascendência do capital financeiro

No princípio de Dezembro de 2014, a presidente Rousseff nomeou Joaquim Levy como o novo ministro das Finanças – de facto o novo czar económico para dirigir a economia brasileira. Levy é um importante membro da oligarquia financeira brasileira. Entre 2010-2014 foi presidente do Bradesco Asset Management, um braço de gestão de activos do gigantesco conglomerado Bradesco que administra mais de 130 mil milhões de dólares. Desde os seus tempos de doutoramento na Universidade de Chicago, Levy é um leal seguidor do supremo neoliberal, o professor Milton Friedman, antigo conselheiro económico do ditador militar chileno Augusto Pinochet. Como antigo responsável de topo no Fundo Monetário Internacional (1992-1999), Levy foi um forte advogado de duros programas de austeridade os quais uma década depois empobreceram o Sul da Europa e a Irlanda. Durante a presidência de Henrique Cardoso, Levy actuou como estratega económico de topo, envolvido directamente na maciça privatização de empresas públicas lucrativas – a preços de saldo – e na liberalização do sistema financeiro, a qual facilitou a saída financeira ilícita de US$15 mil milhões por ano. A presença de Levy como membro eminente da oligarquia financeira do Brasil e seus profundos e antigos laços a instituições financeiras internacionais é precisamente a razão porque a presidente Rousseff o colocou como responsável da economia brasileira. A nomeação de Levy é parte integral da adopção por Rousseff de uma nova estratégia de aumentar amplamente os lucros do capital financeiro estrangeiro e interno, na esperança de atrair investimentos em grande escala e findar a estagnação económica.

Para a presidente Rousseff e seu mentor, o ex-presidente Lula da Silva, toda a economia deve ser direccionada para obter a "confiança" da classe capitalista.