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(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Câmara Legislativa aprova mudanças que permitem realização de eleição indireta para governador do DF

Quarta, 17 de março de 2010
da Agência Brasil
 Alex Rodrigues

Brasília - A Comissão Especial da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde de hoje (17), por unanimidade, a emenda que estabelece a realização de eleição indireta para governador e vice-governador em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato.

Segundo o deputado Chico Leite (PT), relator do projeto de emenda à Lei Orgânica número 40, de autoria do deputado Alírio Neto (PPS), a iniciativa visa a “ajustar” à lei distrital à Constituição Federal.

“A Carta Maior diz que, na hipótese de vacância não definitiva, a sucessão, nos estados, dá-se na seguinte ordem: [assume o] vice-governador, presidente da Câmara e presidente do Tribunal de Justiça. A Lei Orgânica inova ao dizer que a ordem é outra: vice-governador, presidente da casa legislativa, vice-presidente da Câmara e só então o presidente do Tribunal de Justiça. Essa é a primeira modificação a ser feita [para adequar a Lei Orgânica à Constituição]”, discursou Leite.

A segunda alteração da Lei Orgânica, esclareceu o deputado, é quanto à necessidade de que a Câmara Legislativa realize eleição indireta quando os cargos de governador e vice-governador ficarem vagos

“A Lei Orgânica estabelece que quando os cargos de governador e vice ficarem vagos [definitivamente], no último ano, a sucessão [pelo presidente da Câmara Legislativa ou do Tribunal de Justiça] torna-se definitiva, sem a necessidade de eleição. Isso contraria a Constituição, que diz que a Câmara deverá realizar eleição indireta nos casos de vacância definitiva [ocorridos durante os] últimos dois anos de mandato, podendo ser candidatos todos aqueles em condições de elegibilidade”, disse Leite.

Esta manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia aprovado por unanimidade o projeto de emenda. Agora, aprovado pela Comissão Especial, a proposta segue para o plenário, onde será votado em dois turnos, com um intervalo de dez dias entre a primeira e a segunda votação. A expectativa é de que o primeiro turno ocorra ainda hoje. E a pressa é justificada, já que, com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ontem (16) cassou o mandato do governador afastado e preso José Roberto Arruda (sem partido), a indefinição quanto à comando do Poder Executivo aumentou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Plenário do STF pode analisar ação para que Arruda seja investigado sem aval de deputados

Sexta, 18 de dezembro de 2009

Da Agência Brasil   
Lísia Gusmão
Repórter
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli informou hoje (18) que levará ao plenário a ação que pede a inconstitucionalidade do artigo, da Lei Orgânica do Distrito Federal, que condiciona a abertura de processo contra o governador José Roberto Arruda à autorização da Câmara Legislativa. Com o recesso do Judiciário, o pedido da Procuradoria-Geral da República será apreciado somente a partir de fevereiro de 2010.

“Em razão da alta relevância da matéria e do seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, entendo que a decisão deva ser tomada em caráter definitivo”, justificou o ministro.

A ação direta de inconstitucionalidade foi motivada pela possibilidade de “blindagem” do governador José Roberto Arruda na Câmara Legislativa, onde conta com o apoio da maioria dos deputados. Além disso, segundo o procurador Roberto Gurgel, o envolvimento dos deputados distritais com o esquema de distribuição de propina “torna inviável” a apreciação do eventual pedido de licença para processar o governador Arruda.