“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Hoje na CLDF: Celina Leão bate em Liliane Roriz e no governador Rollemberg

Quinta, 18 de agosto de 2016
"Isso não passa de armação de uma deputada que responde um processo por quebra de decoro nesta Casa"

Da CLDF
A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PPS), negou hoje (18) em entrevista coletiva a existência de um suposto esquema de propinas envolvendo deputados distritais para a aprovação de emendas parlamentares. A suspeita havia sido levantada pela deputada Liliane Roriz (PTB), que divulgou áudios de conversas em que as duas distritais discutem exigências para a aprovação de emendas e distribuição de cargos no Poder Legislativo.
"Isso não passa de armação de uma deputada que responde um processo por quebra de decoro parlamentar nesta Casa. A acusação dela é falha, pois a emenda em questão foi proposta por ela mesma. Se há alguma irregularidade naquela emenda, então ela é que precisa dar esclarecimentos", afirmou Celina Leão.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

MPDF entra com ação direta de inconstitucionalidade contra Emenda à Lei Orgânica do DF que assegura ao servidor público que tenha cônjuge ou dependente com deficiência horário especial de serviço, independentemente da compensação de horário

Segunda, 4 de julho de 2016
A Emenda, que é a de número 96, de 2016, é de autoria de vários deputados distritais e foi publicada no Diário Oficial do DF do dia 6 de maio. O MPDF requer a sua anulação por vício de iniciativa, pois entende que a iniciativa para esse tipo de projeto é exclusiva do governador.


Assim, em 30 de junho requereu ao Conselho Especial do Tribunal da Justiça do DF “a procedência do pedido, para declarar , em tese e com feitos ex tunc [desde a origem] e erga omnes [para todos], a inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal n.º 96 , de 2016, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de 6 de maio de 2016, porque contrária ao disposto nos artigos 53, 70, § 3º, 71, § 1º, incisos II e IV, todos da Lei Orgânica do Distrito Federal.

Acesse aqui a petição do MPDF ao Conselho Especial do TJDF.

Veja a seguir a íntegra da emenda questionada:
EMENDA À LEI ORGÂNICA Nº 96, DE 2016

(Autoria: Deputada Celina Leão e Outros)
Altera dispositivos da Lei Orgânica do Distrito Federal, que garantem direitos aos servidores públicos do Distrito Federal, e dá outras providências.

A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, nos termos do art. 70, § 2º, da Lei Orgânica, promulga a seguinte emenda ao texto da referida Lei:

Art. 1º A Lei Orgânica do Distrito Federal passa a vigorar com as seguintes alterações:

I – o art. 43 é acrescido de parágrafo único, com a seguinte redação:

Parágrafo único. É assegurado ao servidor público que tenha cônjuge ou dependente com deficiência horário especial de serviço, independentemente da compensação de horário, obedecido o disposto em lei.

II – o art. 44, parágrafo único, passa a vigorar com a seguinte redação:

Parágrafo único. Ficam assegurados os benefícios constantes do art. 35, III, IV e V, e do art. 43 desta Lei Orgânica aos servidores das empresas públicas e das sociedades de economia mista do Distrito Federal.

Art. 2º Esta Emenda à Lei Orgânica entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 4 de maio de 2016
DEPUTADA CELINA LEÃO
Presidente
DEPUTADA LILIANE RORIZ
Vice-Presidente
DEPUTADO RAIMUNDO RIBEIRO
Primeiro Secretário
DEPUTADO JULIO CESAR
Segundo Secretário
DEPUTADO BISPO RENATO ANDRADE
Terceiro Secretário

terça-feira, 24 de maio de 2016

Câmara Legislativa: Gravações revelam um novo código para negociações com empresários

Terça, 24 de maio de 2016
Tem conversa?

Por Edson Sombra


Outro empresário foi prejudicado por condições impostas por distrital e seu assessor de confiança. 
 
Um valor vultuoso seria remanejado para execução de serviços em prédios públicos do DF. 
 
Em uma das gravações que se encontra em poder do empresário que fez a denuncia ao blog, e que serão entregues à Policia Federal, uma frase chamou atenção: "teve conversa". Continue lendo

quinta-feira, 12 de maio de 2016

De onde vem o perigo — Rodrigo Rollemberg: A chantagem do impeachment. E a chantagem das CPIs

Quinta, 12 de maio de 2016
Intermediação perigosa
Hélio Doyle —Jornal de Brasília / / / / Blog do Sombra
O governador Rodrigo Rollemberg (foto) está entrando em uma armadilha montada por deputados distritais, tendo à frente a presidente Celina Leão. O processo de impeachment contra a presidente da República é a inspiração desses distritais. Não necessariamente para abrir um processo contra o governador, mas para mantê-lo como refém, sob a ameaça de ser afastado.
 
Não será novidade aqui e certamente a mesma coisa acontecerá em vários estados. O medo de sofrer um impeachment e o temor de CPIs levaram o então governador Agnelo Queiroz a tudo fazer para manter uma confortável maioria de dois terços na Câmara. Agnelo cedeu em quase tudo aos distritais: segurou-se no governo, mas sequer passou ao segundo turno nas eleições.

sábado, 2 de abril de 2016

MP questiona lei-lambança dos distritais e que institui impecilhos para demolição de obras ilegais em áreas públicas

Sábado, 2 de abril de 2016
Do MPDF
O MPDFT ajuizou ação direta de inconstitucionalidade [leia]  (ADI) no TJDFT contra a Lei distrital nº5646, de 22 de março de 2016, que altera o Código de Edificações do DF. No entendimento do MP, a norma é inconstitucional porque impõe uma série de restrições indevidas ao poder de polícia da Agência de Fiscalização do DF (Agefis), no que se refere à proteção do meio ambiente e da ordem urbanística.

A lei impede, por exemplo, que o órgão competente aplique as medidas administrativas de multa e embargo da obra antes de transcorrido o prazo para o ocupante corrigir as irregularidades. Outro problema apontado pelo MPDFT é que, pela nova lei, a demolição total ou parcial das construções irregulares fica sujeita à prévia notificação do infrator, que terá direito ao contraditório. Em outras palavras, o titular da obra poderá se defender em procedimento administrativo, ainda que haja ocupação ilegal de áreas públicas.

Somente depois de esgotadas todas as instâncias administrativas do procedimento o infrator será obrigado a demolir a obra, em um prazo de 30 dias. Para o Ministério Público, a lei legitima exigências descabidas e contrárias ao interesse público e à segurança jurídica, além de prejudicar o exercício do poder de polícia pelo Estado.

Outro problema é que a nova lei foi formulada a partir de iniciativa parlamentar. Neste caso, somente o Governador do DF poderia dar início ao processo legislativo envolvendo atribuições e organização de órgãos da Administração Pública, da qual a Agefis faz parte.

segunda-feira, 7 de março de 2016

MPDFT questiona lei de autoria do deputado Rodrigo Delmasso que aumenta a idade para aposentadoria compulsória de conselheiros do TCDF

Segunda, 7 de março de 2016
Do MPDF
O MPDFT ajuizou, nesta sexta-feira, dia 4, ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei Complementar Distrital 910/2016, que aumenta de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória de Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O que já era esperado contra aberração de lei dos distritais: MP questiona constitucionalidade da lei das vaquejadas

Quinta, 25 de fevereiro de 2016
"Belas" imagens da internet





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Do MPDF
O MPDFT questinou na Justiça a lei distrital nº 5579, que reconhece a vaquejada como modalidade esportiva no DF, nesta quarta-feira, dia 24. A Procuradoria-Geral de Justiça pede ao TJDFT que a lei seja declarada inconstitucional, por estar em desacordo com o artigo 296 da Lei Orgânica do DF, que proíbe práticas cruéis contra animais. O projeto de lei 5579 foi vetado pelo Governador do DF, mas mantido pela Câmara Legislativa, que derrubou o veto e pôs a lei em vigor.

A vaquejada é uma prática na qual dois vaqueiros, montados em cavalos, tentam derrubar um boi puxando-o pelo rabo. Segundo a ação, frequentemente são noticiados casos de maus-tratos contra os animais envolvidos, que são confinados e açoitados. Para o MP, a prática implica em crueldade.

O Supremo Tribunal Federal, em decisão anterior, referente à briga de galos e à denominada “farra do boi”, também reconheceu que práticas cruéis contra animais são inconstitucionais, mesmo quando sejam realizadas como manifestação da cultura regional.
*********
Leia aqui a íntegra da petição em que o MPDF requer a declaração, em tese e com efeitos ex tunc (desde o início da lei) e eficácia erga omnes (para todos), de inconstitucionalidade da lei distrital 5.579, de 23 de dezembro de 2015

Memória:

Decisão de mérito: Juiz declara ilegal e proíbe prática de Vaquejada em todo o DF

Terça, 27 de outubro de 2015

 Resultado de imagem para brutalidade vaquejada

Vaquejada: Juarezão põe Rollemberg em outra saia justa

Vaquejada, o torneio da morte

TJDF: Contra maus tratos de animais, liminar suspende a vaquejada de Planaltina

Vaquejada, o torneio da morte, pode ser reconhecida pela Câmara Legislativa como 'modalidade esportiva' no DF

A vaquejada do Juarezão e dos distritais: Secretaria do Meio Ambiente e Instituto Brasília Ambiental deram parecer afirmando que vaquejada é violência e não modalidade esportiva

Evento invadiu parque ecológico

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Hélio Doyle: "Os deputados são chantagistas, sempre querem mais”

Terça, 16 de fevereiro de 2016
Do Alto da Torre 
PINGUE PONGUE
Jornal de Brasília / Blog do Sombra 
Hélio Doyle:
Ex-secretário da Casa Civil do governo Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle diz que falta à atual gestão mais diálogo com a sociedade. Critica duramente a Câmara Legislativa e diz que os deputados atrapalham o governo. “Os deputados são chantagistas, sempre querem mais”, afirma, ao dizer que a atual gestão cede à pressão do Legislativo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mensagem truncada — Igor Tokarski: Em quem coube a carapuça? Só Rodrigo Rollemberg saberá

Quarta, 3 de fevereiro de 2016
Do Blog do Sombra
Tens meu apoio, Igor.
Da Redação do blog do Sombra - 03/02/2016
Uma bobagem, escancarada pela foto de um registro particular, acaba mexendo numa ferida muito maior do que se pensa. Falo do episódio da suposta mensagem oriunda do celular do secretário-adjunto de Relações Institucionais, Igor Tokarski, que teria usado um palavrão ao se referir a uma reunião na Câmara Legislativa do DF. ...
A discussão, rasa por sinal, leva somente em conta a educação ou não daquele que é o responsável por fazer o bom trânsito entre o Palácio do Buriti e os distritais. Na minha opinião, o buraco é mais embaixo.
Não é de hoje que ouvimos insistentes reclamações de personagens políticos sobre a forma rasteira de alguns, que fique claro, de alguns deputados distritais. Eles são acusados de utilizam-se do cargo para tentar, a todo custo, morder um pedaço a mais de espaço no governo. Chantagem mesmo, sem a menor cerimônia. Quem não se lembra do ex-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, que chegou a declarar publicamente tudo o que estou dizendo.
Hélio era o homem forte do governo. Uma pessoa cheia de posicionamentos e personalidade forte, apesar da aparente tranquilidade. Para um secretário como ele desabafar da forma que desabafou, e deixar o cargo da forma como deixou, já deveria estar à flor da pele. Pudera, com tanta baixaria objetivando a manutenção dos asquerosos feudos.
Continue lendo

sábado, 10 de outubro de 2015

"Cristiano Araújo fez o motorista de laranja para recomprar imóvel"

Sábado, 9 de outubro de 2015
Do Portal Notibras
O deputado Cristiano Araújo (PTB) está em maus lençóis. Um processo que tramita na esfera judicial contra o distrital pode levá-lo a perder o mandato parlamentar. Trata-se de mais uma entre outras cerca de 300 ações. Agora, porém, o parlamentar extrapolou, ao tentar ludibriar a Justiça do Trabalho.

A história pode ser resumida rapidamente. Cristiano Araújo teve um dos seus bens levado a leilão, por ordem da 12ª Vara do Trabalho do Distrito Federal. Tratava-se de um imóvel localizado no Centro de Atividades (CA) 5 do Lago Norte, Bloco A, unidade 604. Avaliado em 450 mil reais, o apartamento tem a matrícula 101.745. Apesar disso, foi arrematado por apenas 180 mil reais. Leia a íntegra

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Brasília-DF: Distritais descumprem Lei de Acesso à Informação

Quarta, 7 de outubro de 2015

Lei garante que dados públicos têm de ser disponibilizados imediatamente após a solicitação

Do Instituto de Fiscalização e Controle e Blog do Sombra
Nesta segunda-feira (05/10) o IFC - Instituto de Fiscalização e Controle por meio do Projeto “Adote um Distrital” protocolou no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aos cuidados da Procuradoria Geral um pedido de abertura de Processo por Impropriedade Administrativa contra onze (11) Deputados Distritais que descumpriram a Lei de Acesso à Informação - Lei Federal 12.527/2011 e Lei Distrital 4.990/2012.
 
Após uma análise minuciosa dos gastos com verba indenizatória dos vinte e quatro Deputados Distritais, voluntários do IFC, com base na Lei de Acesso a Informação, protocolaram no dia 16/06/2015, vinte e três (23) requerimentos de informações diretamente nos gabinetes dos Deputados 
 
A Lei garante que dados públicos têm de ser disponibilizados imediatamente após a solicitação, porém, pode se usar o prazo de vinte (20) dias prorrogáveis por mais dez (10) dias, se necessário.
 
Os Deputados Distritais que até a presente data não responderam corretamente, aos supracitados ofícios, foram:
 
- Ivonildo Antônio Lira de Medeiros da Silva;
 
- Wellington Luiz de Souza Silva;
 
- Raimundo da Silva Ribeiro Neto;
 
- Christianno Nogueira Araújo;
 
- Celina Leão Hizim;
 
- Márcio Michel Alves de Oliveira;
 
- Juarez Carlos de Lima Oliveira;
 
- Ricardo Vale da Silva;
 
- Wasny Makle de Roure;
 
- Renato Andrade dos Santos; 
 
- Rafael Cavalcanti Prudente.
 
 Assim, devido à ausência de respostas por mais de cento e sete (107) dias - de 16 de junho a 05 de outubro, desde o recebimento dos ofícios pelos referidos parlamentares e à ausência de resposta ao Recurso, por mais de trinta e seis (36) dias - de 31 de agosto a 05 de outubro, foi requerido ao MPDFT que sejam tomadas medidas legais cabíveis contra os 
 
Deputados que estão descumprindo a Legislação que regula o direito à Informação Pública ao Cidadão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Especulação imobiliária: CLDF derruba decreto que ampliou os parques no Lago Sul e Norte

Sexta, 2, de outubro de 2015 

 

Por Chico Sant’Anna, com base no Blog do Callado  e do Blog do Cafezinho.

Empresários do Distrito Federal pressionam pelo loteamento do Parque do Guará.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal parece não querer se emendar mesmo e continua a legislar para atender o interesse de uns poucos em detrimento do bem estar da coletividade maior. No mesmo dia em que aprovou – a pedido do governador Rollemberg –  um polêmico saque bilhionário no fundo de Previdência dos servidores do GDF, o legislativo local aprovou um decreto revogando a ampliação dos Parques nas orlas Sul e Norte do Lago Paranoá.

No meio das discussões para garantir os salários dos servidores públicos, um ato passou despercebido, pode se dizer escondido. A Câmara Legislativa aprovou, em plenário, Decreto Legislativo, nº 57/2015, cancelando os decretos do governador Rollemberg que ampliava as áreas dos parques da QL 12 sul e QL 2 norte. O Decreto Legislativo nº 57/2015 é de autoria do deputado Cristiano Araújo (PTB).

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ministério Público quer anular emenda à Lei Orgânica do DF que trata de auxílio-moradia para policiais civis e dá competência ao diretor-geral da PCDF para autorizar concursos para cargos na corporação

Quinta, 24 de setembro de 2015
A ação direta de inconstitucionalidade (Adin) foi protocolada ontem (23/9) no Conselho Especial do TJDF e tem a desembargadora Simone Lucindo como relatora.
Alega o MPDF que houve vício de iniciativa, a invasão pelos distritais da competência da União para legislar sobre o assunto. O projeto de emenda à Lei Orgânica do DF foi de iniciativa do deputado distrital Wellington Luiz.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Vaquejada: Juarezão põe Rollemberg em outra saia justa

Quinta, 2 de julho de 2015

Deputado propôs que governador dividisse o "bolo", agora quer vaquejada como modalidade esportiva no DF

Uma proposta promete criar polêmica no Distrito Federal, principalmente entre os ambientalistas. É que o deputado distrital Juarez Oliveira (PRTB) apresentou projeto para reconhecer a “Vaquejada” como modalidade esportiva no DF.
A prática foi comum no Nordeste brasileiro, mas começou a ser questionada por ativistas dos direitos dos animais em virtude dos maus tratos aos bois, que muitas vezes têm o rabo arrancado ou sofrem graves fraturas nas quedas...
Os relatores do projeto, Cristiano Araújo (PTB) – na Comissão de Assuntos Sociais – e Sandra Faraj (SDD) – Comissão de Constituição e Justiça –, não viram problemas na aprovação da proposta, que seguiu para plenário e foi aprovado na noite de terça-feira (30) por todos os deputados presentes.
Agora, o texto será encaminhado para a sanção ou veto do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que terá apenas duas opções: desgastar-se ainda mais com um integrante da já combalida base aliada ou ver ativistas baterem na porta do Palácio do Buriti para protestar contra a sanção da nova lei.

Fonte: Redação do Blog do Sombra - 02/07/2015 - - 11:14:01
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Sobre a festa da brutalidade, a vaquejada, que parece ser "esporte" preferido dos distritais, como ficou demonstrado pela aprovação do projeto,  o Gama Livre publicou em 15 de maio deste ano o texto abaixo. Que Rollemberg não sirva na bandeija, ou no curral, a fatia desse bolo.

Vaquejada, o torneio da morte, pode ser reconhecida pela Câmara Legislativa como 'modalidade esportiva' no DF

Sexta, 15 de maio de 2015
Resultado de imagem para brutalidade vaquejada









Juarezão, deputado distrital do PRTB, apresentou projeto de lei que pretende reconhecer a Vaquejada como modalidade esportiva no Distrito Federal. Chico Vigilante, líder da bancada do PT na CLDF, vai promover hoje (15/5) à noite audiência pública para debater a realização desse 'esporte'.

Segundo matéria do site da CLDF, “Para os deputados, a vaquejada é uma festa genuína brasileira, que é realizada há mais de um século. Chico Vigilante destaca que, inclusive, no nordeste brasileiro, a vaquejada está na cultura do povo. Afim de debatermos melhores condições de realização de vaquejadas no Distrito Federal. “Lá, a vaquejada está para o povo nordestino, assim como as touradas estão para os espanhóis”, destacou...

Nossa! Defender as touradas, quando essas crueldades estão sendo banidas da Espanha?

Era também um esporte preferido dos romanos, em priscas eras, jogar cristãos nas arenas dos leões. E veja que a plateia vibrava com cada dentada, cada perna ou braço (da pessoa) amputado, cada patada com afiadas garras. E vibrava quando o corpo humano era retirado da arena. Estava, esta brutalidade, na 'cultura do povo’.

Brutalidade, animalidade, é de fato este tal “esporte” vaquejada.




















Juarezão — Distrital PRTB



Alguém, mesmo sendo deputado distrital, este ser superior, aguentaria por quanto tempo uma tortura com um sedém em suas virilhas?


Chico Vigilante, líder da bancada do PT.


Belo 'esporte'! Nenhuma brutalidade para o deleite de uma plateia, não?

As imagens de brutalidades de vaquejada são da internet. A dos distritais, do site da CLDF.

Leia também: 

Vaquejada, o torneio da morte

TJDF: Contra maus tratos de animais, liminar suspende a vaquejada de Planaltina

Roubaram a terra ao Anteu

Quinta, 2 de julho de 2015
Projeto de lei absurdo, descabido, autoritário, apresentado em 2011 pelo distrital Cristiano Araújo, do PTB de Gim, foi aprovado ontem (1/7/2015) pelos distritais.
Leia a seguir texto publicado originalmente aqui no Gama Livre no dia 19 de setembro de 2011. Com o título “Roubando a terra ao Anteu”, a postagem abordava o projeto de lei nº 572/2011, que golpeava a democracia, e que foi aprovado finalmente agora, nos últimos instantes de funcionamento da CLDF antes do recesso parlamentar de julho/início de agosto de 2015.

Leia o texto:

Roubando a terra ao Anteu

Segunda, 19 de setembro de 2011
Anteu                Google imagem
A praça! A praça é do povo

Como o céu é do condor;

É o antro onde a liberdade

Cria águias em seu calor

Senhor!... pois quereis a praça?

Desgraçada a populaça

Só tem a rua de seu...

Ninguém vos rouba os castelos,

Tendes palácios tão belos...

Deixai a terra ao Anteu.

(Castro Alves, em O Povo no Poder)

Castro Alves todos guardam na memória, mas suponho que caiba, em benefício de um ou outro leitor mais distraído, uma referência a Anteu, a quem o poeta, nesses versos, identificou com o povo. Personagem da mitologia grega, Anteu era um deus, filho de Posídon (o deus do mar, adotado pelos romanos sob o nome de Netuno) e Gaia (a Terra). Sua característica principal era a capacidade de captar para si a força da Terra, sua mãe, sempre que estivesse em contato com ela. Nessas condições, era invencível. Se perdesse esse contato, tornava-se indefeso.
Tem político que talvez por ser jovem, não ter vivido os tempos de chumbo, a ditadura imposta a partir de primeiro de abril de 1964, e principalmente nunca ter precisado sair às ruas para conseguir qualquer coisa na vida, agora brinca de querer proibir o povo de se manifestar na principal via pública de Brasília. Para torná-lo fraco, vulnerável, quer tirar-lhe o chão. Roubar a terra ao Anteu.
De acordo com o projeto de lei apresentado, neste mês de setembro, pelo deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), todo o Eixo Monumental de Brasília (o eixo central do avião) seria, na prática, proibido como local de manifestações de protestos. O espaço compreende toda a extensão que vai da antiga rodoviária interestadual até a Praça dos Três Poderes, passando pelo maior palco das manifestações populares, que é a Esplanada dos Ministérios. Impedirá também a lei, caso seja aprovado o projeto autoritário de sua excelência, que a Praça do Buriti, onde se localizam o palácio do governador do Distrito Federal, a Câmara Legislativa do DF, o Tribunal de Justiça do DF e o Ministério Público do DF, seja usada para manifestações. Reinará, segundo as intenções do deputado, a mais perfeita calma naquela região, mesmo que tudo o mais esteja explodindo.
Foi na Praça do Buriti, por exemplo, que no dia 9 de dezembro de 2009 o povo se reuniu para protestar contra o mensalão do DEM, bandalheira patrocinada pelo grupo do governador José Roberto Arruda e denunciada pelo “produtor cinematográfico especial” Durval Barbosa, que era um dos secretários de Estado do governador. Foi aí que houve um verdadeiro teatro de guerra, onde a polícia do governador sentou o pau nos manifestantes. Na praça, estudantes, sindicalistas, mulheres, jovens, crianças e velhos. Não houve seletividade na carga da cavalaria, no spray de pimenta, na bomba de efeito moral, nas balas de borracha, no desrespeito ao direito de manifestação. Todos foram vítimas da arrogância e da truculência do governador e de suas tropas.
Do lado de lá, na trincheira do governador, estava o deputado Cristiano Araújo, parlamentar da base de apoio de Arruda. Não estava nas ruas, não protestava, permanecia omisso, se calava. E, claro, não gostava do que via.
Depois do naufrágio político de Arruda, sabe-se lá por quais cargas d’água o antigo aliado é hoje peça importante na base parlamentar do governo Agnelo/Filippelli, e em breve será nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico.
Nenhum governo gosta de ver protestos nas ruas. Um protesto se inicia, mas ninguém é capaz de dizer com exatidão quais as suas conseqüências, qual o rumo que tomará mais adiante.
É verdade que por mais esquisito que possa parecer, temos assistido algumas manifestações que são verdadeiros “protestos de apoio”, se é que assim podemos chamar algum protesto. São centrais sindicais, sindicatos, entidades estudantis que foram domesticados e amestrados pelos governantes. Mas mesmo sendo assim, há de se garantir o seu direito de manifestação, de sair às ruas, de, sabe Deus, protestar ou aplaudir. Anos depois que o PT inventou o “apoio crítico”, surge agora essa hilariante onda de protestos de apoio.
Mas voltando ao autoritarismo do projeto de lei apresentado pelo deputado distrital Cristiano Araújo, ele estabelece critérios e horários para manifestações ao longo da Via do Eixo Monumental. Claro que haveria ele, o deputado, de tentar não deixar transparecer que era uma proibição e pronto. Assim, no artigo 2º do projeto de lei, o deputado coloca que “É vedada a realização de manifestação através de Carreata, passeata marchas outra da mesma natureza, nas faixas do Eixo Monumental nos horários de trânsito intensivo” (sic). O deputado considera horário de trânsito intenso aquele compreendido entre às 7 e 10 horas e entre as 16 e 19 horas.
As manifestações, assim, poderão ser realizadas a partir do primeiro segundo depois das 19 horas até 6h59min59. A partir desse momento, nenhum manifestante pode estar na área. Mas que bom, pois às 10 horas e mais um milésimo de segundo, um grito de guerra poderá reorganizar rapidamente a manifestação. O povo reinicia o que eles chamam de baderna, mas que terá que ser suspensa novamente às 15h59min59, podendo ser retomada às 19 horas mais um milésimo de segundo. Parece até aquela brincadeira de menino: “Vivo! Morto!”
A isso poderemos chamar de manifestação quebrada. Está aí. A intenção maior é quebrar com as manifestações, pois povo na rua é muito perigoso. Não para o país, mas para aqueles que nos governam, e geralmente de forma muito mal e acham que o país é deles. Incluindo o DF.
Engraçado — se não fosse suspeito — é o artigo 4º do projeto de lei de sua excelência o deputado distrital Cristiano Araújo. Ele faz uma ressalva, pois diz que a proibição estabelecida no artigo 2º “não atingirá os eventos já previstos no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal, bem como as comemorações de datas festivas”. Por exemplo, o desfile do Sete de Setembro pode ser realizado, mas a Marcha Contra a Corrupção, a exemplo do que aconteceu no último dia em comemoração à independência do Brasil (qual independência?), seria tratada na base do cacete, do pit bull, do spray de pimenta, da cavalaria, do brucutu, do Bope. É isso, ou pior do que isso, essa coisa que o deputado quer transformar em lei.
Mas tem mais. Segundo o Projeto de Lei 531/2011 — que leva o DNA do “monstro da lagoa” imaginado por Chico Buarque — e que já foi lido no Plenário da CLDF, “os participantes deverão efetuar a concentração pública próxima à área do evento, para evitar o menor transtorno possível ao transito (sic) do local”. Está aí uma boa ideia. Se estiver, por exemplo, previsto um ato junto ao Congresso, os manifestantes teriam que se reunir a poucos metros do local. Caso fossem umas 100 mil pessoas, umas se acomodariam sobre as outras, em camadas cuja altura poderia causar transtornos ao tráfego aéreo, levando, da terra aos céus, as complicações que o projeto diz querer evitar.
Você acha que acabaram os absurdos colocados no projeto de lei? Não, a coisa vai longe. Reza o texto, no seu artigo 6º, que “As manifestações ao longo do Eixo Monumental, deverão ocorrer, preferencialmente, no canteiro central.” Já no artigo 7º, por sua vez, é definido que “Não havendo condições de utilização na forma prevista no artigo anterior, será permitida manifestação ao longo do Eixo Monumental, desde que não ocupe mais do que uma faixa de rolamento da via, sem que haja cruzamento entre uma faixa e outra, exceto, nas faixas de pedestres.”
A lei proposta pelo distrital Cristiano Araújo, para ser realmente sincera e franca, poderia resumir-se a três artigos:
Art. 1º. Fica proibida em Brasília qualquer manifestação de protesto.
Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente aquelas que garantem o direito constitucional de manifestação.

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