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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

O futuro da covid, num mundo desigual

Quinta, 25 de novembro de 2021


O futuro da covid, num mundo desigual

Ao abrir o Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Mariângela Simão, da OMS, advertiu: não há fim da pandemia à vista; além de enfrentar o apartheid vacinal, é preciso fortalecer sistemas de saúde pública, reforçar testagens e medidas protetivas

OUTRASAÚDE
por Gabriela Leite*

Publicado em 25/11/2021

Não era simples o que a diretora-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pesquisadora Marisângela Simão, tinha a dizer em sua palestra para o 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia (EPI) da Abrasco. Na última segunda-feira, 22/11, ela trouxe a visão geral da OMS sobre os próximos desafios da pandemia de covid-19 – com ênfase nas desigualdades de assistência médica e nas conjecturas da Organização para os próximos tempos. “O mundo, na verdade, está entrando em uma quarta onda, mas as regiões tiveram comportamento diferente em relação à pandemia”, alertou. Prevê-se que, a curto prazo, onde houver relaxamento de medidas sociais e de saúde pública, haverá aumento de casos de covid. Sua fala está resumida numa apresentação disponibilizada pela Abrasco e pode ser assistida, em vídeo, no site da entidade. O que se segue são breves apontamentos.

Se é verdade que o Brasil e a América Latina como um todo veem sua taxa de vacinação aumentar e os casos e mortes diminuírem, lembrou Mariângela, nos Estados Unidos ainda morrem cerca de 1.300 pessoas por dia da doença — taxa que está estável pelo menos desde o começo de novembro. A Europa assiste a um novo descontrole, principalmente em países com imunização menos generalizada.