“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Termina 2013, ano impiedoso, implacável, inclemente, tudo errado. Dona Dilma, sem adversários, vai ganhar. Torce para Joaquim Barbosa não ser candidato, acha que assim vencerá no primeiro turno. Quem garante? E o requerimento do senador Requião sobre as dívidas da Globo, a sonegação colossal do imposto de renda, e mais dinheiro do BNDES

Terça, 31 de dezembro de 2013
Helio Fernandes 
Tribuna da Imprensa
Não vou fazer analise ampla deste 2013 que se despede, não quero parecer pessimista. Mas quem pode ser otimista com esse fracasso anunciado, projetado e consolidado? Tudo é negativo, não houve investimento e como conseqüência faltou desenvolvimento.
 
O dólar subiu e desceu, o BC jogou BILHÕES no mercado, os chamados investidores, ganham na alta e na baixa. Se o cambio é FLUTUANTE, por que ficam assustados quando ele FLUTUA.
 
O PIB de 2013 seguiu o de 2012, começou com previsões mais altas, fechou bem mais baixo. 2012 veio com previsão de alta de quatro por cento, encerrou o ano em um por cento, popularizando a palavra “pibinho”. 2013, nenhuma satisfação.
 
2014, previsão de PIB bem baixo

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Caindo. Projeção de crescimento da economia cai, pela nona vez seguida, para 2,31%

Segunda, 15 de julho de 2013
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia não para de cair. Na nona redução seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, passou de 2,34% para 2,31%. A estimativa para 2013 está abaixo da projeção do Banco Central (BC), que é 2,7%.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A trajetória de Dona Dilma. A faxina mentirosa de 2011. O pibinho de 2012. O falso

Segunda, 4 de março de 2013
Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa
A oficialização do pibinho de 2012 trouxe recordação, frustração, decepção. E uma expectativa nada otimista para 2013 e 2014. Não é nem pessimismo, é realismo e falta de confiança. Em julho/agosto de 2012, o “Guardian” revelou, “o PIB do Brasil crescerá menos de 1 por cento”. O ministro Mantega nem se deu ao trabalho de contestar, disse apenas que era uma piada. Só que ninguém riu.
E agora? Materializado em 0,9 por cento, sobrou a perplexidade e a pergunta inútil: o que aconteceu? A constatação do exagero, da falta de base para a análise, a insegurança das projeções. O ministro explica que foi a crise internacional. Ora, a crise internacional já vinha de 2008/2009, não piorou depois de julho/agosto.

Não havia otimismo ou pessimismo nas previsões, apenas irresponsabilidade, ou falta de espírito de renúncia, o que sobrou em Bento XVI. Mas faltou vontade para fazer, o que já vinha desde 2011. Nem é preciso repetir que o governo não tem plano, projeto ou programa.

Dessa forma, vai aos trancos e barrancos, aos solavancos, comemorando o passado distante e projetando vitórias para um futuro igualmente distante. Mas presente. E assustador. Para este 2013 que mal começa, garantiram que compensariam o pibinho com um pibão-grandão, não conseguiram nem conseguirão nada. O primeiro, realidade e perplexidade. O segundo, imaginação inimaginável.

Não era na verdade um pibão tão grandão, a esperança ou a expectativa não passavam de 3 por cento. Mas até esse número começa a ser desmontado, recorrem sempre à constatação por fases: “O PIB realmente está caindo, mas a partir de julho, começará a melhorar”.

Fingem que o país tem dois calendários, um do início do ano, de queda, o outro do meio até o fim, que seria de alta. Pelo visto não funcionou em 2012, foi de baixa sem qualquer recuperação.

CRESCIMENTO SÓ COM INVESTIMENTO

Vão falando o que vem à cabeça, ganham no desinteresse da mídia, que nem informa nem critica, elogia de forma imprudente. Houve realmente aumento de salário, não tão grande  que possa ser sustentável. Mas que vai sendo devorado pelo aumento da inflação. A alta do salário só é sustentável com investimento, que não existe.

A inflação sobe por conta própria, naturalmente inflada e insuflada pela incompetência geral. Salários altos, inflação baixa, e nenhum investimento, eis uma trilogia que ninguém consegue conciliar, no Brasil ou em qualquer país.

A ILUSÃO DO DESENVOLVIMENTO

Refugiados na própria convicção, “somos a quinta economia do mundo”, empolgados e desvairados, fizeram o mesmo Festival Wagner do pré-sal, se adiantaram pelo menos 20 anos. Os resultados não acompanharam a imaginação. Agora falam na sexta economia do mundo, tão traumatizante quanto a ficção da quinta, que se esvaiu da mesma forma.

Perderam a fórmula do sucesso até mesmo imaginário, são sabem o que fazer. Na situação em que o Brasil está hoje, econômica e financeiramente, precisamos de muito trabalho, esforço. vontade, realização. Só que depois do desperdício de 2011 e 2012, resolveram abandonar tudo, implantaram um projeto de ambição e prorrogação de Poder.

Por determinação de quem tem a força e acredita que domina também o Poder,  abandonaram 2013 em nome de 2014. Este ano (2013) seria o último da trajetória de afirmação e recuperação, depois então viria 2014, o ano da reeleição.

Dona Dilma inverteu tudo, “confidenciou” a Eduardo Campos, “sou candidata à reeleição”. Assim, oficialmente dava início à campanha de 2014, que o país assiste perplexo e estarrecido. Por que Dona Dilma implantou essa decisão e comunicou-a a um pretenso e suposto adversário? Elementar.

DONA DILMA SÓ SE ASSUSTA COM UM NOME

Efetivamente existem vários candidatos ou adversários. Mas nenhum capaz de ameaçá-la ou amordaçá-la. E entre esses, está logicamente o governador de Pernambuco. Dona Marina não tem nem partido. Aécio Neves tem partido (tem?) mas faltam correligionários. Portanto, eis Dona Dilma convencida de que se ultrapassar o único adversário realmente invencível, terá garantido outros 4 anos. Naturalmente sem incluir 2013 e 2014, esses já recebeu de “mão beijada” do grande adeversário.

Dona Dilma considera que quando surgirem as pesquisas (demoram, não?), todos verão que o pibinho real e o falso pibão grandão não afetaram em nada sua popularidade. Mas reluta em concordar que o único que pode derrotá-la não se interessa nem é atingido por pesquisas. Daí ter avançado as datas, ela precisa de campanha, ele não. Aliás, ele está em campanha mais intensa e declarada do que a dela.

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PS – Num país em que nada tem importância, e Renan Calheiros despreza e desdenha um manifesto com UM MILHÃO E 600 MIL ASSINATURAS, PEDINDO A SUA DEMISSÃO, NÃO TEM IMPORTÂNCIA, tudo é possível.

PS2 – Dessa forma, nomeiam presidente da Comissão Ambiental do Senado o bilionário Blairo Maggi. Quem é ele? O “Rei da motosserra”, que fez fortuna destruindo e depredando a natureza. Que República.

sábado, 2 de março de 2013

Economia e política

Sábado, 2 de março de 2013
Por Ivan de Carvalho
Agora é oficial. O IBGE cravou em 0,9 por cento o crescimento do Produto Interno Bruto em 2012. Não chegou sequer a um por cento, estimativa que esteve aí em voga paralelamente à de 0,9 por cento, finalmente confirmada. Desempenho pior do que este, na última década, iniciada em 2012, só tivemos em 2009, quando a marola da crise global deflagrada nos Estados Unidos atingiu o país em cheio.

         Olhando o quadro retrospectivamente, constata-se que em 2009 não se tratava de uma marolinha, como o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vendo aproximarem-se as eleições presidenciais (e gerais) de 2010 quis fazer crer aos brasileiros. E em grande parte, conseguiu mesmo engambelá-los.

         Vale assinalar, em apoio ao que está escrito acima, que em 2008 o crescimento do PIB brasileiro alcançou 5,2 por cento, o que já representava uma moderada queda dos 6,1 por cento de 2007. Deste ano para 2008 houve uma redução do crescimento de quase um por cento (0,9 por cento) no PIB. Mas de 2008 para 2009 ocorreu uma queda no vazio, à semelhança do trapezista que tenta um salto sem rede e fracassa, esborrachando-se. Essa queda espetacular foi de 5,2 por cento para – 0,3 por cento.

         Foi então que aconteceu um milagre moderno. Esse “crescimento” negativo do PIB de -0,3 por cento em 2009 transformou-se em 2010 em um crescimento positivo de 7,5 por cento, um salto realmente espantoso, limítrofe do sobrenatural. Mas, em verdade, não há mistério – 2010, último ano do governo Lula, sobre ser o ano em que este personagem sem precursores à altura na história pátria, quiçá mundial, foi também o ano em que Luiz Magno desdobrava-se para eleger um poste (uma posta?) para presidente (presidenta?) da República.

         Aí o governo viajou na maionese e fez a economia viajar na maionese para assegurar que também o eleitorado viajasse na maionese. E este não se fez de rogado, como era bastante previsível. “É a economia, estúpido”, disse alguém há uns anos lá nos Estados Unidos, com aplicabilidade também no Brasil, conforme constatado. Aqui, Acredita-se, ressalvadas exceções, que só de pão, circo, cerveja e automóvel vive o homem.

         Então veio 2011, Lula Magno fora da presidência e “um poste a iluminar o país”, bem como ausência da perspectiva de eleições presidenciais e gerais a curto prazo. O crescimento do PIB – por causa desses e outros fatores nossos e de fatores alienígenas, destacadamente a crise financeira e econômica internacional atingindo em cheio a União Européia e retraindo o crescimento na Ásia, especialmente Índia e China – despencou de 7,5 por cento para 2,7 por cento. Merreca.

         Mesmo produzindo essa merreca, o governo ainda manteve a pose. Mas 2012 foi implacável. O governo, todo prosa, especialmente pelo seu panglossiano ministro da Fazenda, andou prevendo crescimento do Produto Interno Bruto de quatro a cinco por cento. A economia real viria desmontar a economia virtual governista – o IBGE, que é um órgão da estrutura governamental, anuncia um crescimento de 0,9 por cento do PIB. Quanto ao que agora se chama PIB per capita, em outros tempos chamada de renda per capita – que é o PIB dividido pelo número de pessoas residentes no país – cresceu esquálido 0,1 por cento no ano passado. Atentem bem – um décimo por cento. Essa renda per capita em 2012 foi de R$ 22.402,00, um décimo por cento maior que a do ano anterior.

         Para 2013, o governo se mostra disposto a gastar, numa preparação para o ano totalmente político-eleitoral de 2014, quando o PT tentará (com grandes chances, mas sem as certezas tão difíceis de se ter em política). Ocorre que para sair daquele pibinho inferior a um por cento o governo tem, além de gastar, que estimular o consumo para que a produção também cresça. Mas a inflação em 2012, segundo o IBGE, foi menos que os 6,5 por cento de 2011, mas revelou resistência, atingindo 5,84 por cento – IPCA, considerado o “índice oficial” –, nos limites da meta, mas acima de seu ponto médio. Gastança com inflação resistente não é boa coisa, salvo se o objetivo prioritário ou exclusivo for manter o poder nas eleições de 2014.
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Este artigo foi publicado originariamente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Projeção para crescimento da economia este ano cai e fica abaixo de 1%

Segunda, 31 de dezembro de 2012
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

No último boletim Focus do ano, o Banco Central indica que analistas e investidores do mercado financeiro estimam o crescimento da economia abaixo de 1% e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,71% em 2012. De acordo com o documento, a nova expectativa é um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,98%, inferior à projeção de 1% divulgada anteriormente. Já a estimativa de inflação, que no boletim anterior estava em 5,69%, passou para 5,71%.

Nas contas externas, a previsão de déficit em conta-corrente melhorou de US$ 54 bilhões para US$ 53,56 bilhões, com a balança comercial em US$ 19,3 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos em US$ 60 bilhões. A projeção para a dívida líquida do setor público foi mantida em 35,01% do PIB em 2012.

Para 2013, a estimativa para o crescimento da economia não foi alterada e ficou em 3,3%. A expectativa para a inflação medida pelo IPCA também foi mantida, em 5,47%, mas a projeção para o câmbio foi elevada de R$ 2,08 para R$ 2,09. A taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 2,75% ao ano.

O déficit em conta-corrente foi projetado em US$ 63 bilhões no próximo ano. Já a dívida líquida do setor público foi mantida em R$ 34 bilhões.