Foto: Divulgação/Facebook
Sábado, 1º de setembro de 2018
Do
The Intercept Brasil
Ale Santos
BÁRBARA QUERINO, 20 ANOS, foi condenada a cinco anos e quatro meses de prisão por ter participado de uma série de assaltos na região de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. A acusação, que levou a dançarina à penitenciária feminina de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, é baseada no depoimento de duas testemunhas. Uma delas afirmou estar de costas para a ação, e a outra disse que “o cabelo era parecido”.
Na sua defesa, os advogados de Bárbara – Babiy como é mais conhecida – apresentaram fotos e vídeos de um evento no Guarujá, litoral paulista, no qual ela participara no momento em que os assaltos ocorreram. Além das imagens, três testemunhas disseram ter viajado com Bárbara a Guarujá e participado do mesmo evento. O juiz Klaus Marouelli Arroyo, da 23ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, não reconheceu as provas e condenou Babiy.
Uma das testemunhas afirmou estar de
costas para a ação e outra disse que “o cabelo era parecido”.
O judiciário não concedeu a Babiy a presunção da inocência: um princípio jurídico básico presente na Constituição, mas não na cabeça dos homens da lei quando o alvo da acusação é uma pessoa negra.


