“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vaias e xingamentos a Dilma marcam cerimônia de entrega de taça. Tetra alemão, disputa entre brasileiros e argentinos na arquibancada: Maracanã reencontra sua história e Messi recebe Bola de Ouro

Segunda, 14 de julho de 2014
Fonte: Tribuna da Imprensa
ESPN Brasil - 

Dilma e Blatter entregam a taça de campeão do mundo a Lahm.
A cerimônia de entrega da Copa do Mundo aos jogadores alemães ficou marcada pelas vaias e xingamentos direcionados à presidente Dilma Rouseff. Tão logo apareceu nos telões do Maracanã antes da cerimônia, ela foi vaiada, assim com o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
 
Lahm, Schweinsteiger e companhia subiram os degraus até a tribuna onde estavam dirigentes e chefes de estado. Diante das vaias direcionadas a Dilma e Blatter, o telão nem voltou a mostrar os dois durante a entrega ao capitão Lahm.

 
Durante o jogo, a presidente foi vaiada nas vezes em que apareceu no telão, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, convidada de honra para assistir à final que resultou no tetracampeonato germânico.
 
Confira o vídeo das vaias a presidente do Brasil:
https://www.facebook.com/photo.php?v=737397602968329&fref=nf


Leia a íntegra 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

As vaias, a ponte e o túnel

Quinta, 29 de dezembro de 2010
Por Ivan de Carvalho
Recentemente, o jornalista Levi Vasconcelos flagrou, em um restaurante da moda na Pituba, militantes petistas planejando vaiar Caetano Veloso “nos circuitos nobres” do carnaval baiano.
 A vaia seria (ou será) porque Caetano não vai votar na candidata do PT a presidente e/ou porque ele aplicou alguns adjetivos desagradáveis a Lula. Teria (ou terá), evidentemente, índole intimidatória, de terrorismo político-psicológico, de patrulhamento de idéias, na rota da Polícia do Pensamento de que fala Orwell em seu romance 1984. Regina Duarte (lembram-se?) disse que tinha medo.
Em entrevista, explicando que votará na candidata do PV a presidente, a senadora Marina Silva, disse o compositor baiano exatamente o seguinte: “Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo". "Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem".
    Foi o bastante. O PT subiu nos cascos. Lula respondeu. Dona Canô, mãe de Caetano, pediu desculpas. Caetano cantou “Eu não peço desculpas e nem peço perdão”. Apesar do desmentido do presidente estadual do PT, Jonas Paulo, a vaia vem sendo estimulada. Isso reportou, no programa Balanço Geral, da Rede Record, o apresentador Raimundo Varela, que não é do PT. Ante sua grande audiência, lamentou um comentário de Caetano, afirmando que este declarou que o carnaval é uma coisa “muita chata” e em seguida lembrou a idéia das vaias como uma coisa que está viva. Ora, quem sabe Caetano – mito e herói construtor do carnaval baiano – está achando (se está) o carnaval uma “coisa chata” para preparar a explicação de não comparecer e, assim, por-se fora do alcance de vaias. Com o que perderia mais o carnaval do que ele. Os petistas, pelo contrário, aparentemente ganhariam. Mas às vezes as aparências enganam.
    Há, no entanto, uma fragrante injustiça nessa história. Se Caetano deve ser vaiado pelo que falou, pelo que escreveu que vaia monumental merece João Ubaldo, pelo monumental artigo atacando a ponte monumental... Ubaldo falou da extinção da “Itaparica do meu coração” em holocausto aos “sacerdotes de Mamon”.
    Mas talvez haja uma alternativa conciliadora. Os sacerdotes de Mamon não poderiam fazer a exploração destrutiva da ilha, mas se fartariam muito mais na própria obra. Ao invés de ponte, um túnel. Não romperia a paisagem azul de Todos os Santos, passaria mais perto do Inferno, se este for realmente “em baixo”. Sob as águas da baía, por baixo da ilha, saindo um ou dois quilômetros continente adentro, em rodovia da qual ninguém poderia sair ou fazer retorno nos 100 primeiros quilômetros. Assim, não valeria a pena emergir do túnel e rodar 200 km para chegar à ilha. Maiores túneis existem, o Túnel de Seikan, que liga as ilhas de Hokkaido e Honshu, no Japão e o Eurotúnel, sob o Canal da Mancha, ligando a Inglaterra à França/Europa, com 50,5 km, muito mais que os 12 ou 13 da ponte proposta para a baía da Bahia. O túnel baiano, pois, é viável.
    Enterrado no chão, o túnel não seria muito visto, mas isso também tem uma solução monumental: duas estátuas de minhoca, uma em cada boca do buraco.

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta Sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vaia nele!

Quarta, 13 de janeiro de 2010
É o que dá ser apanhado metendo a mão em dinheiro repassado pelo cinegrafista de atos secretos Durval Barbosa. Apesar do ambiente não ser propício à vaias, Arruda foi vítima de uma, não tão ruidosa como mereceria, hoje à tarde em solenidade no Palácio do Itamaraty quando seu nome foi anunciado. Foi vaiado e ficou deslocado, pois outros políticos fizeram tudo para não saírem em fotos ao lado do governador de Brasília.O governador do Rio, Sérgio Cabral, é que conversou mais com Arruda.
Se nos protocolares salões do Itamaraty a coisa está assim, imagine o que não aconteceria se Arruda aparecesse na rua.

Foto: José Cruz/ABr 
Arruda é vaiado em solenidade no Itamaraty. Na foto percebe-se o constrangimento do governador da Bahia, Jaques Wagner.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carnaval da Bahia e o Camarote da Pandora

Terça, 12 de janeiro de 2010
Noticia a imprensa que dirigentes da Beija-Flor estão preocupados com as vaias que a escola de samba poderá tomar no Sambódromo do Rio de Janeiro, em razão dos escândalos de corrupção no executivo e legislativo do Distrito Federal. A escola está recebendo uma baba (falei baba, não “bola”) de mais de R$3 milhões para mostrar Brasília no carnaval do Rio.
Sei não, o pessoal da Beija-Flor que tente segurar o samba, pois numa escala de zero a 100 eu acho que a possibilidade de vaias é superior a 80. Desconfio que a escola vá atravessar o samba dessa vez. Até porque muitos brasilienses estarão nas arquibancadas do Sambódromo e, tenho certeza, que apesar de todo o respeito que têm à Beija-Flor, não vão querer perder a oportunidade de deixar claro para o Brasil que o brasiliense, aquele que pagou o imposto que foi roubado no esquema do DF, não concorda com a patifaria descoberta pela Operação Caixa de Pandora. E vaia é como coceira. Começou...
A Beija-Flor pode atravessar o samba, sim. Talvez seja vaiada. Agora, de uma coisa eu tenho certeza absoluta. No carnaval da Bahia, irreverente, gozador, irônico, desorganizado (sim, o bom do carnaval da Bahia é por ser ainda meio desorganizado), os atores (se foram filmados, para mim são atores) da bandalheira em Brasília vão ser alvos de críticas. Como Arruda é o nome mais conhecido, será ele o mais atingido.  Tenho alguns amigos que sempre pulam (lá nós pulamos carnaval) os seis/sete dias de carnaval da Bahia. Alguns deles já confeccionaram camisetas, outros, faixas. Algumas frases mais criativas, outras menos. Umas mais “finas” outras mais diretas. Duas delas que tive a oportunidade de conhecer o texto:
“Sou de Brasília, sim. Mas não sou bandido.”
 “Gosto de acarajé. Quem gosta de panetone é o Arruda”
Mas ainda quanto à Beija-Flor e o carnaval no sambódromo, bem que poderia haver o “Camarote da Pandora”. Lá, se divertindo com parte daquelas coisas que nós vimos serem ensacadas, “encuecadas”, embolsadas, e “emeiadas”, as figuras do Panetonegate. Sucesso garantido. De vaias, claro.