“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 31 de outubro de 2026

Derrotada a família, é hora de derrotar a ditadura do ‘mercado’

Sábado, 31 de outubro de 2026

Derrotada a família, é hora de derrotar a ditadura do ‘mercado’

Mobilização popular conseguiu derrotar a família filhote da ditadura; agora, tem de apoiar governo para resistir à pressão do ‘mercado’.

Do Monitor Mercantil
Não foram os quase 4,5 milhões de votos de diferença, mas sim a retomada do protagonismo político que marcou a derrota da família Bolsonaro, gerada na ditadura. Ninguém deve se deixar iludir, porém, pela desmobilização da direita, ampliada pela fuga de Flávio e pelas 3 versões da nota em que se declarava o Guaidó brasileiro – recuo que teria sido provocado pela desautorização do governo Trump.

Se o presidente reeleito quiser consolidar a vitória das forças democráticas e progressistas, precisa derrotar a ditadura do “mercado”, esse ser invisível que se pretende onisciente e tenta impor uma política econômica contrária ao resultado das urnas.

É compreensível que o setor financeiro defenda seus interesses, assim como fazem outros setores. Não é aceitável que, com apoio da mídia tradicional e de analistas, façam essa defesa travestida de “bom-senso” e “política racional”. Como dizia um veterano jornalista investigativo, não confie em quem tem seu dinheiro em jogo.

Um debate franco sobre a condução da economia passa por definição de quais rumos o País pretende seguir; e essa decisão coube aos eleitores, que rejeitaram a tentativa de jogar a conta no colo dos 99%.

Lula se reelegeu defendendo as conquistas sociais e a redução das desigualdades. Aliás, até seu adversário que fugiu teve de se render a essa visão, mudando de opinião como… mudou de país.

Poucas vezes, desde o retorno do fascismo, um governo teve oportunidade tão clara para se consolidar. Se render à ditadura do “mercado” seria o atalho para volta da direita em 2030.

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Na pressão

O jornal de direita O Globo estampou em sua principal manchete o “maior nível desde 2021” da “relação dívida/PIB”. Já seria estranho um impresso de assuntos gerais tratar de tema tão técnico com tanto destaque; mais estranho ainda é que, na própria chamada, admite que o patamar de setembro é o mesmo de agosto.

Seria como trazer de manchete “Rio das Pedras dominada pela milícia”.

É a ideologia, estúpido!

A direita colombiana retomou a Presidência com a promessa de austeridade fiscal e apoio incondicional do “mercado”. Pois bastou chegar ao poder para o presidente Abelardo de la Espriella elevar os gastos em 16%.

Jardins abertos

Deste sábado (31) a 21 de novembro, jardins do Vale do Café e do Vale das Videiras, no Estado do Rio de Janeiro, estarão abertos ao público para a realização da 1ª Mostra dos Jardins do Vale do Café e do Vale das Videiras.

Idealizada pelo Instituto Uana Etê para Artes e Meio Ambiente, a iniciativa aproxima os 2 vales de uma tradição consolidada em países europeus: a abertura de jardins particulares à visitação, com eventos dedicados à arte, à natureza e à cultura do paisagismo.

Rápidas

O programa Mulheres que Inovam (MQI), da Sociedade Brasileira de Inovação (SBI), conquistou o Prêmio Marketing Strategy Women’s Legacy 2026, da Fundação Brasileira de Marketing *** O IAB realizará, na próxima quinta-feira (5), 10h, o evento “Governança climática: Super El Niño – Um olhar interessado a partir do ODS 13 – Ação climática”, presencial e com transmissão ao vivo pela TVIAB no YouTube *** O Instituto Nexxera completa 18 anos com mais de 220 mil pessoas beneficiadas direta e indiretamente e mais de R$ 7 milhões em investimentos próprios em iniciativas sociais e ambientais.
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Jornalista, formado pela ECO/UFRJ, é diretor de Redação do Monitor Mercantil e conselheiro da Câmara de Intercâmbio Cultural Brasil-China


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