Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 6 de outubro de 2018

Comissão Interamericana celebra anulação de indulto ao ex-ditador Alberto Fujimori

Sábado, 6 de outubro de 2018
Por Agência Efe  Washington
Agência Brasil 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) comemorou a anulação do indulto concedido ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000), condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

Indulto ao ex-presidente Alberto Fujimori foi cancelado há seis dias - Mariana Bazo/Reuters/Direitos Reservados

"Trata-se de um avanço importante na luta das vítimas de graves violações de direitos humanos", informou a CIDH em comunicado.

O indulto a Fujimori foi concedido pelo então presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou ao cargo em março deste ano. Na época, Kuczynski tentava evitar um processo de impeachment, e o movimento foi entendido como um acordo político entre ele e o filho mais novo do ex-presidente, Kenji Fujimori.

Há seis dias, a Suprema Corte do Peru anulou o indulto. "Ao anular o indulto, a Suprema Corte não só reconhece a obrigação de punir os responsáveis, mas sobretudo envia uma mensagem de reconhecimento e respeito às vítimas de graves violações de direitos humanos", disse a CIDH na nota.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fujimori volta à prisão depois de ser examinado em clínica particular no Peru

Segunda, 20 de maio de 2013
Renata Giraldi* 
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), de 74 anos, que tenta o perdão do governo para os crimes de corrupção e contra a humanidade, pelos quais cumpre pena, voltou ontem (19) para a prisão. Ele passou dois dias internado na clínica particular Centenário Peruano Japonesa, nos arredores de Lima, com problemas estomacais. Fujimori se recupera de um câncer na boca e, segundo parentes, sofre de depressão e problemas de hipertensão.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Junta médica peruana conclui que Fujimori pode cumprir pena na prisão

Segunda, 25 de março de 2013
Renata Giraldi* Agência Brasil
A Junta Médica Penitenciária do Peru concluiu que o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), de 74 anos, não apresenta evidência de câncer. Os peritos fizeram o exame a pedido da família e de correligionários, que reivindicam para o ex-presidente o cumprimento de pena domiciliar. Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade.

O relatório da comissão, divulgado ontem (24) em Lima, capital peruana, será apresentado ao presidente do Peru, Ollanta Humala, que tem a palavra final sobre a concessão do indulto humanitário – que permitiria a Fujimori cumprir pena domiciliar. Para a família e correligionários do ex-presidente, a manutenção na prisão pode piorar seu estado de saúde. O pedido de indulto foi encaminhado ao governo peruano há cinco meses.

Uma junta de 12 médicos examinou o ex-presidente. No relatório, informam que Fujimori teve câncer de língua, mas não há evidências atuais da doença. Além disso, ele apresentaria hipertensão controlada, doença vascular periférica, gastrite crônica, cisto no pâncreas, hérnia e problemas na coluna. Os peritos disseram ainda que o ex-presidente sofre de depressão. No grupo, havia cinco psiquiatras.

Os parentes e correligionários de Fujimori alegaram que ele precisa de acompanhamento médico e que, por isso, deveria cumprir a pena em casa. Eles pediram o direito a indulto humanitário que é definido pelo presidente da República.

De acordo com o regulamento de perdões presidenciais, o indulto humanitário é recomendado apenas para aqueles que são doentes terminais e para quem sofre de doenças graves em estágio avançado, de degeneração, em condições incuráveis, que podem ser agravadas pela permanência na prisão.
 
*Com informações da agência pública de informações do Peru, Andina
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Comentário do Gama Livre: enquanto isso, no Brasil ninguém responsável por torturas e mortes durante a ditadura foi para a cadeia. Nem chegou a ser condenado. Os que apoiaram a ditadura e que ainda estão vivos, continuam debochando daqueles que resistiram aos tempos de chumbo, ou então se tornaram conselheiros e amigos dos que nos governam.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fujimori é acusado de ter ordenado a esterilização de mais de 2 mil mulheres no Peru

Quinta, 4 de maio de 2012
Da Agência Brasil
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), que cumpre pena de prisão por denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos, é acusado por um grupo de mulheres de esterilização forçada e sem consentimento, no período de 1996 a 2000, em diversas cidades peruanas, na região de Cuzco.

Há indicações de que cerca de 300 mil mulheres foram esterilizadas no período, por meio de ações do governo. Pelo menos  2.074 mulheres disseram ter sido forçadas às cirurgias.

As mulheres movem uma ação judicial contra Fujimori, com o apoio da deputada Hilaria Supa (Partido Nacionalista Peruano), que integra a base de governo do presidente Ollanta Humala.

A deputada e a organização não governamental Associação de Mulheres Afetadas pelas Esterilizações Forçadas de Cuzco apresentaram à Justiça local uma ação com mais de 3 mil páginas. Nela, as mulheres disseram ter reunido provas dos casos que indicam a responsabilidade de Fujimori.

As denúncias das mulheres foram alvos de investigação policial e do Ministério da Saúde do Peru em 2002.  Segundo as autoridades, 18 mulheres morreram devido às intervenções cirúrgicas feitas durante o governo de Fujimori. De acordo com as investigações, os alvos eram as mulheres mais pobres das áreas rurais do país.
 
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Doente, Fujimori pede perdão a presidente peruano

Sexta, 23 de dezembro de 2011

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, preso por crimes de corrupção e violação aos direitos humanos, está muito doente e pedirá o perdão do presidente Ollanta Humala, disseram familiares e seu advogado na quinta-feira.

O chamado perdão humanitário, que só pode ser concedido após uma série de avaliações médicas e jurídicas, permitiria a Humala obter o apoio parlamentar do partido direitista ao qual Fujimori pertence, o que finalmente lhe garantiria a maioria no Congresso.

Mas a decisão pode irritar muitos peruanos esquerdistas, que passaram anos lutando para destituir e punir Fujimori, e que se lembram de Humala como o jovem oficial do Exército que se ergueu contra o presidente exigindo sua renúncia. Leia a íntegra.
Fonte: Estadão.com

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fujimori vai continuar na cadeia

Domingo, 3 de janeiro de 2010
No Peru o ditador está na cadeia. No Brasil Lula promete a militares que pode impedir apuração de crimes da ditadura de 64

Enquanto a justiça peruana ratifica condenação de 25 anos de cadeia de Fujimori, ex-presidente ditador, aqui no Brasil Lula se acovarda diante das pressões de Nelson Jobim (ministro da Defesa) e de alguns chefes militares, diz que não sabe de nada, que assinou sem ler (você acredita?) o Plano Nacional de Direitos Humanos, e promete rever pontos do plano, aqueles que permitem a apuração e divulgação das atrocidades cometidas pela ditadura de 1964.
A retificação da cadeia de Fujimori, golpista tão elogiado na época pelo presidente do Brasil, FHC, foi em segunda e definitiva instância. O ex-presidente peruano já amarga a cadeia - por dois casos de violação dos direitos humanos e cinco de corrupção - desde setembro de 2007, quando foi extraditado do Chile. Leia: Ele continua o mesmo