Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 22 de julho de 2019

De novo os Maus Caminhos das OSs: Desvio milionário no Amazonas em contrato de alimentação para unidades de saúde é objeto de nova ação do MPF

Segunda, 22 de julho de 2019
Do MPF
Quatro pessoas são acusadas de desviar, de diferentes maneiras, R$ 1,9 milhão de recursos federais em benefício de empresa que prestava serviços para o Instituto Novos Caminhos (INC)
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou quatro réus da Operação Maus Caminhos pelo crime de peculato e pediu o ressarcimento de R$ 1.993.263,14, em valores não atualizados, como forma de reparar os danos causados. Segundo a nova denúncia, Mouhamad Mustafa, Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva, Edson Tadeu Ignácio e Pablo Gnutzmann Pereira desviaram e se apropriaram de recursos públicos federais em benefício da empresa M. L. Comercial Alimentos, prestadora de serviços para o Instituto Novos Caminhos (INC).
Em 2015, o INC contratou a M. L. Comercial para fornecer refeições à Unidade de Pronto Atendimento Campos Salles (UPA/CSL) e ao Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ). Ainda que os contratos tenham sido firmados oficialmente em agosto de 2015, as investigações identificaram que a empresa começou a emitir notas fiscais por serviços supostamente prestados ao INC em dezembro de 2014. Emitidas até fevereiro de 2016, as notas somam o valor total de R$ 4.386.072,20, entretanto, os pagamentos realizados alcançam o valor de R$ 4.504.028,70.

sábado, 9 de março de 2019

Nós já sabíamos: OS Pró-Saúde protagoniza esquema de corrupção com direito a padre envolvido em fraudes

Sábado, 9 de março de 2019
Delação de um ex-padre e depoimentos oficiais do próprio ex-governador fluminense Sérgio Cabral revelam os desvios gigantescos da Saúde

Do
Ataque aos Cofres Públicos

Wagner Portugal
Durante o desenrolar dos preparativos para o Carnaval mais um escândalo envolvendo organizações sociais de saúde, terceirização dos serviços públicos, corrupção e até membros da Igreja Católica veio à tona.
Os detalhes, divulgados a partir de uma delação de um ex-padre que foi braço direito do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro de 1997 até aos últimos anos, expõem o tamanho do fosso de corrupção por onde escorrem milhões do SUS.
Wagner Augusto Portugal foi o ex-religioso que confessou à Operação SOS, um desdobramento da Operação Lava-Jato, a sua própria participação num desvio milionário através da organização social ligada Pró-Saúde, ligada à Arquidiocese Fluminense. Com essa delação, pela primeira vez a Lava-Jato aproxima-se das cúpulas da Igreja Católica.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

E tome OS!! Organização Social desviou R$ 2,2 milhões de hospital, diz MP; abre o olho, governador!

Sábado, 2 de fevereiro de 2019
Do
Ataque aos Cofres Públicos com informações do Blog do Jamildo

Hospital Miguel Arraes, em Pernambuco, foi lesado pela OS Fundação IMIP, segundo apontam as investigações
Mais uma quadrilha que enriqueceu às custas do dinheiro do SUS e que se apresentava como organização social foi desmascarada no Brasil. Desta vez, no Estado de Pernambuco.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Combate à corrupção: MPF amplia análise de transparência de recursos repassados às organizações sociais de saúde

Terça, 22 de janeiro de 2019
Ranking da transparência divulgado pela CGU no ano passado não abrange verbas repassadas a essas organizações

Do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) instaurou novo procedimento administrativo com a finalidade de fiscalizar a qualidade das informações de transparência fornecidas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e pelas organizações sociais de saúde, de 2010 a 2018. O MPF também instaurou outro procedimento para acompanhar a alimentação dos portais da transparência da SES e das organizações em 2019. A responsável pelo caso é a procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Organizações Sociais: Empresário é preso no Rio acusado de fraudes na área da saúde

Sexta, 14 de dezembro de 2018
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil 
O empresário Daniel Gomes da Silva foi preso hoje (14) pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil, na Operação Calvário, deflagrada para apurar fraudes na área da saúde.

Além da prisão do empresário, os agentes cumpriram 10 mandados de prisão preventiva. Todos são acusados de desviar pelo menos R$ 15 milhões de recursos públicos em contratos firmados junto a unidades de saúde. Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas à 42ª Vara Criminal pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos ainda na Operação Calvário 44 mandados de busca e apreensão por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI), com apoio da Delegacia Fazendária da Polícia Civil; da Polícia Federal; da Polícia Militar; e dos Ministérios Públicos da Paraíba e de Goiás. Os mandados foram cumpridos na capital do Rio de Janeiro e nos municípios de Duque de Caxias, Itaboraí, Nova Friburgo, além dos estados da Paraíba e Goiás.

Pela denúncia apresentada à Justiça, a organização comandada por Daniel Gomes da Silva usava a filial da Cruz Vermelha Brasileira no Rio Grande do Sul (CVB-RS) para atuar na administração de unidades de saúde em diversos estados, inclusive no Rio de Janeiro, onde superfaturavam contratos e desviavam recursos. A organização atuava também na filial da Cruz Vermelha Brasileira em Sergipe e no Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP).

Recursos públicos
De acordo com o MPRJ, as entidades tiveram acesso a mais de R$ 1,7 bilhão em recursos públicos para a gestão de unidades de saúde em quatro estados, no período de 2011 a 2018, incluindo o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A partir de agosto de 2015, a organização assinou contratos no Rio de Janeiro no valor de R$ 605 milhões para gerir unidades de saúde, incluindo o Hospital Municipal Albert Schweitzer, na capital; os hospitais estaduais dos Lagos, em Saquarema, e Roberto Chabo, em Araruama, ambos na Região dos Lagos; e unidades de pronto atendimento (UPAs) de Engenho de Dentro, Magalhães Bastos e Botafogo, na capital fluminense; de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos; e de Itaboraí, região metropolitana do Rio.

Segundo o MPRJ, o desvio estimado de R$ 15 milhões representa valor bastante inferior ao real dano causado ao patrimônio público, uma vez que se refere apenas às despesas da CVB-RS com oito fornecedores, prestadores de serviços em unidades de saúde do município do Rio de Janeiro e do estado.

Condenação
O empresário Daniel Gomes da Silva foi dirigente da empresa Toesa Service S/A. Ele já foi condenado em primeira instância por peculato, uma vez que essa empresa foi contratada por valores superfaturados pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro para efetuar a manutenção de ambulâncias.

Silva é apontado como chefe da organização e principal beneficiário dos desvios de recursos. Entre os demais denunciados à Justiça estão empresários que receberam pagamentos superfaturados; superintendentes e integrantes da diretoria financeira, jurídica e de contratos que atuam no Rio; o presidente e o secretário-geral da CVB-RS; auxiliares e secretários próximos a Daniel que atuam na arrecadação dos valores desviados, incluindo um ex-diretor da UPA de Engenho de Dentro. As provas foram colhidas com quebra do sigilo telefônico e telemático autorizadas pela Justiça Estadual, informou o MPRJ.

A Operação Calvário apurou ainda práticas criminosas na Paraíba e no Pará. As informações serão encaminhadas aos ministérios públicos estaduais para que deem prosseguimento às investigações, informou o MPRJ.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

São as OSs, animal!! MPRJ cumpre mandados de prisão contra denunciados no esquema de desvio de verbas em contratos com a Bio-Rio

Sexta, 8 de junho de 2018

Do MPE RJ
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Promotoria de Justiça junto à 41ª Vara Criminal da Capital, e a Polícia Civil do Rio cumpriram nesta quarta-feira (06/06) dois mandados de prisão contra Simone Amaral da Silva Cruz e Luiz Eduardo Cruz, denunciados por integrarem organização criminosa envolvida num esquema de desvio de verbas de contratos firmados entre o Município do Rio e a Fundação Bio-Rio. Segundo as investigações, o total dos desvios ultrapassou R$ 6 milhões ao longo de dois anos.
No pedido de prisão preventiva, acolhido pelo Juízo da 41ª Vara Criminal, o MPRJ sustenta que os denunciados, usaram de meios que demonstram a pretensão de ocultação e destruição de provas. Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz Paulo Roberto Jangutta destaca que “a atitude dos réus demonstrou que a manutenção da liberdade poderá acarretar maiores desdobramentos para a sociedade, haja vista o total desrespeito com as ordens judiciais”.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

OS Biotech: Justiça do Rio bloqueia R$ 110 milhões de envolvidos em desvio de verba da saúde; e tem governador por aí (por aí, não. Por aqui) que só pensa em organizações sociais

Segunda, 15 de maio de 2017
A ladroagem grassa em OSs pelo Brasil a fora
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Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
A Justiça do Rio determinou o bloqueio de R$ 110.809.546,71 em bens acumulados pelo grupo liderado pelos irmãos Wagner e Valter Pelegrine, donos da organização social Biotech, que prestava serviços na área de saúde à prefeitura do Rio.  Eles são acusados de desviar R$ 53 milhões de recursos públicos da saúde destinados aos hospitais municipais Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste e Ronaldo Gazola, em Acari, zona norte da cidade. A medida é contra também os ex-secretários municipais de Saúde do Rio, Hans Dohmann e Daniel Soranz, que estão entre as 64 pessoas denunciadas.