Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Para entender a financeirização da Big Pharma

Terça, 11 de agosto de 2026

Para entender a financeirização da Big Pharma

Mudança recente mais crítica, no setor, foi a tomada de controle das corporações farmacêuticas pelas três maiores gestoras de ativos do mercado especulativo. Agora, sua missão é remunerar acionistas, com fortes consequências éticas – e explosão nos preços


OutraSaúde                             Indústria da Saúde

Texto originariamente postado no OUTRASAÚDE em 10/08/2026
Ilustração: Institute for New Economic Thinking

Por Reinaldo Guimarães, autor convidado

Título original: A finança e os remédios

“O capitalismo é a crença espantosa de que os homens mais perversos farão as coisas mais perversas para o bem maior de todos.”

John Maynard Keynes

A financeirização da atividade industrial está disseminada por praticamente todos os segmentos da indústria e está na raiz e no centro da macro estratégia do modo de produção capitalista em sua etapa atual. Na indústria farmacêutica em sua modalidade estabelecida, grosso modo, neste século — a Big Pharma — a financeirização está 100% consolidada, embora o capitalismo financeirizado tenha uma história mais longa. A financeirização nas farmacêuticas multinacionais não apresenta diferenças de fundo quanto à lógica e os métodos observados nos demais setores da indústria de transformação. Entretanto, sua resultante sobre os sujeitos apresenta especificidades, como se verá adiante.

Aliás, o rótulo “multinacionais” deve ser qualificado, pois embora essas empresas vendam seus produtos em muitos países e suas matrizes se localizem em uma meia dúzia deles (EUA, Suíça, Grã Bretanha, França e Japão principalmente), todas elas negociam suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Lá é o lugar onde a prática dessa financeirização acontece. Além disso, como escrevi em texto já publicado em Outra Saúde, se a indústria farmacêutica é uma invenção principalmente alemã, a Big Pharma é uma invenção norte-americana.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Bolsa Família, uma política de saúde pública

Sexta, 12 de junho de 2026

Bolsa Família, uma política de saúde pública

Pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram dados de milhões de brasileiros e constataram: o programa de transferência de renda não apenas diminui a miséria, mas também contribui para reduzir incidência de doenças e o número de mortes entre seus beneficiários


OutraSaúde                  Saúde e Desigualdade
Publicado em 12/06/2026

Créditos: Cidacs/Fiocruz Bahia

Mesmo quando os discursos preconceituosos em relação ao Programa Bolsa Família (PBF) já parecem enterrados no passado, volta e meia as direitas brasileiras recolocam o questionamento à sua validade na ordem do dia. No entanto, o Brasil já conta com evidências científicas que reafirmam o sucesso do programa.

Se figuras de proa do empresariado do país acusam o programa de estimular a acomodação, pesquisadores e indicadores oficiais mostram que o programa é um catalisador de integração e avanços sociais. E isso inclui, de forma marcante, a saúde pública.

Na semana passada, o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, realizou evento online para apresentar o documento Efeitos do Programa Bolsa Família na Saúde da População Brasileira. O trabalho reúne e sistematiza pesquisas realizados por importantes especialistas da Saúde no Brasil, vários deles com passagens por governos e experiência na coordenação de políticas públicas.

“Vivemos uma nova onda de desinformação sobre o Bolsa Família, que culpabiliza os pobres pela sua pobreza.