“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
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O dia em que Jânio Quadros renunciou
O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias. Onde está o presidente? Ninguém sabe. No Sul emerge a figura de Brizola. Diz que respeitará a Constituição e prenderá qualquer oficial que sugira o contrário
Publicado originariamente no OUTRASPALAVRAS em 07/08/2026 às 16:18

Por Carlos Azevedo, em Passageiro da História
25 de agosto de 1961, um mês de agosto quente. Dia do Soldado. Parada militar em Brasília. Tudo tranquilo na redação do jornal “O Estado de S.Paulo”, na sua majestosa sede na esquina da rua Martins Fontes com Major Quedinho, centro da capital. São duas da tarde. De repente o luminoso da frente do jornal para de dar notícias. O jornalista Raul Bastos, chefe do sistema de comunicação por telefone, rádio e telex, que se comunica com cerca de 400 correspondentes no país e no Exterior, sai de sua cabine apressado. Tem uma bomba nas mãos: o presidente da República renunciou
Comunica a notícia a Perseu Abramo, o chefe de reportagem. Como assim? Deve ser boato. Qual é a fonte? Você confirmou? A fonte era o chefe da sucursal do jornal na capital federal que está ao telefone aos gritos. O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias que vão se estendendo pelo chão.
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O sofrimento é ambíguo – e, cada vez mais, é enquadrado em categorias psiquiátricas. Isso limita a forma de interpretar a si e ao mundo. Talvez seja necessária uma expansão subjetiva para enxergar a diversidade da experiência humana…

Crescentemente, utilizamos tais classificações para dizer sobre alguém. Ou até mesmo para explicar quem somos, o que sentimos e por que sofremos.
À primeira vista, isso pode parecer apenas um reflexo dos avanços no conhecimento sobre saúde mental. E em muitos aspectos, é. Reconhecer o sofrimento constitui uma condição fundamental para que ele possa ser acolhido. Nomear determinadas experiências pode favorecer sua compreensão, reduzir estigmas e ampliar possibilidades de cuidado.
Entretanto, esse cenário levanta questões mais profundas:
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