“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 1 de julho de 2022

No Gama, Juri condena policial militar que matou mulher porque suspeitou de furto; pena de 10 anos e seis meses

Sexta, 1º de julho de 2022

Vítima levou um tiro no rosto ao responder que não sabia onde estava a carteira dele

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Gama obteve, nesta quinta-feira, 30 de junho, a condenação do policial militar de Goiás Edson Victor Pereira da Rocha pelo homicídio de Valéria Cristina da Costa. A pena foi fixada em dez anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. Ele não poderá recorrer em liberdade.

Os jurados reconheceram a qualificadora de emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Valéria não esperava pelo ataque e levou um tiro no rosto ao responder que não sabia onde estava a carteira. A Promotoria de Justiça avalia a possibilidade de recorrer.

sábado, 21 de setembro de 2013

Armas químicas: os EUA já usaram

Sábado, 21 de setembro de 2013
Escrito por Luiz Eça
Correio da Cidadania

Entre 1962 e 1971, as forças armadas americanas pulverizaram o país com cerca de 20 milhões de galões de herbicidas e desfolhantes, os chamados Agentes Laranja, para despojar os vietcongs de alimentos e abrigos.
 
3 milhões de vietnamitas  sofreram os efeitos deste veneno, que contém Dioxina, um composto químico associado a câncer e diversos defeitos de nascença.

O governo do Vietnam calcula que esses ataques químicos causaram a morte de 400 mil pessoas e defeitos de nascença em 500 mil crianças.

Nem a França, nem o Reino Unido, nem nenhum outro país falou em punições para esta verdadeira atrocidade.

Comentando o uso do Agente Laranja, Christopher Busby, Secretário do Comitê Europeu Sobre Riscos de Radiações, disse que, embora não tivesse sido projetado para matar pessoas, “…produzia efeitos colaterais muito graves e eles (os americanos) não deveriam o ter usado, pois deveriam estar a par desses efeitos. Pelo menos, quando o usaram, deveriam ter constatado esses efeitos e deveriam ter parado de usá-lo imediatamente. Mas, não pararam”.

Parece que, nessa época, os EUA não consideravam as armas químicas tão hediondas assim…

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Governo americano autorizou venda de armas que reprimem a primavera árabe

Sexta, 20 de julho de 2012
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

Por Zach Toombs e R. Jeffrey Smith, da iWatch News

Enquanto critica a repressão a manifestações populares, Washington autoriza e estimula venda de armamento americano para países como o Egito e a Argélia

Uma cisão dentro do governo americano revela uma das maiores contradições no modo como o país se posiciona internacionalmente. Enquanto se anuncia como defensor da democracia, e apóia manifestações populares contra regimes totalitários pelo mundo, Washington autoriza vendas bilionárias de armas e equipamentos para controle de protestos (como gás lacrimogêneo) para esses mesmos regimes.

A contradição veio à tona depois de um racha na publicação de relatórios feitos por diferentes setores do governo em maio e junho desse ano. De um lado, os departamentos envolvidos com a proteção aos direitos humanos criticam os governos de outros países por falta de princípios democráticos, citando abusos ao direito de expressão, reunião, discurso e escolha política. Do outro, setores ligados aos assuntos político-militares exaltam o sucesso do governo americano no estímulo a um mercado bilionário que só cresce: à exportação de armamento.

Para se ter uma ideia do tamanho desse mercado, o relatório do Departamento de Estado sobre assistência militar, de 8 de junho, afirma que o governo aprovou U$44,28 bilhões em carregamentos e armas para 173 nações no último ano. Entre elas, há lugares onde há fartos relatos de violações de direitos humanos, como Emirados Árabes, Qatar, Israel, Djibouti, Honduras, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein. E pelo menos três países onde o governo local reprimiu a resistência democrática no ano passado – Argélia, Egito e Peru. Além do governo do Egito, que comprou equipamentos para dispersar manifestante, como o gás lacrimogêneo, com o aval de Washington.

No mesmo ano em que estourou a primavera árabe, cresceu a exportação de armas americanas – comércio que o governo americano prefere chamar de “parceria”. As vendas de armas autorizadas alcançou U$44,28 bilhões no ano passado, U$10 bilhões a mais que em 2010. Segundo o departamento de estado americano, deve haver um aumento de 70% no ano que vem.

Essas vendas – somados à a exportação feita diretamente de governo para governo, que são supervisionados pelo Pentágono – fazem dos Estados Unidos o maior provedor mundial de armas convencionais, segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisa sobre Paz (Stockholm International Peace Research Institute). Rússia, França e China estão logo atrás nesse ranking. Os EUA cresceu recentemente nesse setor graças à expansão das vendas para o Brasil, Arábia Saudita e Índia.

“Nós vamos continuar a pressionar e defender a venda de armas dos Estados Unidos”, disse Andrew Shapiro, Secretário Assistente da Secretaria de Assuntos Político-Militares do governo americano, em coletiva de imprensa sobre a exportação de armas em junho. “Estamos esperançosos de que as vendas para a Índia aumentem. Fizemos grande progresso nessa relação na última década”. Segundo ele, na última década, as vendas de armas para a Índia saltaram de “quase zero” para U$8 bilhões.