Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sombra, acusado pela morte de Celso Daniel, morre em São Paulo

Terça, 26 de setembro de 2016
Elaine Patricia Cruz – da Agência Brasil

O empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que foi acusado pelo Ministério Público pela morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, morreu na manhã de hoje (27) na capital paulista. Sombra estava internado desde o dia 22 de setembro no Hospital Montemagno e faleceu por volta das 6h30. A assessoria de imprensa do hospital não informou a causa da morte.

domingo, 17 de janeiro de 2016

MP pode retomar investigação do caso Celso Daniel

Domingo, 17 de janeiro de 2016
Informações obtidas na Lava Jato podem esclarecer o caso
Da Tribuna da Bahia e iG Minas Gerais
As investigações da operação Lava Jato podem ajudar a esclarecer mistérios que ainda cercam o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), que completa 14 anos na próxima quarta-feira (20/1).
O Ministério Público de São Paulo pretende pedir nos próximos dias ao juiz Sérgio Moro acesso às informações levantadas na apuração do Paraná sobre um empréstimo fraudulento obtido pelo pecuarista José Carlos Bumlai, cujos recursos podem ter sido usados para calar um empresário de Santo André, que teria chantageado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

domingo, 13 de dezembro de 2015

O caso Celso Daniel, na visão do jornalista Cid Benjamin


Domingo, 13 de dezembro de 2015
Da Tribuna da Internet
Cid Benjamin
Leio que, finalmente, começaram a ser julgadas figuras envolvidas no superesquema de corrupção na prefeitura de Santo André, esquema esse que, provavelmente, está vinculado ao assassinato do prefeito Celso Daniel. O esquema é barra pesada. Como jornalista, tive a oportunidade de apurar muita coisa sobre esse esquema, ainda que nem tudo pudesse ter sido publicado, por exigência das fontes que, por medo de morrer, fidelidade partidária ou razões profissionais, me contaram muitas coisas em confiança.
 
O início das condenações de envolvidos no esquema da corrupção justifica a reprodução aqui do capítulo do meu livro de memórias, “Gracias a la vida”, em que trato do assunto. É preciso lembrar que o livro foi publicado em outubro de 2013, muito tempo, portanto, antes de outras histórias escabrosas terem vindo à tona.
Ainda no Jornal do Brasil tive uma experiência que selou definitivamente meu afastamento do PT: a cobertura do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, no início de 2002.
 
Antes dele, no dia 10 de setembro de 2001, outro prefeito petista, Antônio da Costa Santos, o Toninho, fora assassinado em Campinas. Por isso, quando o corpo de Celso Daniel apareceu com sete balas e marcas de tortura numa estrada de terra em Juquitiba (SP), houve a suspeita de que estivesse começando uma sucessão de atentados efetuados pela extrema-direita.
ORIGENS PETISTAS
O então diretor de redação do Jornal do Brasil, Augusto Nunes, me pediu para investigar pessoalmente aquilo. Ele sabia das minhas origens petistas e imaginava que talvez eu conseguisse apurar mais do que os repórteres dos demais jornais.
Entrei em contato com militantes do PT em São Paulo. Como era natural, achava que poderia haver ligação entre os assassinatos de Toninho e Celso Daniel. Logo me dei conta de que não. Muitos petistas não quiseram se estender sobre o caso Celso Daniel, mas demonstravam claro constrangimento. De um deles, ouvi: “Não tem nada a ver com a direita. É um negócio chato, mas não dá pra falar”.
Vi, depois, que o “negócio” não era só chato. Era coisa pior. Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, aceita pela Justiça, havia um poderoso esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. Até mesmo dirigentes petistas que, posteriormente, tentaram me convencer da versão de que o sequestro de Celso Daniel fora um crime comum, cometido ocasionalmente por bandidos, admitiam em off a existência desse esquema.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A empreiteira e o amigão de Lula

Sexta, 6 de fevereiro de 2015
Da IstoÉ, Edição:  2358 |  06.Fev.15 - 20:00 |  Atualizado em 06.Fev.15 - 21:20

A empreiteira e o amigão de Lula

Documento do BC comprova que José Carlos Bumlai contraiu um empréstimo irregular de R$ 12 milhões junto ao banco da construtora Schahin. Em troca, a empreiteira ganhou contratos com a Petrobras. Parte do dinheiro teria sido usada para comprar o silêncio
Claudio Dantas Sequeira 
Relatório inédito do Banco Central anexado a um inquérito da Polícia Federal, obtido com exclusividade por ISTOÉ, revela que o pecuarista José Carlos Marques Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, obteve em outubro de 2004 um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin. O documento desmonta a versão de Bumlai de que nunca havia contraído financiamento do banco e reforça denúncia do publicitário Marcos Valério feita em 2012. Naquele ano, em depoimento ao Ministério Público Federal, o operador do mensalão afirmou que o pecuarista intermediou uma operação para comprar o silêncio do empresário de transportes Ronan Maria Pinto. Segundo Valério, Ronan ameaçou envolver o ex-presidente Lula, e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do então prefeito de Santo André Celso Daniel. Valério tentava um acordo de delação premiada e disse ainda que, como contrapartida ao empréstimo a Bumlai, a Schahin foi recompensada com contratos bilionários de arrendamento de sondas para a Petrobras. Os contratos estão na mira da Operação Lava Jato, que incluiu a Schahin no inquérito aberto para apurar o esquema de pagamento de propina e desvios na Petrobras, conforme antecipou ISTOÉ em sua última edição.

sábado, 13 de setembro de 2014

Veja: O PT sob chantagem

Sábado, 13 de setembro de 2014 
Para evitar que o partido e suas principais lideranças sejam arrastados ao epicentro do escândalo da Petrobras às vésperas da eleição, a legenda comprou o silêncio de um grupo de criminosos — e pagou em dólar

Da Revista Veja
Robson Bonin
O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula
O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula (Montagem com fotos de Ailton de Freitas-Ag. O Globo/Joel Rodrigues-Folhapress/Rodolfo Buhrer-Estadão Conteúdo/Jeferson Coppola/VEJA)

Desde que estourou o escândalo da Petrobras, o PT é vítima de uma chantagem. De posse de um documento e informações que comprovam a participação dos principais líderes petistas num desfalque milionário nos cofres da estatal, chantagistas procuraram a direção do PT e ameaçaram contar o que sabiam sobre o golpe caso não fossem devidamente remunerados. Às vésperas da corrida presidencial, essas revelações levariam nomes importantes do partido para o epicentro do escândalo, entre eles o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, e ressuscitariam velhos fantasmas do mensalão. No cenário menos otimista, os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral. Tudo o que o PT quer evitar. Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas — e assim foi feito, com uma pilha de dólares.

O PT conhece como poucos o que o dinheiro sujo é capaz de comprar. Com ele, subornou parlamentares no primeiro mandato de Lula e, quando descoberto o mensalão, tentou comprar o silêncio do operador do esquema, Marcos Valério. Ao pressentir a sua condenação à prisão, o próprio Valério deu mais detalhes dessa relação de fidelidade entre o partido e os recursos surrupiados dos contribuintes. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o PT usou a Petrobras para levantar 6 milhões de reais e pagar um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André. A denúncia de Valério não prosperou. Faltavam provas a ela. Não faltam mais. Os dólares serviram para silenciar o chantagista Enivaldo Quadrado, ele próprio participante da engenharia financeira do golpe contra os cofres da maior estatal brasileira — e agora o personagem principal de mais uma trama que envolve poder e dinheiro.

Quadrado deu um ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: ou era devidamente remunerado ou daria à polícia os detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef. O documento era um contrato de empréstimo entre a 2 S Participações, de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto. O valor desse contrato é de 6 milhões de reais, exatamente a quantia que Valério dissera ao MP que o PT levantara na Petrobras para abafar o escândalo em Santo André. É esse o contrato que prova a denúncia de Valério. É esse o contrato que, em posse de Quadrado, permitia ao chantagista deitar e rolar sobre os petistas.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Celso Daniel do PT: STJ rejeita alegação do Sombra de nulidade do processo

Segunda, 26 de maio de 2014
Do STJ
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a alegação da defesa do empresário Sérgio Gomes da Silva de que haveria nulidade no processo que trata da morte do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel. Seguindo o voto da relatora, ministra Laurita Vaz (foto), a Quinta Turma não conheceu do habeas corpus impetrado pela defesa do suposto mandante do crime, também conhecido como “Sombra”.
O crime aconteceu em 2002. Celso Daniel e o empresário estavam em um carro e foram abordados por bandidos na saída de um restaurante. Os sequestradores levaram apenas o ex-prefeito. Dois dias depois, o corpo de Celso Daniel foi encontrado com diversos tiros numa estrada erma. O Ministério Público acusou sete pessoas; Sérgio Gomes teria encomendado o crime.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PT teria pedido R$ 6 milhões a Valério para cessar chantagem a Lula

Terça, 11 de dezembro de 2012 
Empresário afirma que partido o procurou para que Ronan Maria Pinto parasse de chantagear o ex-presidente; motivo teria ligação com morte de Celso Daniel

Felipe Recondo, Alana Rizzo e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O PT teria pedido ao operador do mensalão, Marcos Valério, R$ 6 milhões para que o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André (SP), parasse de chantagear o ex-presidente Lula, o então secretário da Presidência Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu. Por trás das ameaças estaria a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), executado em janeiro de 2002.

A polícia concluiu que o petista foi vítima de "criminosos comuns", mas o Ministério Público sustenta que ele foi eliminado a mando do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, porque decidiu dar um basta em amplo esquema de corrupção em sua administração depois que constatou que o dinheiro desviado não abastecia exclusivamente o caixa 2 do PT, mas estava sendo usado para enriquecimento de algumas pessoas.

As informações de Valério foram dadas em depoimento ao Ministério Público Federal. Ele afirmou que se recusou a interferir neste caso. Mas contou que Lula foi ajudado por José Carlos Bumlai, que tinha livre acesso no Palácio do Planalto no governo Lula. Amigo pessoal do ex-presidente, de quem é anfitrião frequentemente em sua fazenda em Mato Grosso do Sul, Bumlai é um dos maiores pecuaristas do País. O dinheiro teria vindo de um empréstimo firmado por Bumlai no Banco Schahin, grafado erroneamente como Chain no depoimento prestado por Valério.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Acusado no caso Celso Daniel obtém liminar para suspender ação penal

Terça, 4 de novembro de 2012
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar no Habeas Corpus (HC) 115714, suspendendo a tramitação de ação penal referente ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. O HC foi ajuizado pela defesa de Sérgio Gomes da Silva, conhecido como “Sombra”, acusado de ser mandante do crime. Os advogados alegam no HC cerceamento ao direito de defesa do réu, em decorrência da restrição à participação nos interrogatórios de três corréus no caso.

A defesa sustenta que houve cerceamento de defesa durante a instrução processual, uma vez que o juízo de primeira instância não permitiu a intervenção dos advogados de “Sombra” nos interrogatórios de corréus. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas teve pedidos negados por aquelas cortes. No STF, o HC alega o direito de participação da defesa nos interrogatórios dos corréus, sob pena de nulidade absoluta do processo.

Em sua decisão monocrática, o ministro Marco Aurélio destacou a importância da defesa técnica na composição do devido processo legal na área penal. “O interrogatório dos acusados insere-se na instrumentalidade própria à elucidação dos fatos, valendo notar a possibilidade de haver discordância entre as defesas”, afirmou. O artigo 188 do Código de Processo Penal, ressalta o ministro, dispõe que as partes – ou seja, seus defensores – podem questionar fato não bem esclarecido no interrogatório, formulando as perguntas correspondentes e pertinentes.

O ministro Marco Aurélio deferiu a liminar para suspender o andamento da ação penal em curso na 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra (SP), até o julgamento final do habeas corpus.

Fonte: STF

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Justiça condena mais um acusado pela morte do prefeito Celso Daniel

Quinta, 22 de novembro de 2012
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Mais um dos sete réus do processo da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002, foi condenado hoje (22). Itamar Messias Silva dos Santos terá de cumprir pena de 20 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, mediante paga ou promessa de recompensa e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

domingo, 11 de novembro de 2012

Uma década depois, Marcos Valério pode juntar as peças de um crime que assombra o PT

Domingo, 11 de novembro de 2012 
Promotores que investigaram a morte do prefeito Celso Daniel afirmam que o depoimento do operador do mensalão pode até resultar em novas denúncias
Jean-Philip Struck
Revista Veja
Caso Celso Daniel
Cadáver insepulto: corpo de Celso Daniel encontrado numa estrada de Juquitiba, alvejado por oito tiros (Epitácio Pessoa/AE)
 
"Ele pode ter sido condenado a 40 anos de prisão, pode estar desesperado, mas só vamos saber se o que ele disse ou pode dizer vale alguma coisa se formos ouvi-lo."

Mais de uma década após o brutal assassinato do prefeito petista Celso Daniel em um episódio nebuloso, que até hoje assombra o PT, investigações relacionadas ao caso podem receber um "empurrão" graças ao empresário Marcos Valério, o operador do mensalão que foi condenado a 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa é a opinião do promotor Roberto Wider, responsável pela promotoria criminal de Santo André, para quem um novo depoimento de Valério pode ajudar a ligar "pontas soltas", reforçar provas e responder perguntas em diversas investigações que foram conduzidas pelo Ministério Público na esteira da morte de Celso Daniel.

Edição de VEJA da semana passada mostra que Valério revelou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que Ronan Maria Pinto, um empresário ligado ao antigo prefeito, estava chantageando o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para não envolver seu nome e o do ex-presidente Lula na morte de Celso Daniel. O teor exato da ameaça permanece uma incógnita.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Chegou a hora de esclarecer de vez o assassinato do prefeito Celso Daniel

Segunda, 5 de novembro de 2012
Da Veja
Por Augusto Nunes
“Os executores de Celso Daniel começaram a ser castigados. Chegou a hora de identificar e punir os mandantes do assassinato”, informa o título do post de 18 de novembro de  de 2010. Passados dois anos, as ameaças de Marcos Valério exigem a republicação do texto. Ao escapar da merecidíssima punição pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o ex-ministro Antonio Palocci inventou o estupro sem estuprador. Quase 11 anos depois da morte do prefeito de Santo André, gente que se acha muito esperta continua tentando  inventar o crime encomendado sem mandante.

Com o silencioso aval da oposição e o endosso explícito do governo, o PT decidiu que o assassinato de Celso Daniel foi um crime comum. Esqueceram de combinar com a imprensa, que continuou investigando o caso, com a família da vítima, que desafiou as pressões dos interessados em enterrar a história, e sobretudo com o Ministério Público, comprovou em novembro de 2010 o julgamento de Marcos Roberto Bispo dos Santos no foro de Itapecerica da Serra. O promotor Francisco Cembranelli provou que o crime foi político e acusou o réu de participação no sequestro seguido de assassinato encomendado pela quadrilha de políticos corruptos que agia na prefeitura de Santo André.

sábado, 3 de novembro de 2012

Valério disse em depoimento que pagou para cessar chantagens em Santo André

Sábado, 3 de outubro de 2012 
Empresário condenado pelo Supremo afirmou à Procuradoria-Geral, em setembro, ter repassado dinheiro a pessoas que ameaçavam dizer que Lula e seu assessor Gilberto Carvalho estariam envolvidos num suposto esquema de propina na cidade

RICARDO BRITO, FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo
No depoimento prestado em setembro ao Ministério Público Federal, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado no Supremo por operar o mensalão, relatou que recursos do esquema foram enviados a Santo André após o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), ocorrido em janeiro de 2002. Valério disse, segundo investigadores que tiveram acesso ao depoimento sigiloso, que o dinheiro serviu para estancar supostas ameaças e chantagens a petistas.

O advogado que dita os passos do 'jogador'

Sábado, 3 de novembro de 2012
Como Marcelo Leonardo, um criminalista sisudo e de poucas palavras, tenta livrar Valério da prisão

Do Estadão
Ao pedir cautela quando novas declarações atribuídas a Marcos Valério começaram a surgir na imprensa durante o julgamento do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou o empresário mineiro como "um jogador". Reservadamente, ministros do Supremo concordam com Gurgel e compartilham a opinião de quem acompanha de perto o escândalo desde o seu início: Valério não dá um passo sem consultar seu advogado, o respeitado criminalista Marcelo Leonardo. ...

Desde que assumiu como defensor do "operador" em 2005, no auge do caso, Leonardo impôs seu estilo, sempre sóbrio e direto, às vezes sisudo.


A primeira ordem que impôs para abraçar a causa vigora oficialmente até hoje: Valério não deveria dar entrevistas.


Mas nos anos que se seguiram e mesmo durante o julgamento, várias declarações em tom de ameaças publicadas na imprensa são atribuídas ao empresário mineiro. O alvo é geralmente o PT, mas, mais recentemente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na mira.


Em setembro do ano passado, o nome de Lula foi incluído nas alegações finais da defesa de Valério encaminhadas ao Supremo. O advogado, que assina o documento, sustentou que a acusação da Procuradoria-Geral da República é um "raríssimo caso de versão acusatória de crime em que o operador do intermediário aparece como a pessoa mais importante da narrativa, ficando mandantes e beneficiários em segundo plano, alguns, inclusive, de fora da imputação, como o próprio presidente Lula".

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Três são condenados pelo assassinato de Celso Daniel

Sexta, 11 de maio de 2012
Da Agência Brasil
Daniel Mello, repórter

Itapecerica da Serra (SP) - Foram condenados na noite de hoje (10) três acusados de participar do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Após o juri decidir pela condenação, o juiz Antonio Augusto Hristov estipulou pena de 24 anos de prisão para Ivan Rodrigues da Silva, 20 anos para José Edison da Silva e 18 anos para Rodolfo Rodrigues da Silva, que teve a pena atenuada por ser menor de 21 anos à época do crime.

Celso Daniel foi executado com oito tiros em janeiro de 2002. Ela havia sido sequestrado quando saía de um de um jantar com o amigo empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que não foi levado pelos bandidos. Seu corpo foi encontrado dois dias depois na Estrada das Cachoeiras, em Juquitiba, cidade vizinha de Itapecerica da Serra.

Durante o julgamento,o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho sustentou que o ex-prefeito foi morto por ter descoberto que o esquema de corrupção instalado na prefeitura estava sendo utilizado para enriquecimento pessoal dos acusados. Segundo Carvalho, inicialmente o desvio de verbas era usado, com o conhecimento de Daniel,  para abastecer o caixa 2 da campanha eleitoral do PT.

Os advogados de defesa, no entanto, afirmam que não havia provas no processo de que o assassinato foi cometido pelos réus. Antes do começo da sessão, que começou com duas horas de atraso, às 11h30,  os advogados de Elcyd Oliveira Brito, o John, e de Itamar Messias Silva dos Santos deixaram o juri alegando que não teriam tempo suficiente para a defesa de seus clientes, pois cada um teria apenas meia hora para a explanação. O julgamento dos dois foi remarcado para 16 de agosto.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Promotor defende que morte de prefeito de Santo André foi encomendada

Quinta, 10 de maio de 2012
Da Agência Brasil
Elaine Patricia Cruz, repórter
Itapecerica da Serra (SP) – Um crime encomendado e teve motivação política. Foi esta a tese que o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho sustentou, em duas horas de meia, ao pedir a condenação dos três réus que estão sendo julgados hoje (10) pela morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel. O julgamento está ocorrendo no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Cinco acusados pela morte do prefeito seriam julgados, mas os advogados de defesa de Itamar Messias dos Santos Filho e Elcyd Oliveira Brito, conhecido como John, deixaram o plenário e tiveram seus julgamentos remarcados para o dia 16 de agosto.

Com isso, estão sendo julgados Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, e José Edison da Silva. O promotor pediu a condenação dos três por homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e sem possibilidade de defesa para a vítima.

Para Carvalho, eles foram contratados por Dionísio de Aquino Severo (morto na prisão, em 2002), a mando do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. Segundo o promotor, Dionísio trabalhou como segurança na prefeitura de Santo André e conhecia o empresário.

Pela manhã, em depoimento, os três réus negaram participação no crime e disseram que só confessaram o sequestro e morte do prefeito sob tortura. O promotor negou a versão dos acusados, dizendo que há testemunhas e um laudo pericial descartando a tortura.

Para o promotor, a autoria do crime “é absolutamente irrefutável”. “Não há dúvidas sobre o envolvimento deles no sequestro, arrebatamento e morte do prefeito”, disse, em plenário. Segundo Carvalho, extratos telefônicos e depoimento de testemunhas comprovam que o prefeito não foi uma vítima equivocada de sequestro, conforme os acusados disseram anteriormente em depoimentos. “O sequestro foi simulado e Gomes [Sombra] ajudou”.

O promotor ressaltou na sua acusação que “era preciso arquivar o prefeito”, que havia descoberto que o esquema de corrupção instalado na prefeitura não estava somente abastecendo o caixa 2 do PT, com o qual ele concordava, mas também estava sendo utilizado para enriquecimento pessoal dos integrantes do esquema.

O prefeito, de acordo com Carvalho, estava elaborando um dossiê sobre o esquema e foi torturado antes de morrer para que dissesse onde estava o documento. “Ele foi submetido a uma situação de barbaridade antes de morrer”, disse. Segundo o promotor, nenhum telefonema de resgate foi feito à família durante o sequestro, o que também atesta que o crime foi encomendado.

Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando saía de um jantar com o amigo e empresário Sombra, que não foi levado pelos bandidos. O prefeito ficou em um cativeiro, em Juquitiba, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do país, mas dois dias depois foi executado com oito tiros. Para o promotor, Sombra é o mandante do crime.

Sérgio Gomes da Silva é também réu no processo. O empresário, no entanto, não está sendo julgado hoje, já que o seu processo foi desvinculado dos demais.

Passados dez anos do crime, Marcos Roberto Bispo dos Santos foi o único condenado até agora. Em novembro de 2010, Santos foi sentenciado a 18 anos de prisão. Neste caso, a Justiça reconheceu que a motivação para o crime foi política.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ministério Público vai sustentar tese de crime político no julgamento de acusados da morte do prefeito Celso Daniel

Quarta, 9 de maio de 2012
Da Agência Brasil

Elaine Patricia Cruz, repórter
São Paulo - No julgamento de amanhã (10), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, o Ministério Público Estadual vai sustentar a tese de crime com motivação política para a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, disse o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho, durante entrevista na tarde de hoje (9), na capital paulista.
"O Ministério Público defende, com relação ao homicídio do prefeito Celso Daniel, a tese de crime político, por motivação política. A tese do Ministério Público sempre foi essa. O Ministério Público nunca concordou com a versão inicial dada pela Polícia Civil e depois respaldada pela Polícia Federal. Não se trata de discordar da polícia. A polícia fez um excelente trabalho. Essa primeira conclusão andou bem: a polícia identificou os executores efetivos do arrebatamento. Mas o Ministério Público já investigava a situação de corrupção envolvendo a prefeitura de Santo André e, dentro desse cenário, indícios apareceram que levaram à conclusão de que não se tratava de crime comum, nem de sequestro convencional", disse.

De acordo com o promotor, “o prefeito de Santo André conhecia o esquema, sabia que havia corrupção e que o dinheiro era desviado para o caixa 2 do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele foi morto porque, em determinado momento do funcionamento desse esquema de corrupção, ele descobriu que o dinheiro não era todo encaminhado para a campanha política. Parte do dinheiro era levado para enriquecimento pessoal dos participantes do esquema, dentre eles, o Sérgio [Gomes da Silva, empresário e amigo de Celso Daniel, conhecido como Sombra]”.

O esquema de corrupção, segundo Carvalho, envolvia fraudes em licitação e corrupção no setor de transportes e de coleta de lixo. O dinheiro desviado era então utilizado para a campanha eleitoral do partido em 2002. O Ministério Público ainda não sabe quanto foi movimentado nesse esquema, mas avalia que mais de R$ 1,2 milhão foi movimentado pelo partido em um primeiro momento.

O julgamento de cinco acusados da morte do prefeito começa às 9h30. Sentarão no banco dos reus Itamar 
Messias dos Santos Filho, Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, José Edison da Silva e Elcyd Oliveira Brito, o John. Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação dos réus por homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando saía de um jantar com o amigo e empresário Sombra, que não foi levado pelos bandidos. O prefeito ficou em um cativeiro, em Juquitiba, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do país, mas dois dias depois foi executado com oito tiros. Para o promotor, Sombra é o mandante do crime.

O empresário é também réu no processo e responde em liberdade, beneficiado por um habeas corpus. Sombra, no entanto, não estará no julgamento amanhã, já que o seu processo foi desvinculado dos demais. Ele entrou com recurso no Tribunal de Justiça para não responder por participação no crime, mas a sentença de pronúncia foi confirmada pelos desembargadores. O juiz aguarda apenas o retorno do processo ao tribunal para marcar a data de seu julgamento.

Na versão do Ministério Público, o empresário contou com a ajuda de Dionísio de Aquino Severo (morto dentro da prisão, em 2002) para contratar, por cerca de US$ 40 mil, um grupo de pessoas a fim de cometer o crime.

Passados dez anos da morte do prefeito, Marcos Roberto Bispo dos Santos foi o único condenado até agora. Em novembro de 2010, Santos foi sentenciado a 18 anos de prisão.

O Ministério Público disse que não arrolou testemunhas para o julgamento por entender que não há necessidade, já que mais de 100 pessoas foram ouvidas durante o processo. Os advogados dos réus, no entanto, relacionaram 13 testemunhas de defesa.

A Agência Brasil procurou o PT para falar sobre o julgamento. A legenda informou, por meio de nota, que "o Partido dos Trabalhadores acompanha o julgamento esperando que a justiça seja feita e que todos os culpados sejam exemplarmente punidos".

No julgamento de amanhã (10), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, o Ministério Público Estadual vai sustentar a tese de crime com motivação política para a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, disse o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho, durante entrevista na tarde de hoje (9), na capital paulista.

"O Ministério Público defende, com relação ao homicídio do prefeito Celso Daniel, a tese de crime político, por motivação política. A tese do Ministério Público sempre foi essa. O Ministério Público nunca concordou com a versão inicial dada pela Polícia Civil e depois respaldada pela Polícia Federal. Não se trata de discordar da polícia. A polícia fez um excelente trabalho. Essa primeira conclusão andou bem: a polícia identificou os executores efetivos do arrebatamento. Mas o Ministério Público já investigava a situação de corrupção envolvendo a prefeitura de Santo André e, dentro desse cenário, indícios apareceram que levaram à conclusão de que não se tratava de crime comum, nem de sequestro convencional", disse.

De acordo com o promotor, “o prefeito de Santo André conhecia o esquema, sabia que havia corrupção e que o dinheiro era desviado para o caixa 2 do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele foi morto porque, em determinado momento do funcionamento desse esquema de corrupção, ele descobriu que o dinheiro não era todo encaminhado para a campanha política. Parte do dinheiro era levado para enriquecimento pessoal dos participantes do esquema, dentre eles, o Sérgio [Gomes da Silva, empresário e amigo de Celso Daniel, conhecido como Sombra]”.

O esquema de corrupção, segundo Carvalho, envolvia fraudes em licitação e corrupção no setor de transportes e de coleta de lixo. O dinheiro desviado era então utilizado para a campanha eleitoral do partido em 2002. O Ministério Público ainda não sabe quanto foi movimentado nesse esquema, mas avalia que mais de R$ 1,2 milhão foi movimentado pelo partido em um primeiro momento.

O julgamento de cinco acusados da morte do prefeito começa às 9h30. Sentarão no banco dos reus Itamar Messias dos Santos Filho, Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, José Edison da Silva e Elcyd Oliveira Brito, o John. Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação dos réus por homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando saía de um jantar com o amigo e empresário Sombra, que não foi levado pelos bandidos. O prefeito ficou em um cativeiro, em Juquitiba, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do país, mas dois dias depois foi executado com oito tiros. Para o promotor, Sombra é o mandante do crime.

O empresário é também réu no processo e responde em liberdade, beneficiado por um habeas corpus. Sombra, no entanto, não estará no julgamento amanhã, já que o seu processo foi desvinculado dos demais. Ele entrou com recurso no Tribunal de Justiça para não responder por participação no crime, mas a sentença de pronúncia foi confirmada pelos desembargadores. O juiz aguarda apenas o retorno do processo ao tribunal para marcar a data de seu julgamento.

Na versão do Ministério Público, o empresário contou com a ajuda de Dionísio de Aquino Severo (morto dentro da prisão, em 2002) para contratar, por cerca de US$ 40 mil, um grupo de pessoas a fim de cometer o crime.

Passados dez anos da morte do prefeito, Marcos Roberto Bispo dos Santos foi o único condenado até agora. Em novembro de 2010, Santos foi sentenciado a 18 anos de prisão.
O Ministério Público disse que não arrolou testemunhas para o julgamento por entender que não há necessidade, já que mais de 100 pessoas foram ouvidas durante o processo. Os advogados dos réus, no entanto, relacionaram 13 testemunhas de defesa.

A Agência Brasil procurou o PT para falar sobre o julgamento. A legenda informou, por meio de nota, que "o Partido dos Trabalhadores acompanha o julgamento esperando que a justiça seja feita e que todos os culpados sejam exemplarmente punidos".

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Acusado de mandar matar Celso Daniel tem liminar indeferida

Segunda, 16 de abril de 2012
Do STJ
A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminar em habeas corpus a Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, acusado de ser o mandante do assassinato do então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, em janeiro de 2001.

Ex-professor universitário, deputado e prefeito da cidade do ABC pela terceira vez, Celso Daniel foi encontrado morto em uma estrada de terra em Juquitiba (SP), alvejado por oito tiros, após dois dias de sequestro. O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou Silva pela suposta prática do crime de homicídio por motivo torpe.

No STJ, a defesa de Silva pediu, liminarmente, o sobrestamento da ação penal até o julgamento do habeas corpus e, no mérito, requereu a nulidade da ação a partir do indeferimento do seu direito de formular perguntas aos corréus, em seus interrogatórios.

Para isso, alegou ofensa ao princípio da ampla defesa e ao artigo 188 do Código de Processo Penal, consistente no indeferimento, mesmo diante de expressos requerimentos da defesa, de participação nos interrogatórios de dois corréus (José Edison da Silva e Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira) e no reinterrogatório do corréu Elcyd Oliveira Brito, o que teria ocasionado prejuízo a Silva.

Em sua decisão, a ministra afirmou que não estão presentes os pressupostos autorizadores para a concessão da liminar, uma vez que o pedido entra no próprio mérito do habeas corpus.

A relatora requisitou informações ao Tribunal de Justiça de São Paulo e determinou o envio dos autos ao Ministério Público Federal para elaboração de parecer.

terça-feira, 13 de março de 2012

Celso Daniel

Terça, 13 de março de 2012
Revista Veja.com (da Coluna do Augusto Nunes)

Bruno Daniel, irmão de Celso Daniel, conta tudo o que pensa e sabe do caso do prefeito assassinado em janeiro de 2002

Pela primeira vez desde o assassinato do prefeito Celso Daniel, um de seus irmãos teve tempo e tranquilidade para tratar do caso numa gravação em vídeo. Na entrevista ao site de VEJA, dividida em cinco partes, Bruno Daniel disse tudo o que pensa e sabe do crime consumado em janeiro de 2002, que encerrou brutalmente a carreira do político já escolhido para coordenar a campanha eleitoral que transformaria Lula em presidente da República. Leia mais

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Irmão de Celso Daniel diz ter sido abandonado pelo PT

Segunda, 9 de janeiro de 2012

Bruno Daniel se refugiou na França por seis anos após assassinato do então prefeito de Santo André

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
Bruno José Daniel Filho está de volta ao Brasil após um duro exílio de seis anos na França, que em 2005 outorgou a ele o título de refugiado, porque reconheceu que sua vida aqui corria riscos. O retorno foi discreto, no início de novembro. Bruno, a mulher e os três filhos buscam se readaptar à rotina de seu País.

Irmão mais novo de Celso Daniel - prefeito do PT eliminado à bala em 20 de janeiro de 2002 -, Bruno, de 59 anos, professor de economia, está retomando as atividades profissionais.

Dez anos depois, o medo ainda espreita a família. A ferida não fecha, mas a vida é preciso reconstruir. "O recomeço é complicado", ele diz, à mesa de um café em Pinheiros. "O Brasil mudou, preciso voltar a conhecer o País."

Relata as dificuldades que enfrentou longe da sua gente e clama por Justiça - porque até aqui apenas um acusado pela morte de Celso está condenado e o suposto mandante jamais foi para o banco dos réus.

As intimidações que o levaram à longa jornada da expatriação parecem ter cessado.

Bruno Daniel é graduado em Engenharia Civil, mestrado em Administração de Empresas, doutorado em Ciências Sociais e pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Técnico da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) e professor do Centro Universitário Fundação Santo André. Filiou-se ao PSOL em 7 de outubro, ainda no exterior, e o partido agora o corteja para concorrer à cadeira que um dia foi de seu irmão. 
 
 
Fonte: "O Estado de São Paulo"

sábado, 20 de novembro de 2010

Lutar vale a pena

Sábado, 20 de novembro de 2010
“Significa mais um grande passo que permite que continuemos a acreditar que lutar vale a pena.” (Bruno Daniel, irmão de Celso Daniel, prefeito de Santo André —São Paulo—, assassinado em janeiro de 2002, sobre a condenação, esta semana, a 18 anos de prisão de um dos assassinos do seu irmão. Clique aqui e veja a entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo)