Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

A delação quebra a ética do colarinho branco, diz procurador

Segunda, 13 de junho de 2016
Do Estadão
Por Julia Affonso

Alan Mansur, do Ministério Público Federal do Pará, avalia que Lava Jato podia não ter dado certo no Brasil de 15 anos atrás

A delação premiada, alma da Operação Lava Jato – mais de 55 acordos já foram firmados -, é uma importante ferramenta contra o crime do colarinho branco. Para o procurador da República Alan Mansur, do Ministério Público do Pará, a colaboração ‘quebra a ética do crime’.

“Aquelas pessoas que cometem crimes, principalmente de colarinho branco, que tem uma ética muito fechada, de cumplicidade, hoje se vê que a delação é uma coisa que vem quebrar essa ética do crime. Essas pessoas estão muito preocupadas que o Brasil consiga esclarecer esse tipo de criminalidade”, destaca Alan Mansur.

Leia a íntegra em:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-delacao-quebra-a-etica-do-colarinho-branco-diz-procurador/

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Lava Jato: Justiça reconhece violação do acordo de colaboração por Fernando Moura

Quarta, 18 de maio de 2016
Do MPF
Decisão atende pedido formulado pelo MPF. Lobista foi condenado a 16 anos e dois meses de prisão

Justiça reconhece violação do acordo de colaboração por Fernando Moura

A Justiça Federal, acolhendo pedido formulado pelo Ministério Público, reconheceu, nesta quarta-feira, 18 de maio, a violação do acordo de colaboração premiada do lobista Fernando Antônio Hourneaux de Moura. Na decisão, em que também foi condenado o ex-ministro José Dirceu, Fernando Moura teve pena fixada de 16 anos e dois meses, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e pertinência à organização criminosa. 

O condenado atuou a mando de José Dirceu na indicação de cargos dentro Petrobras e recebeu pelo menos R$ 5 milhões em propina paga por empreiteiras que mantinham contratos fechados com a estatal. Além de ter violado seu acordo, Moura teve sua prisão preventiva restabelecida.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Delação premiada com o FBI: Ex-mulher de político negocia delação com FBI para entregar offshore

Segunda, 2 de abril de 2016
Fontes: Leandro Mazzini - coluna esplanada
A embaixada em Brasília já ofereceu proteção à mulher

A ex-mulher de um poderoso político em Brasília negocia delação premiada com o FBI dos Estados Unidos e a entrada no programa de proteção a testemunhas pelos próximos cinco anos.

terça-feira, 19 de abril de 2016

STF homologa delação que cita plano de Dilma e Lula para melar a Lava Jato

Terça, 19 de abril de 2016
Da Revista Época
Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva  (Foto: Agência O Globo )

O ministro Teori Zavascki homologou a colaboração de Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio do Amaral 
FILIPE COUTINHO E ANA CLARA COSTA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologou na quinta-feira, 14, a colaboração do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira. Segundo a decisão do ministro, Ferreira confirmou que foi informado sobre o teor da conversa entre a presidente Dilma e Delcídio, em que a petista revelou ao senador a intenção de indicar o advogado Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo seria atrapalhar a Lava Jato e proteger os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, conforme revelou Delcídio em sua delação, homologada em março. A participação do atual ministro da Advocacia-Geral da União, à época ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também é citada no documento.

Os principais pontos da delação de Delcídio do Amaral 
Delcídio do Amaral: um delator no ninho petista

Na delação, Ferreira também complicou ainda mais a situação do ex-presidente Lula e do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, trazendo ambos para o centro das tentativas de impedir a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ele relata ter participado de encontros com Maurício, de quem recebeu dinheiro para ser entregue à família de Cerveró. Foram três entregas de R$ 50 mil feitas por meio do advogado de Cerveró, Edson Ribeiro -- todas em São Paulo. Ferreira apresentou como provas algumas trocas de mensagem de áudio e WhatsApp, combinando o local das entregas. Segundo a delação de Delcídio, Lula seria principal articulador da estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró.

terça-feira, 15 de março de 2016

Monica Moura, mulher do marqueteiro de Dilma, decide fazer delação

Terça, 15 de março de 2016
Do Diário de Pernambuco
Monica Moura decide fazer delação Os termos da colaboração estão sendo definidos com os procuradores com a força-tarefa da Lava Jato

A empresária Monica Moura, mulher e sócia do publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e de Dilma (2010 e 2014) decidiu fazer delação premiada. O casal foi preso na operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato.

Monica Moura ainda não formalizou o acordo. Os termos da colaboração estão sendo definidos com os procuradores com a força-tarefa da Lava Jato.

Leia mais em: 
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/03/15/interna_politica,632645/monica-moura-decide-fazer-delacao.shtml
 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Vai uma Delação Premiada aí? Ela cai bem!

Sábado, 30 de janeiro de 2016
Enquanto isso, em Bento Gonçalves (RGS) produtor de cerveja artesanal está faturando alto com a popularidade da Lava-Jato. Clique nas imagens para ampliá-las.

Bandidos botaram a boca no trombone.

domingo, 1 de novembro de 2015

A colaboração premiada segundo alguns juristas

Domingo, 1º de novembro de 2015
O que pensam alguns criminalistas sobre a colaboração premiada?
Pensam coisas incríveis especialmente sobre o que ela não é.
Para criticar os acordos firmados na Lava Jato, o advogado Técio Lins e Silva alçou o direito de mentir – que não existe – a uma das conquistas da Revolução Francesa. Uau! Vejam:
“O acusado não pode abrir mão do seu direito de mentir. Isso não é uma conquista da legislação brasileira. Isso é uma conquista da sociedade ocidental, fruto da Revolução Francesa” (Técio Lins e Silva, em O Globo, 1º/11/2015).
Por sua vez, Eugenio Raúl Zaffaroni disse em entrevista ao site Conjur que a colaboração premiada viola a “ética mafiosa”. Hmmm, entendi:
“ConJur — Qual é a opinião do senhor sobre a delação premiada? A figura do arrependido, como é chamada na Argentina.
Raul Zaffaroni — Não é só um arrependido, é um criminoso relevante, porque quem faz a delação está no núcleo do esquema criminoso, não é um marginal que assinou alguma coisa ou que levou uma malinha. É também psicopata, porque não respeita sequer as regras da ética mafiosa para negociar a sua impunidade em troca de informações que não são confiáveis.” (Eugenio Raúl Zaffaroni, em 1º/11/2015).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Operação Lava Jato; Sérgio Moro homologa mais uma delação de investigado

Segunda, 26 de outubro de 2015
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, homologou hoje (26) mais um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. A pedido do Ministério Público Federal (MPF), Moro validou os depoimentos de colaboração de João Antônio Bernardi Filho, preso na 14ª fase da Lava jato, deflagrada em junho. Em troca das declarações, o acusado ganhou o direito de responder às acusações em liberdade.

sábado, 19 de setembro de 2015

Fernando Baiano: Palocci pediu dinheiro do petrolão para a campanha de Dilma – e o dinheiro foi entregue

Sábado, 19 de setembro de 2015

Em sua delação premiada, o lobista conta que acerto de 2 milhões de reais foi feito em 2010, dentro do comitê eleitoral da petista em Brasília, e que a logística da entrega ficou a cargo do ‘Dr. Charles’, braço direito do ex-ministro

Por: Robson Bonin — Revista Veja

O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”
O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”(Vagner Rosario/VEJA)
No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral. Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato.

Leia a íntegra em:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fernando-baiano-palocci-pediu-dinheiro-do-petrolao-para-a-campanha-de-dilma-e-o-dinheiro-foi-entregue 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Fernando Baiano enfim fecha delação e promete agitar a Lava Jato

Quinta, 10 de setembro de 2015
Da Tribuna da Internet

Baiano vai entregar os que faltam
Deu no iG Minas Gerais
O lobista Fernando Soares, apontado como o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras pelas investigações da Lava Jato, fechou o acordo de delação, segundo revelou o jornal “Valor Econômico”.
A assinatura do acordo foi feita com a PGR (Procuradoria Geral da República) e aconteceu no dia em que ele foi transferido definitivamente do Complexo Médico Penal, em Pinhais, para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o lobista se reúne com procuradores há mais de um mês para negociar o conteúdo que irá delatar e os benefícios que receberá em troca.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Operação Lava Jato: STF mantém validade de delações de Youssef

Quinta, 27 de agosto de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O  Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) manter o acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.  Por unanimidade, mas com fundamentos diferentes, os ministros decidiram que o fato de o doleiro ter quebrado o acordo de colaboração da investigação do Caso Banestado não invalida as atuais delações.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

STF julgará nesta quinta (27/8) o mérito de Habeas Corpus contra homologação da delação premiada de Alberto Youssef

Quarta, 26 de agosto de 2015
A sessão desta quinta (27/8) será transmitida em tempo real pela TV Justiça, Rádio Justiça e no canal do STF no YouTube (www.youtube.com/stf)
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Do STF
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (26) o julgamento do Habeas Corpus (HC) 127483, impetrado por Erton Medeiros Fonseca, diretor da Galvão Engenharia e um dos réus na operação Lava-Jato, contra ato do ministro Teori Zavascki que homologou o acordo de delação premiada de Alberto Youssef. Inicialmente, foi decidida questão preliminar sobre o cabimento de HC contra decisão monocrática de ministro do STF. Diante do empate com 5 votos em cada sentido, o pedido foi admitido e o mérito do HC será julgado pelo Plenário.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Empresário investigado na Lava Jato assina delação e devolverá R$ 70 milhões

Segunda, 10 de agosto de 2015
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O empresário Hamylton Padilha fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no qual se comprometeu a pagar multa de R$ 70 milhões para ressarcir a Petrobras. Padilha é um dos seis investigados na Operação Lava Jato, que se tornou réu hoje (10) por decisão do juiz federal Sérgio Moro.
De acordo com o termo de colaboração assinado com a força-tarefa do MPF, o empresário terá pena máxima de oito anos de prisão, período que poderá ser substituído por dois a cinco anos de regime domiciliar. Em troca, o empresário deverá fornecer informações aos investigadores sobre o funcionamento do esquema de pagamento de propina.

Mais cedo, Moroaceitou denúncia do MPF contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas. Agora réus, eles são acusados dos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Maior lobista da Petrobras é o novo delator da Lava Jato

Quarta, 29 de julho de 2015 
Hamylton Padilha confessou ter pago propina a ex-diretores da empresa e entregou documentos para corroborar suas afirmações
Do site da Revista Época 
DIEGO ESCOSTEGUY
29/07/2015
Hamylton Padilha (Foto: Fabrizia Granatieri)
A nova delação premiada da Operação Lava Jato envolve o maior lobista da Petrobras. Hamylton Padilha, o discreto mas poderoso lobista, atua sobretudo com a venda e o aluguel de sondas para perfuração de poços, o mais lucrativo dos negócios no mundo do petróleo. Hamylton confessou a procuradores ter pago propina a ex-diretores da estatal para que empresas representadas por ele fossem contratadas. O lobista não só falou como entregou cópias de depósitos em contas secretas no exterior. De acordo com Hamylton, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, ex-diretores da área internacional da estatal, Renato Duque, ex-diretor de serviços, e operadores políticos do PMDB foram favorecidos com esses depósitos. No caso de Zelada, segundo Hamylton, o responsável por recolher a propina foi o empresário Raul Schmidt, uma espécie de sócio de Zelada.

Leia a íntegra em: 
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/exclusivo-maior-lobista-da-petrobras-e-o-novo-delator-da-lava-jato.html

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Dilma, vá enganar os incautos, porque eu não gosto!

Quarta, 8 de julho de 2015
Do Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti

"Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores. Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo." 


(presidenta Dilma Rousseff, tentando mais uma vez desacreditar a Operação Lava-Jato com descabidas e repulsivas comparações entre empreiteiros que delataram seus cúmplices em roubalheiras apenas para receberem favores da Justiça, sem que os policiais tenham encostado um dedo sequer neles, e os antigos resistentes que eventualmente expunham companheiros de ideais após sofrerem as torturas mais terríveis)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Elio Gaspari, sobre Dilma e os delatores: "O PT enfiou-se nesse mundo de pixulecos porque quis"

Quarta, 1º de junho de 2015
Do blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti 
Na mesma linha do meu artigo ¿Por qué no te callas, Dilma?, o jornalista e historiador Elio Gaspari fulmina uma das declarações mais infelizes da presidenta Dilma Rousseff, neste momento em que ela se mostra visivelmente transtornada com a queda vertiginosa de sua popularidade. A qual, contudo, não será revertida com destempero emocional e rompantes demagógicos. Urge recobrar a serenidade.

DILMA E OS DELATORES
Elio Gaspari
Um dos enigmas do comportamento político de Dilma Rousseff está na sua capacidade de viver numa realidade própria. É a essa característica que se deve atribuir parte do descrédito que acompanha sua administração. Diz uma coisa, faz outra e vai em frente. Recuando quase meio século na história do país para manipular os desdobramentos da Operação Lava Jato, a doutora afirmou o seguinte:
"Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente."
Mistificando o presente, associou o comportamento de quem passa pela carceragem de Curitiba com o dos presos do DOI durante a ditadura.

"Nenhum deles pensava em aumentar seu patrimônio"
Seu paralelo ofende o Ministério Público, o Judiciário e o Supremo Tribunal Federal, que homologa cada um dos acordos onde estão as confissões.
 
Nenhum preso da Lava Jato passou por qualquer constrangimento físico. Até agora, todos os atos praticados pelos investigadores respeitaram o devido processo legal.
 
Deixando-se essa questão de lado, o que não é pouca coisa, vai-se ao coração da fala: "Eu não respeito delator". Num lance de autoexaltação, lembrou que "resisti bravamente". Ela sabe que o comportamento de um preso sob tortura nada tem a ver com sua bravura. Relaciona-se apenas com o caráter do torturador e do regime a que ele serve.
 
Quem fala sob tortura não é delator, é apenas um cidadão torturado e a doutora respeita muitos deles. Dilma Rousseff, a "Wanda" do Comando de Libertação Nacional, sabe que o "Kleber" não foi um delator. Em 1969, depois de ter sido torturado por vários dias, ele indicou para a polícia o endereço de um aparelho da rua Atacarambu, em Belo Horizonte, onde estavam sete de seus companheiros.
 
Dos milhares de presos torturados durante a ditadura, talvez não tenham chegado a uma dezena aqueles que, livres, continuaram colaborando com os agentes da repressão. Se os acusados que estão colaborando com a Lava Jato são mentirosos, não merecem respeito e seus acordos devem ser cancelados. Insultá-los leva a lugar nenhum.
"Os empreiteiros buscavam o enriquecimento pessoal"

Misturar empreiteiros milionários com militantes torturados é um truque que desmerece o estado de Direito e o regime democrático de hoje. Nas palavras de um ministro do governo Médici, referindo-se aos presos de seu tempo, "a delação, para eles, é o supremo opróbrio".
 
Outro hierarca elaborou o lance seguinte: Os presos, tendo delatado, justificavam-se inventando que haviam sido torturados. Donde, não havia tortura, mas delatores. No paralelo de Dilma não haveria roubalheiras, mas delatores que não merecem respeito.
 
Há ainda outra diferença entre os presos que eram torturados nos DOI e os que passam pela Lava Jato. Uns sequestravam diplomatas, assaltavam bancos e roubaram o cofre onde a namorada de um ex-governador de São Paulo guardava dois milhões de dólares, parte dos quais vindos de empreiteiras. Seus alvos faziam parte do arco de interesses que todos, inclusive a doutora, pretendiam destruir. Nenhum deles pensava em aumentar seu patrimônio. Os empreiteiros da Lava Jato buscavam o enriquecimento pessoal e o PT enfiou-se nesse mundo de pixulecos porque quis.

Dilma tenta confundir o delator com o conteúdo da delação

Quarta, 1º de julho de 2015 
Da Tribuna da Internet 
Pedro do Coutto
Ao conversar com jornalistas em Nova York, pouco antes de seguir para Washington, a presidente Dilma Rousseff tentou confundir o delator com o conteúdo da delação, produzido pelo empresário Ricardo Pessoa e publicado no sábado com grande destaque pela Revista veja que se encontra nas bancas, reproduzidas pelos três principais jornais do país.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Delatores da Lava Jato prestam depoimento hoje às 15 horas na Justiça Federal

Terça, 30 de junho de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil 
Dois delatores do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato devem prestar depoimento hoje (30) na Justiça Federal em Curitiba. O consultor Júlio Camargo, que prestou serviços à empresa Toyo Setal, e o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco vão responder aos questionamentos do juiz federal Sérgio Moro na condição de testemunhas de acusação, por terem assinado acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

A audiência está prevista para começar às 15h. Os depoimentos fazem parte da ação penal que envolve o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.

¿Por que não te callas, Dilma?

Terça, 30 de junho de 2015
Por Celso Lungaretti
Quando não se tem nada aproveitável para dizer...
A presidenta Dilma Rousseff deveria mirar-se no exemplo do Marco Polo Del Nero e não sair tão cedo do seu canto.
 
Por motivo diferente, claro. Ao contrário do cúmplice de José Maria Marin, ela pode correr mundo  à vontade, sem o mínimo receio de prisão e extradição.
 
Mas, se deste vexame a Dilma nos poupa, cada vez que abre a boca no exterior, deixa morrendo de vergonha todos que a temos como presidenta da República.
 
Ora atribui seu novo recorde de impopularidade a um inverossímil preconceito sexual por parte dos brasileiros que há poucos meses a reelegemos. Não consta que, depois de outubro de 2014, tenha ocorrido em nosso país uma epidemia de machismo...
 
É o tipo de saída pela tangente que nos botecos daqui seria taxada de desculpa de mau pagador. Se nem na Quadrada das Almas Perdidas uma lorota destas cola, muito menos em Washington. Os leitores de um dos jornais mais importantes do planeta devem ter sentido pena de nós.
 
Ora Dilma faz um verdadeiro samba do crioulo doido por esquecer que roupa suja se lava em casa. Qualquer mandatário que se desse ao respeito e tivesse respeito pelo seu cargo não se manifestaria em solo estrangeiro sobre um assunto doméstico tão pobre e tão podre.
 
Primeiramente porque é o partido no poder que está sendo duramente atingido por alcaguetagens dos seus parceiros de negócios, a ponto de tirar Dilma do sério. A primeira coisa que ocorre a um estrangeiro dotado de espírito crítico é: como o tal Partido dos Trabalhadores foi envolver-se com uma ralé nauseabunda dessas?!
...é melhor lembrar: em boca fechada, não entra mosca.

Se, ademais, tal cidadão conhecer o passado do PT, mais estupefato ainda ficará: pois não é que uma agremiação nascida das lutas contra o patronato agora participa de maracutaias em associação criminosa com um dos segmentos mais vorazes e inescrupulosos do empresariado, os empreiteiros de obras! Virou tudo de cabeça pra baixo?
 
É óbvio que as declarações de Dilma, dadas durante conversa com jornalistas em Nova York, se endereçavam ao público brasileiro; mas, eram a hora e o lugar errados para as fazer, porque, queira ela ou não, o que presidente da República fala em viagem internacional tende a ter repercussão internacional. Por que não incumbir um porta-voz qualquer de dar o seu recado no Brasil?
 
É claro que melhor mesmo teria sido ela calar. Pois,  nada se aproveita desta mistura de alhos com bugalhos:
"Eu não respeito delator, Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas. Eu garanto para vocês que eu resisti bravamente".
O que tem a ver, afinal, uma militante que combateu uma ditadura bestial com um meliante que lesou o Estado em plena democracia?
 
Como equiparar o ato de não ceder às bestas-feras que queriam torturar e matar os melhores brasileiros com o ato de não ajudar os agentes de um Estado de Direito a denunciarem e processarem os piores brasileiros ? 
Daria para esperar outra coisa deste indivíduo?
Como uma ex-resistente se tornou tão desnorteada a ponto de se colocar praticamente no mesmo patamar de um Ricardo Pessoa da vida, ao afirmar que ele fez o que ela não aceitou fazer?
 
Como uma presidente da República ousa deitar falação sobre investigações policiais e judiciais em curso, o que, claro, configura pressão indevida e absolutamente injustificável sobre outras esferas do Estado?
 
Tendo tal forçação de barra pontos de contato com os disparates demagógicos de alguns articulistas e blogueiros chapa branca, é o caso de indagamos se ela estará insinuando  a existência de alguma semelhança entre os métodos da Polícia Federal e os do DOI-Codi, entre o juiz Sérgio Moro e os auditores militares?  Espero que não, pois aí já seria desespero de causa, e causas defendidas com tamanho desapreço pela verdade estão desde logo fadadas à derrota.
 
De resto, como ex-preso político que quase enfartei aos 19 anos por causa das torturas e saí dos porões da ditadura com uma lesão permanente, acrescento que a comparação que Dilma fez peca também no aspecto de ser descabido ela afirmar que resistiu bravamente aos que queriam transformá-la numa delatora.
 
É preconceituoso e desumano qualificar de delatores aqueles de quem os torturadores arrancaram alguma informação; todos sabem que a resistência humana tem limites, quem cultuava super-homens (ou super-mulheres...) eram Nietzche e os nazistas.
 
Os correspondentes aos delatores premiados de agora não eram os pobres torturados, mas sim os vis  cachorros da repressão --militantes que, aceitando propostas indecentes dos torturadores, passavam a trabalhar para eles, em troca da liberdade, de uma nova identidade e de um pagamento mensal. Ou seja, negociavam os detalhes da barganha, batiam o martelo e mudavam de lado para receber vantagens dos verdugos. Não porque fossem coagidos a tanto (a fase das torturas já ficara para trás), mas simplesmente por preferirem encurtar a sempre desagradável permanência na prisão.
Quem se deita com cães, amanhece com pulgas.
Então, se Dilma queria comparar o dono da construtora UTC com alguém, por que não fez a escolha correta, equiparando-o aos ditos cachorros? Talvez porque assim a coisa perderia dramaticidade, não servindo a seu propósito de usar um nobre passado como escudo contra acusações (verdadeiras ou não, pouco importa) que lhe fazem no presente.
 
Mas, os que optamos por travar o bom combate em circunstâncias tão extremas, arriscando a vida, a integridade física/psicológica e a segurança de nossos entes queridos, geralmente consideramos muito mais importante o que fizemos então do que qualquer coisa que façamos ou sejamos agora, inclusive numa Presidência da República. Não emporcalhamos aquilo que para nós foi sagrado, misturando-o com o profano (para não dizer profanado, caso dos cofes públicos...) de hoje em dia.
 
É pena que a Dilma não pense assim.

Está explicado! Dilma não respeita Julian Assange e Edward Snowden. A viagem aos Estados Unidos e as ‘explicações’ sobre o colaborador premiado Ricardo Pessoa (UTC)

Terça, 30 de junho de 2015
Tá certo que a presidente Dilma enrola muito, ou é enrolada, na maioria das suas frases. Mas lá na Terra do Tio Sam ela foi cristalina. Isso, ao declarar à imprensa que não respeita delatores, quando se referiu ao colaborador premiado Ricardo Pessoa, da UTC/Petrolão.
A presidente permitiu que inferíssemos que o desprezo do governo brasileiro ao pedido de asilo político feito por Edward Snowden (que denunciou a espionagem americana, inclusive contra ela e a Petrobras) é porque o considera um delator. E muitos achavam que era por medo ou apenas para agradar os nossos amigos da América do Norte.
Mas se é confusa em externar suas posições, e mais confusa ainda em construir seu discurso, não parece que nos Estados Unidos isto tenha ocorrido. Foi, sua explicação, certamente fruto da peninha de algum marqueteiro.
Ela, a presidente, confundiu, de modo proposital, alhos com bugalhos. Resistência à uma ditadura com crimes de corrupção em tempos de democracia.
Tentou igualar um delator de um movimento de resistência à uma ditadura a um colaborador premiado em um processo de corrupção de dinheiro público numa época de democracia. Processo de safadeza de bilhões e bilhões de reais.
Como o colaborador premiado, Ricardo Pessoa, envolveu em suas denúncias o partido da presidente, e até ela mesma, visto que sua campanha de 2010 teria recebido milhões de reais do sistema de corrupção de grandes empreiteiras, virou, mas agora, não merecedor de respeito.
Combate ao crime como o que atingiu a Petrobras, crimes que envolvem lavagem de dinheiro, crime de quadrilha como essas que vemos aqui neste país, só se chega a algum lugar com a colaboração premiada. Não há outro caminho eficaz.
Quem tiver um tempinho vale apena acessar o Blog do Vlad e ler sobre o tema colaboração premiada. É o blog do Vladimir Aras, um cara traquejado no combate aos crimes como os realizados pelas corruptas megaempreiteiras brasileiras. No blog você encontra uma séria de artigos sobre “Colaboração Premiada”.