Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 8 de maio de 2012

PSDB requer pedido ao Supremo para revogação do segredo de justiça de inquéritos

Terça, 8 de maio de 2012
Ao sair brevemente da reunião da CPI do Cachoeira que colhe o depoimento do delegado da Polícia Federal Alexandre Marques de Souza, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou não haver motivos para as investigações continuarem sigilosas.

Segundo Alvaro Dias, o PSDB apresentou uma questão de ordem ao presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pedindo que ele solicite ao STF a revogação do segredo de justiça das investigações da PF sobre Carlinhos Cachoeira.

Caso Vital do Rêgo não acate o pedido, Alvaro Dias disse que o PSDB vai solicitar o fim do sigilo diretamente ao Supremo. Para o senador, é de interesse público que todas as informações sejam abertas à sociedade.

– Não há nenhuma razão para a CPI manter o sigilo – afirmou.

O senador também afirmou que o delegado, até o momento, não apresentou novidades aos parlamentares.

– Não há novidade, o que o delegado apresentou até agora já é de conhecimento público. Não há nada de novo nem nada de excepcional até este momento. Mas as indagações continuam sendo feitas – disse Alvaro, antes de retornar à reunião.

O delegado Alexandre Marques de Souza participou da Operação Vegas, deflagrada em maio de 2009 pela PF e outros órgãos, para investigar Carlinhos Cachoeira e outras pessoas acusadas de envolvimento em organização criminosa que explorava jogos de azar no Mato Grosso do Sul, com prática de outros crimes, como cárcere privado.

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A hora do arrepio

Quarta, 24 de abril de 2012 
                                                     Imagem da internet
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Por Ivan de Carvalho

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, composta por senadores e deputados, teve defensores espalhados em vários partidos da oposição e governistas. Mas foram o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu que fizeram da criação da CPMI um objetivo prioritário do PT. O partido no poder obedeceu. Lula e Dirceu continuam firmes, mas no governo e no PT há muita gente arrepiada.

            A presidente Dilma Rousseff se assustou. A CPI poderia, querendo atingir políticos e partidos da oposição – um dos objetivos de Lula – atingir também partidos da base do governo e políticos a eles vinculados. Exemplo? Noticiou ontem à noite o Blog do Noblat que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizara a abertura de processo contra três deputados federais por Goiás envolvidos no caso Cachoeira: Carlos Alberto Leréia, do PSDB, Sandes Júnior, do PP e Rubens Otoni, do PT. Os três de Goiás. Um partido da oposição, um partido aliado do governo e o partido no governo.

 Mas não é só isto. A CPMI poderia e pode atingir diretamente o governo, não havendo como, até aqui, fixar limites para as áreas e níveis da administração federal e de administrações estaduais nas quais o ventilador vai lançar o que jogarem nele. A presidente conversou com Lula, mas não conseguiu fazê-lo desistir da CPMI, pois além de algumas específicas vinganças (contra o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, especialmente), a dupla Lula-Dirceu espera, mais do que tudo, que a CPMI desvie o foco da mídia e da população do processo do Mensalão, a ser julgado no STF.

            E o que vão jogar no ventilador? Ora, isso todo mundo sabe, trata-se de expressão de conhecimento geral, de “política pública”, se o PT, patrocinador da CPMI, assim preferir. Mas uma CPMI não é lugar de sofisticação nem de eufemismos.

Tanto isso é verdade que já se divulgou uma rápida historinha segundo a qual um senador de longo curso, inclusive no trato de CPIs e CPMIs, visitou, ainda no hospital, o ex-presidente da República e quase perene presidente do Senado, José Sarney, que ontem recebeu alta. Observou o visitante que ambos são bambas no tema e perguntou a Sarney qual ele acha que será o resultado da CPMI. “Merda”, respondeu o Marimbondo de Fogo do Maranhão, ato contínuo aplicando a si mesmo e ao colega uma exímia ferroada: “E a nós caberá limpá-la”.

Para os lados do governo, na parte do iceberg visível até agora, o principal problema é a empresa Delta Construções S/A, comandada por um tal Fernando Cavendish. Está tão enroscada com o empresário bicheiro Carlinhos Cachoeira quanto com as obras do PAC e seus inumeráveis aditivos. É a empreiteira predileta do PAC, um programa que no governo Lula era comandado pela atual presidente Dilma Rousseff e que ainda é o amor administrativo dela, embora tocado por diversos setores do governo.

Outra historinha. A 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy, ex-prefeita paulistana e de quem o PT espera um reforço importante para seu candidato a prefeito de São Paulo, de acordo com o Radar on line, de Lauro Jardim, recebeu um lauto reforço da Delta Construções para sua campanha eleitoral para prefeita, em 2004 – R$ 415 mil doados ao comitê de campanha do PT na capital paulista. Uma grande parte, portanto, do total de 1,7 milhão que a Delta distribuiu a candidatos e partidos em todo o país.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Comissão Parlamentar Mista de Investigados

Terça, 24 de abril de 2012
A CPMI do Cachoeira deveria se chamar Comissão Parlamentar Mista de Investigados, de tantos parlamentares investigados que a compõe. Que vergonha!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Congresso cria CPMI para investigar esquema de Cachoeira

Quinta, 19 de abril de 2012
Da Agência Brasil
Marcos Chagas, repórter
O Congresso Nacional criou oficialmente, há pouco, a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que vai investigar as relações do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com parlamentares e agentes públicos e privados. O esquema de Cachoeira faz parte das apurações das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

A vice-presidente do Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES), comunicou que as lideranças da Câmara e do Senado têm até terça-feira (24) para indicar os titulares e suplentes que farão parte da CPMI.

A comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados titulares e igual número de suplentes. Os parlamentares serão indicados seguindo o critério de proporcionalidade, aquele partido que dispõe de mais políticos terão direito a um maior número de cadeiras.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Assine a petição pública pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da corrupção

Quarta, 17 de agosto de 2011
Foi lançado nesta quarta (17/8) o movimento suprapartidário pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Corrupção —CPMI. Também entrou no ar o site do movimento, onde se pode assinar uma petição pública exigindo a criação da CPMI. A intenção do movimento é que o cidadão pressione e fiscalize os parlamentares para que eles criem a comissão para apurar a corrupção. Clique aqui e veja o site.
"A intenção deste site é cobrar dos nossos parlamentares a instauração de uma CPMI - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (Deputados e Senadores) para apurar os casos de CORRUPÇÃO que assolam o país.

DEPUTADOS QUE JÁ ASSINARAM

CONHEÇA OS DEPUTADOS QUE JÁ ASSINARAM A CPI DA CORRUPÇÃO.
SÃO NECESSÁRIAS, NO MÍNIMO, 171 ASSINATURAS DOS DEPUTADOS.
LISTA POR ORDEM ALFABÉTICA POR ESTADO"